31/03
20:54

CPI da Petrobras - Valadares diz que são infundadas as críticas de revista

"Sempre defendi a CPI como um instrumento legítimo de investigação do Legislativo numa democracia. Por isso, a CPI da Petrobras jamais seria barrada por falta de minha assinatura. Assinei-a, e afirmo que não recebi pressões para fazer o contrário. Fiz porque considerei do meu dever apoiá-la, haja vista o posicionamento público do líder no Senado, Rodrigo Rollemberg, que disse, falando em nome de todos nós, que a nossa bancada marcharia unida quanto ao requerimento da CPI, bem como pela orientação política do PSB Nacional”. A declaração foi feita pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB), ontem, ao comentar informações publicadas pela revista Veja.

Na coluna Holofote, a revista Veja diz que o governador de Pernambuco e pré-presidenciável Eduardo Campos (PSB) teve que suar para convencer dois dos quatros senadores do seu PSB a apoiar a CPI da Petrobras. Veja lembra que o ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra teria usado de sua influência para que empresas fornecedoras da Petrobras apoiasse a chapa de Sergipe.


O senador Valadares afirmou ainda que não recebeu quaisquer doações de empresas fornecedoras da Petrobras, conforme consta na sua prestação de contas da campanha para o Senado, em 2010. Mas lembrou: “se por acaso tivessem ocorrido, tais doações seriam perfeitamente legais uma vez que a legislação eleitoral permite que elas possam ser feitas. José Eduardo Dutra foi indicado para meu suplente pela aliança que reelegeu o saudoso governador Marcelo Déda para o governo de Sergipe, por sua reconhecida influência política e o grande prestígio que detinha junto aos partidos que me apoiavam naquele pleito”.

Segundo Valadares, “foi um acordo político aprovado em convenção em 2010, quando Zé Eduardo já havia deixado a presidência da Petrobras, desde o ano de 2005. E foi uma decisão celebrada à luz do dia, sem quaisquer vínculos com empresas ou interesses financeiros para a sustentação de minha campanha. Fiz uma campanha franciscana, com poucos recursos financeiros, levando-se em conta a àrdua disputa eleitoral que iria enfrentar, como testemuharam todos os sergipanos. Venci com o voto do povo, e conquistei pela terceira vez o mandato de senador."



Política
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Por Eugênio Nascimento
31/03
20:35

Requerimento assinado por 14 deputados pede urgente apreciação do projeto de Lei do ProRedes

Deputados estaduais assinaram requerimento solicitando à Presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputada Angélica Guimarães, a urgente votação do Projeto de Lei que poderá autorizar o Poder Executivo Estadual contratar operação de crédito externo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Programa de Fortalecimento das Redes de Inclusão Social e de Atenção à Saúde – ProRedes. A contratação da operação de crédito poderá chegar até o valor de R$ 250 milhões.

Ao todo, 14 deputados conscientes da sua importância pedem urgência na apreciação do Projeto de Lei, que foi encaminhado pelo governo à Assembleia em agosto de 2013 e, novamente, no último dia 28 pelo governador Jackson Barreto. Além disso, o BID estabeleceu a data de 11 de abril como limite para a apresentação da Lei sancionada, bem como a documentação necessária para a contratação do empréstimo junto a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.

O documento assinado ressalta a necessidade de rápida votação pelo plenário. “Sem sombra de dúvida, qualquer postergação quanto à discussão deste Projeto de Lei trará riscos insanáveis à Operação de Crédito, sobretudo, tendo em vista a iminente vigência das regras do período eleitoral, o que impossibilitará definitivamente sua aprovação e assinatura ainda em 2014”, diz o requerimento, que data do dia 26 de março.

O objetivo geral do ProRedes é contribuir para a melhora da saúde da população de Sergipe, especialmente a mais vulnerável, por meio do fortalecimento da gestão do SUS e do SUAS e da expansão da rede física de serviços especializados de saúde de média e alta complexidade.

“A Saúde é uma responsabilidade do governador, mas também uma responsabilidade dos deputados. Nós somos poderes constituintes, o Governo do Estado é o Executivo e a Assembleia é o Poder Legislativo. Desde o mês de agosto do ano passado que o Governo do Estado enviou esse projeto pedindo a autorização da Assembleia para contrair este empréstimo ao BID, ainda foram entendimentos realizados pelo governador Marcelo Déda. São quase R$ 250 milhões para recuperar a saúde em todo o estado, fortalecer o Huse, os hospitais de todas as regiões e atender os programas específicos para hipertensos, diabéticos e portadores de oncologia e outras doenças”, destacou o governador Jackson Barreto.


Política
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Por Eugênio Nascimento
31/03
08:08

Prefeito entrega o Caju Bike

Continuando os investimentos em mobilidade urbana e principalmente em alternativas que melhorem a qualidade de vida do aracajuano, o prefeito João Alves Filho e o vice-prefeito José Carlos Machado entregaram hoje, 30, à população, na Orla da Atalaia, o Caju Bike. Um sistema composto por estações com bicicletas espalhadas pela cidade, onde qualquer pessoa pode utilizar para prática de atividade física, ou até mesmo como meio de transporte.

A ideia foi implantada de forma semelhante em várias cidades do Brasil e no exterior. Foram entregues hoje cinco estações com 50 bicicletas. Até o final de maio, os aracajuanos terão 20 estações com 200 bicicletas disponíveis em vários bairros da capital.

Geograficamente, Aracaju, em maior parte, é plana, e os aproximados 60 km de ciclovias favorecem o uso de bicicletas como prática esportiva. Outra alternativa é usá-la também para deslocamento na cidade, o que, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas, evita-se os transtornos causados pelo excesso de veículos que transitam atualmente na cidade.

O prefeito de Aracaju disse que conheceu esse sistema no exterior, e que a implantação do Caju Bike na capital sergipana é a realização de um sonho. João Alves ainda anunciou ampliação das ciclovias.

"Quando conheci esse sistema em Paris percebi que Aracaju era a cidade ideal para a implantação das bicicletas compartilhadas. Hoje já existem em várias cidades do Brasil como São Paulo, Salvador e Recife. Nessas cidades, a grande dificuldade é a inexistência ou quantidade insuficiente de ciclovias. Em nossa capital são 55 km de ciclovias e em dois anos teremos o dobro. Serão 110 km de pistas exclusivas para os ciclistas", destacou o prefeito.

Para poder utilizar o serviço basta realizar um cadastro pela internet com as informações necessárias ou no próprio painel existente nas estações. Outra opção é fazer o cadastramento através do aplicativo para celular, que já está disponível para os cidadãos.

"Essa é mais uma alternativa segura e saudável. Com a mensalidade no valor de R$ 10 o cidadão pode utilizar a bicicleta quantas vezes quiser durante os 30 dias, com intervalos de 15 minutos entre as horas de uso", explicou o superintendente da SMTT, Nelson Felipe, pontuando que, a população ainda pode fazer a opção de apenas ter a bicicleta por um dia.

A grande parceira da Prefeitura de Aracaju para a implantação do Caju Bike foi com a empresa Net, que proporcionou a possibilidade melhorar a qualidade de vida dos aracajuanos através do sistema de bicicletas compartilhadas. De acordo com o gerente de operações da NET em Aracaju, André Haji, "essa parceria é um presente que a empresa dá a toda a população da capital. Entendo que esse é um projeto de mobilidade urbana e voltado para a saúde da população. A Prefeitura de Aracaju está de parabéns".

Da assessoria
Foto: André Moreira


Variedades
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Por Kleber Santos
31/03
02:15

O encolhimento do saldo comercial brasileiro – parte 3

Ricardo Lacerda e Thiago Souza

Como vimos nos dois artigos anteriores, o encolhimento do saldo comercial brasileiro em 2012 e 2013 se deveu em grande parte à inversão abrupta da trajetória das exportações. A tese central é que as exportações brasileiras, depois de apresentarem uma forte aceleração entre 2002 e 2008, ainda lograram manter taxas de crescimento elevadas entre 2008 e 2011, mesmo que em ritmo menos acentuado do que no período anterior.

A continuidade do crescimento das exportações, após o início da crise internacional, exigiu a reorientação das vendas externas para os mercados emergentes, com destaque para os mercados os asiáticos. Tal reorientação favoreceu o crescimento das exportações de produtos básicos e de menor intensidade tecnológica. Assim, a crise propiciou que a mudança que já vinha ocorrendo na pauta exportadora e nos mercados de destinos das exportações brasileiras fosse acentuada.

Todavia, quando a economia mundial entrou no segundo mergulho da grande recessão, a partir de meados de 2011, os mercados emergentes sofreram,com alguma defasagem temporal, impacto intenso. O Brasil já não contava com a válvula de escapa de exportar para os emergentes. Entre 2011 e 2013, as exportações brasileiras recuaram. Como efeito colateral da interrupção do crescimento das exportações, as mudanças no perfil da pauta e do destino se tornaram menos acentuadas.

Destinos

A mudança da pauta exportadora mostrou-se fortemente associada ao perfil dos parceiros comerciais.À medida em que as vendas para China e para o conjunto do bloco asiático ganharam participação, os produtos industrializados e, dentre eles,os produtos de alta e média alta intensidades tecnológicas,reduziram seus pesos no total,enquanto os produtos não industrializados e os industrializados de baixa e média-baixa intensidade tecnológica aumentaram suas participações.

No extremo oposto, as exportações para a economia americana, que já vinham apresentando desempenho bem inferior à média dos destinos no período de intenso crescimento das exportações brasileiras, entre 2002 e 2008, simplesmente pararam de crescer após o início da crise financeira internacional, concorrendo para reduzir o peso das exportações industrializadas e de intensidade tecnológica mais favorável.

Industrializados e não industrializados


É importante destacar que a classificação segundo intensidade tecnológica considera apenas os produtos industrializados, que representavam, em 2013, 62,4% do total exportado pelo país, cerca de três em cada cinco dólares exportados. Em 2013, esse grupo respondia por 80,6%, ou cerca de quatro em cada cinco dólares exportados.

O Gráfico 1 mostra que a redução na participação das exportações não industrializadas se acentua a partir de 2008, mas mostra também que ela deixou de ser ampliada nos últimos dois anos.


Intensidade tecnológica

A mudança na pauta exportadora, associada à mudança no perfil de destino e à reversão na trajetória do crescimento pós-2011, pode ser captada também no perfil das exportações dos produtos industrializados segundo a intensidade tecnológica.O movimento não foi linear, com exceção da participação dos produtos de alta tecnologia que declinou durante todo o período 2002-2013.

Os produtos da indústria de alta tecnologia, que representavam 9,8% das exportações totais, em 2002, perderam mais de cinco pontos percentuais de participação e, em 2013, representavam apenas 4,1%. As exportações de média-alta tecnologia, com destaque para veículos automotivos, apresentaram bom desempenho até 2008 e tiveram dificuldades nos anos seguintes (ver Tabela). 



Por sua vez, os produtos de média-baixa tecnologia ganharam participação até 2008, têm um rebaixamento importante, em 2009 e 2010, e apresentaram tendência de recuperação de participação nos anos seguintes, trajetória inversa a da participação dos produtos de baixa tecnologia.

Notável mesmo é o desempenho das exportações não industriais, que resistiram à ao agravamento do cenário externo até 2011, recuando, todavia, nos dois anos seguintes.

Na etapa mais recente (2011-2013), de dificuldades mais acentuadas no comércio exterior, o único grupo que aumentou as exportações foi o de média-baixa tecnologia, enquanto as exportações de alta tecnologia, de média-alta tecnologia e de baixa tecnologia e de produtos não industriais apresentaram quedas muito expressivas.

Artigos anteriores estão postados em http://cenariosdesenvolvimento.blogspot.com/




Coluna Afonso Nascimento
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Por Kleber Santos
30/03
19:50

O homem que amava os cachorros (II)

Clóvis Barbosa - É blogueiro e conselheiro do TCE-SE

Pois é! Comecei a falar de Ivan, o veterinário de Havana e seu encontro com o homem que passeava com os seus cães, e passei a divagar sobre os meus cachorros, sobretudo, sobre a minha experiência stalinista. Volto atrás. Esse encontro entre Ivan e seu personagem enigmático serve de mote para o escritor cubano Leonardo Padura construir um romance histórico que vem sendo elogiado pela crítica mundial, cujo título é o mesmo do presente ensaio. O livro tem 585 páginas e foi lançado no Brasil pela Boitempo. Sobre ele, o The Times, afirma que “Leonardo Padura confirma seu status como o melhor escritor de ficção policial em língua espanhola, um digno sucessor a Manuel Vázquez Montalban”. Para o Le Fígaro, “uma narrativa de tirar o fôlego, uma obra prima”. O El Correo Español, diz que é “um romance que exala a experiência narrativa dos bons contadores de histórias”. O El Mundo considera a obra “um excelente romance, rico em sugestões sobre a condição humana e sobre o nosso mundo que vão além da estória narrativa direta”. Nunca uma obra de um escritor cubano, pós-revolução, foi tão bem aplaudida como esta de Padura que, diga-se, não se trata de um dissidente do regime cubano. Mas também não é um livro com o simples objetivo de divertir o leitor.

Além de recontar uma das histórias que abalou o mundo na época (o assassinato de Trotski a mando de Stalin por um homem de esquerda), o catalão Ramón Mercader, que foi acolhido na ilha por Fidel após o evento, Padura consegue, também, pintar o retrato de Cuba na atualidade, ainda com problemas crônicos e inúmeros desafios. Aqui neste espaço, no fim do ano passado, escrevi uma série com quatro ensaios sobre Cuba, intitulados Carta do Caribe (I a IV) e ali tive a oportunidade de fazer uma avaliação crítica da realidade cubana a partir da minha visita à ilha no mês de setembro. Na oportunidade, falei da necessidade de se acelerar as reformas em Cuba com mais participação popular e ouvindo o conjunto da sociedade. Um grande debate teria que ser aberto antes do pior acontecer. Cuba e o sonho do socialismo não devem perecer. Fazia, também, um alerta, citando Albert Camus, na sua obra O homem revoltado, que cria uma metáfora que se aplica bem ao que está acontecendo no país cubano: o arco se verga e a madeira geme. No auge da tensão, alçará voo, em linha reta, uma flecha mais inflexível e mais livre. Citei até uma advertência feita pelo próprio Fidel em palestra na Universidade de Havana em 2005: “Se o imperialismo não conseguiu derrubar a revolução, os cubanos poderão fazê-los, por seus erros e omissões”.

Ao lado da contribuição que Padura dá à compreensão de vários fenômenos ocorridos no século XX, onde se destacam o período estalinista, as revoluções cubana, espanhola e russa, ele constrói um romance audacioso, sem, evidentemente, ali encontrar, uma profunda reflexão teórica sobre os temas. Mas, como diz Frei Betto, “Este romance é como um espelho retrovisor que permite ao leitor mirar, com olhos críticos, as contradições do socialismo e por que a morte de Trotski, decidida por Joseph Stalin, contribuiu para favorecer a queda do Muro de Berlim e o desaparecimento da União Soviética”. O conteúdo da obra nos leva a fazer algumas reflexões, até sobre a experiência democrática que o Brasil vem vivenciando, após a ditadura militar. Por várias vezes, em vários ensaios e fragmentos publicados neste espaço, tenho alertado sobre a necessidade de cada vez mais abraçarmos a idéia da democracia como um valor universal. Se a ditadura é o regime de desrespeito às leis, às instituições e às liberdades civis, a democracia faz o caminho inverso. O respeito às normas e às instituições é o mais importante passo para a solidificação de uma sociedade que tende a avançar no campo da civilidade, da solidariedade e do respeito mútuo. Como diz Bobbio, “o estar em transformação é seu estado natural”.

Tzvetan Todorov, em sua obra “Os inimigos íntimos da democracia”, emite um enfático alerta sobre a capacidade que tem a democracia de engendrar seus próprios inimigos. Não se pode varrer para debaixo do tapete a crise que vive a nossa democracia representativa. A classe política tem que repensar o seu comportamento. A instituição partidária não respeita a vontade da maioria, mas a de sua cúpula. É preciso entender que há um desencanto com os resultados apresentados pela representação política. O mundo econômico, sempre ávido pelo lucro fácil, pela concentração de riqueza e pela manutenção dos seus privilégios, acha que nada tem a ver com o processo de sedimentação do processo democrático. O corporativismo desenfreado, sempre em busca de melhoria de suas condições de sobrevivência, dá, também, a sua contribuição e, o que é pior, de forma atabalhoada, não importando se está desgostando ou não a quem quer que seja. Enfim, todos querem ter razão e fazem da manipulação das palavras o seu tacape, que muitas vezes volta-se contra ele próprio. E transformam em realidade a máxima de Millor Fernandes, que conceitua: “Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim”.

Retratos da Vida – Os três porquinhos

Huginho, Zezinho e Luizinho, três irmãos que tinham um mesmo amor: o Fluminense Football Club (não admitiam o aportuguesamento). Ainda imberbes, quando eles apontavam no Cacique Chá, normalmente em véspera de jogo do tricolor carioca, chamavam atenção dos frequentadores. Adentravam em fila rigorosamente obedecendo a idade cronológica, com o mais velho sempre na frente. Eram impecáveis nas vestimentas. Quando o uniforme tinha a camisa listrada, o calção e o meião sempre eram brancos. Quando a camisa era branca com golas verde e vermelha o calção e meião também eram brancos. Não, não calçavam chuteiras, mas tênis, sempre brancos. O mais velho bebericava sempre uma cerveja preta e os demais pimpolhos guaraná. Nenhum assunto, que não fosse o Fluminense, a sua história, os grandes jogadores poderia ser objeto de conversa naquela mesa. Quando um torcedor desavisado partia para denegrir o Fluminense, ipso facto, os três se levantavam e a um só côro, diziam, sempre com a mão no coração ao lado do escudo, num entrosamento sonoro que faria inveja a qualquer grupamento militar: “Fluminense, meu eterno amor. É por isso que eu canto, que visto este manto, orgulho de ser tricolor”. E arrematavam com o início do seu hino: “Sou tricolor de coração / Sou do Clube tantas vezes campeão / Fascina pela sua disciplina / O Fluminense me domina / Eu tenho amor ao tricolor / Salve o querido pavilhão / Das três cores que traduzem a tradição: / A paz, a esperança e o vigor. / Unido e forte pelo esporte, / Eu sou é tricolor”. Sempre ao terminar, o mais novo, Luizinho, com a sua língua presa, gritava: “É Lamartine Babo, porra!”, referindo-se à letra da música. O tempo passou, o Cacique Chá acabou. Levou com ele a história daqueles meninos, hoje homens importantes da vida sergipana.

Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente.



Coluna Clóvis Barbosa
Com.: 1
Por Eugênio Nascimento
30/03
18:41

Malditas ditaduras -

José Lima Santana - É professor do Departamento de Direito da UFS

 

 

 

            Marcélio Bonfim, ex-vereador aracajuano, sempre com o coração e a mente voltados para a pureza teórica do comunismo, ainda não praticada em sua plenitude, andou garimpando algumas preciosidades nos arquivos da Câmara Municipal da nossa capital, e que serviram de lastro ao bom artigo “O discreto charme da hipocrisia”, publicado no JORNAL DA CIDADE, edição de 22 e 23 de dezembro último, pelo conselheiro Clóvis Barbosa, articulista quinzenal deste diário.

            Ocorre que a Câmara Municipal de Aracaju, em outubro de 1960, aprovou a concessão do título de cidadania aracajuana ao vice-presidente da República João Goulart. E em outubro de 1961 aprovou a concessão de igual título ao então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, cunhado de Jango. Mas, eis que, em maio de 1964, um mês após o golpe militar que implantou no país a “gloriosa” (putz!), a Câmara Municipal revogaria as duas concessões. Antes, Jango e Brizola eram merecedores da cidadania aracajuana por serem homens de luta em prol da democracia. Depois, sob o jugo da ditadura, eles seriam considerados “personas non gratas” em face da cassação dos seus direitos políticos e a perda dos respectivos mandatos: Jango, o mandato de presidente, e Brizola o mandato de deputado federal. Coisas da ditadura.

            Nas ditaduras de Vargas (1937-1945) e dos militares (1964-1985) ocorreram poucas e boas, como se diz no vulgo. Fatos estarrecedores ou simplesmente patéticos promanados de certas autoridades, de certos órgãos públicos. As ditaduras, de direita ou de esquerda, são doenças comparáveis à peste negra, que varreu a Europa, na Idade Média. Assiste razão ao conselheiro Clóvis, quando diz que as “ditaduras têm um poder extraordinário na criação de um tipo de disfunção mental onde o indivíduo é incapaz de distinguir o bem do mal”. E diz mais: “É a chamada hipocrisia consciente, que chega a tornar-se pandêmica”. Verdade.

            Trago alguns dados interessantes para mostrar como agem autoridades e órgãos em tempos de ditadura. Na era Vargas, a chefia de polícia do Distrito Federal encaminhou às paróquias um memorando, datado de 16/01/1939, que assim finalizava: “Caso essa paróquia tenha algum órgão de publicidade, grato ficaria por uma informação a respeito, a fim de que o mesmo seja incluído na rede de jornais do Serviço de Divulgação”. O memorando é assinado pelo próprio chefe de polícia, o temível Filinto Muller. Tenho em meus arquivos esse documento. Imaginemos se os vigários não respondessem a Filinto Muller! Em setembro de 1941, o prefeito de Dores, Cônego Miguel Monteiro Barbosa, recebeu um ofício da Secretaria do Conselho Técnico de Economia e Finanças do governo federal, solicitando a cooperação no sentido de conseguir assinaturas para o matutino “O Jornal”, do Rio de Janeiro, de propriedade de Assis Chateaubriand. E não conseguisse as assinaturas! Em novembro do mesmo ano, o mesmo prefeito recebeu um ofício do presidente da Cruzada Nacional de Educação, pedindo “a criação de uma escola em comemoração ao aniversário do Dr. Getúlio Vargas”. Foi criada. E não criasse!

            Bom mesmo foi o telegrama recebido pelo prefeito José Barreto de Souza, também de Dores, em 03 de novembro de 1943, do presidente do Congresso de Brasilidade, entidade criada para estimular o extraordinário serviço de puxa-saquismo, solicitando fosse “telegrafado ao Dr. Getúlio Vargas pela passagem do aniversário de sua posse”. A posse era exatamente a de 3 de novembro de 1930. Para o governo de Getúlio Vargas essa data era a que interessava e que era a do início do seu mandonismo. Sem dúvida, era de lascar. Um telegrama do Rio de Janeiro pedindo que se telegrafasse ao presidente da República, que continuava encastelado no poder graças ao golpe de 1937, que implantou a ditadura do Estado Novo. Todos os prefeitos, claro, receberam igual telegrama. E todos devem ter telegrafado. O de Dores telegrafou. Nos dias 11 e 23 de novembro daquele ano foram recebidos na Prefeitura telegramas do secretário particular do presidente da República e do presidente do Congresso de Brasilidade, respectivamente, agradecendo “telegrama dirigido ao Chefe da Nação pela passagem do dia 3 de novembro”. Os dois telegramas tinham o mesmo teor. Era o fim da picada.

            Da ditadura de Vargas para a dos militares. O todo poderoso SNI também aprontou das suas. Terrível SNI! Através do Ofício nº 21, de 05 de abril de 1971, o prefeito Joel Nascimento, de Dores, respondeu ao general José Graciliano do Nascimento, chefe do NAAR/SNI, o seguinte: “Conforme solicitação de Vossa Excelência, estou enviando em anexo o seguinte: 1. Relação nominal dos funcionários desta Prefeitura. 2. Relação nominal dos trabalhadores do campo. 3. Relação dos débitos da gestão anterior. 4. Fotocópia do Boletim de caixa no dia em que assumi a Prefeitura a 31/01/71”. Ora, tinha o SNI atribuições de realizar o controle externo da administração pública, paralelamente ao Tribunal de Contas? Ou havia outra intenção do órgão máximo da informação e da contrainformação implantado pelos militares, ao pedir tantos dados administrativos e contábeis? Ditaduras...

            Agora, de Dores para Aracaju. Para finalizar esta apreciação, trago uma lei particularíssima votada pelos vereadores aracajuanos. A Lei nº 134, de 5 de maio de 1970, no seu artigo 1º determina: “É obrigatório nas escolas municipais, durante a última semana do mês de março e a primeira do mês de setembro, palestras alusivas à Revolução de março de 1964 e à ‘Semana da Pátria’”. E o artigo 2º diz: “O Diretor do Departamento de Educação e Cultura tomará providências junto às professoras no sentido de orientar o cumprimento desta Lei”. A Lei basicamente dá a mesma importância histórica e comemorativa à Independência e ao golpe de 64. Deveras, são fatos históricos muito parecidos em relevância histórica (?). Que absurdo! Aracaju se rendia vergonhosamente às comemorações relativas ao golpe. E procurava, diga-se de passagem, “doutrinar” as crianças com palestras ufanistas, que, por certo, encobririam a violência dos sabres e dos coturnos, daqueles que se tinham empoleirado no poder. Poder violentamente tomado aos civis, mandatários eleitos. Poder estupidamente tomado.

            Ditaduras... Malditas ditaduras!


(*) Publicado no Jornal da Cidade, edição de 30 e 31 de março de 2014. Publicação neste site autorizada pelo autor.



Colunas
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
30/03
17:46

Coluna Primeira Mão - Política e Economia

João Alves vive momento de muita pressão

Não sai da cabeça do prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), a ideia de ser o único governador de Sergipe a exercer quatro mandatos. E as pesquisas estimulam esse tipo de pensamento o tempo todo. Mas, pela decisão tomada de apresentar na sexta- feira, ao lado de Jayme Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, três projetos que, ele mesmo diz, mudarão a cidade de Aracaju, será que pretende mesmo deixar a PMA, passar o cargo para o vice-prefeito José Carlos Machado, anunciar que será candidato a governador e partir para o enfrentamento ao governador Jackson Barreto (PMDB) e ao senador Eduardo Amorim (PSC)? Parece que não. Reconhecido por ser um governante realizador a até chamado por muitos de "João das Obras", será que vai optar por entrar na campanha, agora, como o "João sem Obras"? João seguirá o que desejam alguns amigos bem próximos (ser candidato) ou sua família (não entrar na disputa e apoiar Jackson Barreto)? Ele anunciou sexta-feira três grandes projetos, mas a sua gestão, até agora, foi marcada pela continuidade e inaugurações de obras inacabadas deixadas pelo ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), entre as quais está o "Mergulhão". Os novos projetos contemplam a Zona de Expansão, a Revitalização do Parque da Sementeira e o sistema de Mobilidade Urbana com 10 corredores de ônibus. As iniciativas são do agrado da população. Em não sendo candidato, o prefeito, que fez uma série de "rolezinhos" em Aracaju com o governador Jackson Barreto e o senador Eduardo Amorim, vai escolher um deles para apoiar? Vai lavar as mãos e ver o circo pegar fogo? Os seus fiéis seguidores o seguirão? Parte dos questionamentos terá resposta no próximo dia 5, em se tratando da questão candidatura, pois teria que renunciar ao mandato de prefeito para entrar na disputa. O prefeito sofre pressões e isso lhe preocupa. Mas finge não dar atenção a nada disso e muito menos às pesquisas, que mostram que tem boa aceitação popular. Na verdade, João teme trocar o certo pelo duvidoso, começar a virar o alvo das "pancadas" eleitorais e se dar mal – ficar sem a Prefeitura e não chegar ao Governo de Sergipe para realizar o seu quarto mandato.

Senador Valadares pode pegar o bonde errado


O senador Antônio Carlos Valadares e o seu PSB buscam a formalização de uma aliança política com o PSDB, PPS, PRP, PV e PCdoB para a formação de uma espécie de terceira via, projeto que o próprio parlamentar já declarou publicamente que não acredita que dê certo. Enquanto aguarda uma definição do governador Jackson Barreto (PMDB) sobre a presença do PSB na chapa majoritária, Valadares conversa com possíveis futuros aliados e quer também que os três amigos secretários de Estado, Belivaldo Chagas (Educação), Elber Batalha Filho (Turismo) e Maurício Pimentel (Esportes) entreguem seus cargos nesta segunda-feira. Usa o discurso de garantir total liberdade de decisão ao governador e para si também. Na verdade, Valadares não sabe para onde ir e pode pegar o bonde errado. E, o pior, se perder no meio do caminho.


Valadares Filho: “Secretários sairão do governo, mas não há rompimento”


Procurado pela coluna, o deputado federal Valadares Filho, presidente do diretório regional do PSB, explicou que a saída dos secretários da equipe de governo não significa um rompimento. “Na conversa que tive com o governador deixei bem claro isso e, inclusive, ficamos de ter um outro encontro antes do dia 11 de abril, prazo final estabelecido para a definição da posição do PSB sobre ficar ou não na aliança governista”., explicou.


PSB tem história de alianças com o grupo em que está


“Volto a repetir que as conversações continuam com o governador Jackson Barreto e lembro à todos que nós temos história de aliança política, e não é de agora. Portanto, os canais de conversação continuam abertos, principalmente com o governador, que é do PMDB, com o PT e demais aliados. Não há rompimento e não existe conversas. Há muitos boatos espalhados por aí”, voltou a lembrar o presidente do PSB sergipano.


Belivaldo Chagas será disponibilizado para chapa majoritária


O nome do atual secretário de Estado da Educação, Belivaldo Chagas, será colocado à disposição do PSB para compor a chapa majoritária em qualquer aliança que seja feita pela agremiação, seja ela governista ou oposocionista. O senador Antônio Carlos Valadares somente será candidato a governador se o PSB optar por sair sozinho. O secretário Elber Batalha (Turismo) poderá ser candidato a deputado estadual e Maurício Pimentel (Esportes) conseguiu convencer ao grupo que não tem vocação para disputar eleição, mas sim atuar como apoiador em qualquer que seja o projeto definido pelo partido.

Governo já pensa em substitutos para secretarias


Os comentários dentro e fora do governo dão conta de que a pasta da Educação, ocupada pelo socialista Belivaldo Chagas, terá como titular o advogado Wellington Mangueira, o professor Jorge Carvalho (Segrase) ou o atual secretário da Justiça, Walter Pereira Lima. Na quinta-feira passada, o governador Jackson Barreto recebeu Wellington e com ele almoçou. JB deverá anunciar substitutos para aqueles que deixarem as suas pastas nesta segunda-feira. É bem provável que os secretários adjuntos fiquem no comando das pastas interinamente.

Mudanças no Banese - Nome de Fernando Mota será avaliado do BC

 


A diretoria do Banco do Estado de Sergipe encaminhará ao Banco Central nesta segunda-feira o nome do ex-secretário de Finanças de Aracaju, Fernando Mota, para ser avaliado e obter a aprovação para assumir a Presidência do Banese. Vera Lúcia deixa o comando da instituição financeira no último dia 27.Além disso, Carlos Alberto Tavares será substituído por Maria Avilete Ramalho na diretoria de Crédito Comercial e o lugar dela na diretoria Administrativa será ocupado por José Marcelino Andrade, ex-superintendente do Instituto de Seguridade do Banese (Sergus). Até sair a autorização para a nomeação e posse de Mota, Avilete responderá pela Presidência.


JB não tem nome em obras públicas


O governador Jackson Barreto (PMDB) parece ser o único governante de Sergipe, de sua geração, que não tem o seu nome em obras públicas. João Alves (DEM) tem um monte, inclusive no único Hospital de Urgência, Albano Franco (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB) também. JB, quando o primo Zé Américo era prefeito de Nossa Senhora das Dores, resolveu lhe homenagear dando o nome de uma praça e colocando o busto do atual governador nela. Mas aí o Ministério Público entrou em ação, recomendou à Prefeitura retirar o nome e o busto para evitar ação judicial. O MPE alegou que a legislação em vigor proíbe homenagear vivos colocando seus nomes em prédios, avenidas, ruas e praças públicas. Foi respeitada a recomendação. A mesma iniciativa o Ministério Público adotou em relação aos demais governantes. Mas ninguém nunca respeitou a lei. "Eu nunca fiz isso e continuarei não fazendo. O importante da obra é que ela seja realizada para beneficiar o povo", explicou Jackson Barreto.


Já são 50 anos de luto no Brasil


Nesta terça-feira, 1ºde abril, será lembrado o golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart e governadores de Estado como Seixas Dória (SE) e Miguel Arraes (PE). Os militares, que destituíram governantes e cassaram mandatos de parlamentares, além de torturas e matar pessoas avaliadas como esquerdistas nos órgãos de repressão, hoje têm vergonha do que fizeram e evitem comemorações, mas defendem publicamente os exageros praticados como "mal necessário" e rejeitam investigações para punir os responsáveis pelos abusos. O governo criou uma Comissão Nacional da Verdade para apuração de denúncias e reparar informações falsas historicamente divulgadas como corretas e indenizou alguns dos atingidos pela ditadura. E só isso. O luto continua.


MST melhorou condições de vida no sertão de Sergipe


“Se não fosse o Movimento dos Sem-Terra (MST), o sertão não teria avançado do ponto de vista social, econômico e político. A luta do MST gerou moradias melhores, empregos e rendas e produção para garantir a sobrevivência das famílias que militam no movimento, dos municípios da região e de outras áreas, inclusive chegando até Aracaju”. O comentário é do governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). Ele lembra ainda que “os salários pagos aos trabalhadores rurais eram insignificantes. Hoje melhorou bastante e eles ainda têm seu pedaço de chão para plantar, criar galinha, seu carneiro e até a vaquinha para tirar o leite das crianças. Ainda contam com o salário do Bolsa Família”.

Candidaturas - PT e PRB se desentendem no sertão


Não é bom o relacionamento entre o grupo do prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB), e o do deputado federal Rogério Carvalho (PT). Heleno resolveu apoiar a pré-candidatura do pastor Jony para deputado federal e Rogério, que pretende ser candidato a um cargo na chapa majoritária do governador Jackson Barreto (PMDB), fez a opção declarada pelo deputado João Daniel para a Câmara Federal. O prefeito, que diz aos amigos que isso tem lhe irritado bastante, não conversa com Rogério ou com Daniel. Membros do grupamento de Rogério garantem que Heleno atua na região sem nenhum envolvimento com o PT e muito menos com o MST.


“O símbolo do descaso é o abandono do povo sergipano”, lamenta Eduardo Amorim


Na última sexta-feira, o senador Eduardo Amorim esteve em Salgado, onde se reuniu com políticos locais dispostos a lhe apoiar. Junto com o deputado federal André Moura, o senador participou de reunião com lideranças na casa dos ex-prefeitos de Salgado, Givaldo e Janete Barbosa. “Meus amigos, seguiremos o nosso caminho apontando os milhares de erros governamentais e lutando pelos direitos do nosso povo. Obrigado por estarem aqui nos recebendo e acreditando em nosso trabalho contínuo e coeso. Mesmo com tantas mazelas e desesperanças por dias melhores, não vamos desacreditar que esse quadro possa mudar. Eu acredito que possa!”, disse o parlamentar em um bate-papo com os salgadenses.


Eduardo Amorim: SE tem maior dívida pública do Brasil


“Tomei conhecimento, através de falações de especialistas na Voz do Brasil, que Sergipe é considerado o Estado com maior dívida pública do Brasil por habitante, ou seja, já nascemos endividados”, lamentou o senador Eduardo Amorim além de ter lembrado sobre o desleixo do Governo do Estado sobre o não impedimento do leilão do Hospital Amparo de Maria, localizado em Estância. “É lamentável saber que mais uma vez o Governo lavou as mãos. Se dependesse deles, ontem, dia 27, o Amparo de Maria teria sido leiloado”. Sobre o descaso com o hospital, o deputado João Daniel disse que se trata de lero lero do senador, pois os deputados estaduais do PT, inclusive ele, puxaram a luta em defesa da casa de saúde.


Exigência da farda foi desgastante para João Alves


Foi desgastante para a imagem pública do prefeito de Aracaju, João Alves Filho, as denúncias sobre a proibição de acesso à escola de estudantes que sem o uso da camisa nova do fardamento, de cor verde, a mesma do DEM. A Globo exibiu matéria mostrando o problema vivido por estudantes na quinta-feira, no Bom dia Brasil. Na verdade, a matéria passaria despercebida como outra qualquer se não fossem feitos comentários sobre o tema pelos apresentadores e pelo jornalista Alexandre Garcia. Esse poderá ser um dos temas da campanha eleitoral que se aproxima.


Câmara de Aracaju pode ir para a Coroa do Meio


O prefeito João Alves Filho (DEM) vai doar terreno para a Câmara de Aracaju construir a sua nova sede no bairro Coroa do Meio, naquela área onde fica o espaço de comercialização de fogos durante os festejos juninos. Mas a Câmara não tem dinheiro para investir no projeto agora e o seu presidente, Vinicius Porto, que tem sido aconselhado pelos amigos a disputar uma cadeira na Câmara Federal este ano, pensa em somente realizar a obra em 2015. A Câmara vive o mesmo drama da Assembleia Legislativa: falta de espaço para abrigar decentemente os parlamentares, seus assessores e servidores. Então, me veio uma ideia: Por que a Assembleia não construir uma nova sede e passar o seu atual espaço para o parlamento municipal, caberia muito bem lá? É algo para se pensar.


Infecção hospitalar mata muito em Aracaju


Ser internado em um hospital público ou privado de Aracaju com uma doença e morrer por causa de outra, no caso infecção hospitalar, seria comparável, hoje, a uma espécie de "caso comum de trânsito". São Muitos os casos, mas não tem uma só pessoa que queira comentar. Alguns médicos e enfermeiras se dignam a informar às famílias a ocorrência, mas a maioria não. As casas de saúde também parecem não gostar de dar conhecimento da causa mortis, quando se trata de infecção hospitalar, pois temem que as famílias recorram à Justiça e processe-as em busca de indenizações financeiras. Mas é preciso que o Ministério Público fique de olho nessa questão em todos os ambientes de internamento para tratamento de saúde e determine limpezas gerais intensas e diárias para combater as bactérias e vírus. O número de mortes ninguém sabe, apenas comenta-se. Já seria um caso de obrigar a divulgação diária desse tipo de situação.

 



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 1
Por Eugênio Nascimento
29/03
19:54

Hora do Planeta começa às 20h30 deste sábado

O apagar de luzes que marca a Hora do Planeta, deve chegar neste sábado (29), das 20h30 às 21h30, a pelo menos 106 cidades brasileiras. O evento é promovido anualmente pela organização não governamental  WWF para conscientizar a população mundial sobre a importância da conservação da natureza e de comportamentos sustentáveis.

Durante uma hora, as luzes de importantes monumentos serão desligadas. Vão participar da ação o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, e mais 300 monumentos em todo país. A WWF-Brasil promove um evento oficial da Hora do Planeta na Praça Victor Civita, em São Paulo. Em Aracaju, acontecerá um ato no calçad]ao do bairro 13 de Julho.

Um dos primeiros países a inaugurar a campanha este ano, que envolve mais de 150 nações, foi a Nova Zelândia. Às 20h30, no horário local, apagaram-se as luzes, durante uma hora, do Parlamento, do Museu de Auckland e da Sky Tower, assim como em milhares de lares do país.

Também está previsto que hoje sejam apagadas as luzes de monumentos como o Empire State Building, Tower Bridge, Castelo de Edimburgo, Portas de Brandenburgo, Torre Eiffel, Kremlin e Red Square, em Moscou, Ponte do Bósforo que liga a Europa à Ásia, e o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa.

Em 2013, a Hora do Planeta foi comemorada por mais 2 bilhões de pessoas, em 154 países, segundo a organização WWF. (EBC)



Política
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Por Eugênio Nascimento
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