31/03
13:22

O cabaré destampado

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE

Aracaju, como todas as cidades, possui os seus tipos populares que fizeram e fazem a alegria da molecada. Os fatos grotescos, jocosos e até inusitados integram parte da história da cidade. Enfim, se é verdade o que o grande escritor russo de Guerra e Paz, Leon Tolstoi, afirmou sobre a compreensão do mundo – a qual deveria começar pela sua aldeia - eis aqui algumas figuras que vivenciaram a paisagem aracajuana. Todos já morreram, mas tornaram-se importantes personagens folclóricas ou mesmo lendas urbanas. Falar desses tipos é, também, registrar as tragédias humanas, tão comuns nas grandes e pequenas cidades. Começemos com Tô Te Ajeitando, um alagoano de baixa estatura, magro, olhos azuis, rosto esquálido e que sempre trajava paletó, gravata e camisas berrantes. Vivia da venda de bilhetes da Loteria Federal. Pouco da sua vida se conhece. Na verdade, apenas a origem do apelido. É que ele ao responder aos transeuntes se tinha namorada, sempre dizia: - Tô ajeitando. Viveu numa casa na avenida Desembargador Maynard e antes de morrer encontrava-se quase cego. Não gostava do apelido e queria ver ele “pegar ar” era também chamá-lo de Macaca de Maiô. Seu nome verdadeiro era Domingos Correia da Silva. Pipiri, cujo nome de batismo era Humberto Santos, nascido em Penedo-AL, era filho de uma lavadeira, Dona Umbelina, que residia na rua de Campos com Santa Luzia. Dizem que o processo de preconceito e discriminação sofrido é o motivo que o levou ao alcoolismo. Gostava de imitar ronco de porco, miado de gato, latido de cachorro, barulho de carro, políticos e autoridades conhecidas da cidade, resfolego do trem, simulava entrevistas e passava o tempo mostrando ao povo seus dotes artísticos. Quando bebia se transformava completamente, tornando-se incoveniente e desrespeitoso com tudo e todos. Não foram poucas as vezes em que era chamado na polícia para receber uns “conselhos”. 

Sóbrio, fazia a alegria da cidade com suas imitações e apresentações artísticas nas praças e colégios. Era chamado pelas crianças como O maluco de Deus. Morreu atropelado na avenida Barão de Maruim. Foi imortalizado pela Prefeitura de Aracaju com o prêmio que leva o seu nome e homenageia personalidades que se destacam nas diversas atividades sociais, artísticas e econômicas. Roberto Corcunda era dono de uma birosca na rua Simão Dias com Bomfim, à época, zona do meretrício. Amigueiro e tratável com todos, virava uma fera quando o chamavam de Roberto Corcunda. A turma não perdoava. Propositalmente, chegavam na bodega, pediam uma cachaça e diziam antecipadamente que não tinham dinheiro para pagar. Isso irritava o corcunda que negava atender o pedido. O interlocutor então gritava já na porta saindo: - Roberto Corcunda, corno miserável! Ele perdia as estribeiras e saía atrás do ofensor com um cacete na mão. Certa vez sofreu um acidente e, diante de tanta massagem que estava recebendo dos enfermeiros, disse: - Não adianta me desempenar não, doutor! Eu sou corcunda de nascença. Artur Paiva foi uma figura excêntrica, que frequentava cotidianamente o Empório Santo Antônio na rua Arauá com Estância, onde hoje funciona uma padaria. Era o primeiro freguês a entrar no estabelecimento assim que suas portas estavam abertas. Dizem que era um exímio pianista, poeta, filósofo, que gostava de fazer citações e recitar sonetos de Augusto dos Anjos, seu poeta preferido. Seu companheiro inseparável era Jackson, um alfaiate, que também frequentava o Empório. Ao se encontrarem, assim se cumprimentavam: - Sr. Artur Póteris ou não Póteris? Artur respondia: - Neguris tateris. E começavam a beber. Falam que foi ele quem criou a frase “Homem educado não diz palavrão, não compra fiado nem cospe no chão”, transformada numa plaqueta muito comum nas biroscas de bairro. 

Certa vez perguntaram-no se era casado, ao que respondeu prontamente: - Perante o altar da saudade, casei-me com a tristeza. Contam que foi por uma desventura amorosa que se tornou alcóolatra. Teria se apaixonado perdidamente por uma paraense. Quando retornou a Belém para revê-la, soubera que tinha partido com outro. Como pianista, era magnífica a interpretação que fazia da música Valsa das sombras, de Al Dubin e Harry Warren, versão de Oswaldo Santiago. Era emocionante a sua tocata, pois chorava e contagiava os ouvintes. Popó era um alcóolatra que residia numa casinha na rua Maruim, esquina com Itabaiana, e que tinha um senso de humor extraordinário. Todos os dias tomava o Bonde I, do Bairro Industrial, que passava pelo Mercado Municipal, onde ele desembarcava. Pilheriando com uns e outros e tomando suas pingas, retornava à sua casa ao meio dia já bêbado. Sempre voltava à sua residência através do Bonde 2, que vinha do Santo Antônio. Ao se aproximar do ponto, ele gritava: - Motorneiro, pare o bonde pra descer um corno! Descia do transporte e, quando este se afastava, gritava: - Motorneiro, leve o resto! Valtinho era uma figura típica que tinha a mania de colecionar fotos 3x4, os chamados santinhos. Dificilmente na época alguém deixava de andar com esse tipo de retrato na carteira. Ele enjoava tanto os transeuntes que, para ficarem livres do assédio, terminavam presenteando-o com uma fotografia. As imediações do cachorro-quente do Seu João, no Parque Teófilo Dantas, era o local de sua preferência. Dizem que, após a sua morte, encontraram no seu quartinho mais de 30 mil fotografias de diversas pessoas de Aracaju. Doutor Leandro, o Santo Dotô, era uma figura bastante inteligente que perambulava pelas ruas de Aracaju. Tratava a tudo e todos sempre com o epíteto Santo. Era santa casa, santo esposo, santa loja, santo banco, santa pessoa, santo cachorro, santa comida, santo homem, santa mulher, etc. 

Dizia chamar-se pomposamente Doutor Leandro Gonçalo Prado Rollemberg Leite da Cruz Franco Proprietário de Tudo e Santo Deus. Conseguiu juntar nesse comprido nome todas as matizes políticas e nomes tradicionais de Sergipe à época. Dizia-se um homem rico, com milhões depositados no banco, contudo nada podia sacar por não possuir carteira de identidade. Era comum no centro da cidade ele abordar as pessoas e perguntar: - Santo homem, o senhor tem carteira de identidade? Ao receber a resposta sim, convidava a pessoa para ir ao banco testemunhar em seu favor para receber as supostas quantias depositadas em sua conta. Era um ser pacífico e gozava da estima de todos os aracajuanos. Balrimore e Tonho Aleijadinho, dupla de engraxates que trabalhavam num salão da rua João Pessoa. Balrimore dizia-se parecido com o famoso ator americano John Barrymore, que estrelou vários filmes como o Médico e o Monstro e Grande Hotel. Tonho Aleijadinho era cotó das duas pernas e andava num carrinho de rolimã. De segunda a sexta a dupla não farreava e iam da casa para o trabalho e daí para casa. Aos sábados, porém, eram encontrados no Bar Apolo, na rua João Pessoa, sempre na mesma mesa. Balrimore pegava Tonho Aleijadinho pelo braço e o colocava numa cadeira. Lá pras tantas, já bêbado, Tonho Aleijadinho caía da cadeira e era levantado pelo seu companheiro, sempre com uma reprimenda: - Se cair de novo, te levo para casa. Né homem não, porra! Eles continuavam bebendo e Tonho Aleijadinho caía várias vezes da cadeira e sempre era repreendido com as mesmas palavras por Balrimore. Mané Imbuaça morava na rua Santa Luzia, entre Riachuelo e a praça Tobias Barreto. Vivia de fazer carrego com uma tropa de jegues de sua propriedade. No final da tarde, sempre voltava para sua casa bêbado acompanhado dos seus animais. Nos finais de semana, tornava-se um artista com o seu pandeiro, improvisando versos e cantando emboladas pelas ruas.

Era uma forma de acrescentar alguma coisa ao seu orçamento. Alcides Mello, o grande compositor de Mercado Tales Ferraz e um dos mais brilhantes músicos de Sergipe, hoje residindo em Uberaba-MG, era fã do talento de Mané Imbuaça e o carregava para os principais lugares de Aracaju, sempre o apresentando como um grande artista. Certa vez, levou Mané à praça do Mini Golf - onde hoje se situa a sede da OAB - principal point da juventude e dos intelectuais da capital à época. Ao sentarem-se num bar entupido de jovens que trocavam carícias, lá pras tantas, já bêbado, Mané Imbuaça perguntou para Alcides: - Ô Alcide, isso aqui é um cabaré destampado? Mané Imbuaça foi assassinado a pauladas, porém, o seu nome se imortalizou num grupo teatral sergipano reconhecido mundialmente, o Grupo Imbuaça, com mais de quarenta anos de serviços prestados à cultura de Sergipe. Madonna, a rainha das ruas de Ará, perambulava pelas ruas de Aracaju, vivendo de pequenos biscates e da boa vontade das pessoas. Homossexual assumido, defendia, com unhas e dentes, a sua opção sexual. Bom de briga e no uso da faca, esteve várias vezes preso pela prática do crime de lesão corporal, pois não admitia atos homofóbicos contra ele. Ninguém o conhecia pelo seu nome de batismo, Amós Lima Chagas, mas pelo seu apelido Madonna, um dos tipos mais populares e conhecidos de Aracaju. Era uma pessoa prestativa e muito solidária com quem ela gostava. Certa vez, estava conversando com um amigo comerciante da Rua 24 horas, num estacionamento da rua Laranjeiras, esquina com Capela. Repentinamente chega Madonna e fala para este meu amigo: - Gordinho gostoso! Vim buscar a minha mesada! Irritado com a petulância, o comerciante retrucou: - Não tem mesada porra nenhuma, me respeite viado safado! Madonna botou as mãos nos quartos e foi logo replicando: - Ah, é?!  Agora sou viado safado?! Quando você me comia eu não era! Pois vou espalhar na Rua 24 horas o que você fazia comigo dentro da loja! 

Foi um Deus nos acuda para o meu amigo, que espavorido disse: - Não! Não! Por favor, tome aqui 20 reais. Um casal proprietário de uma gráfica no centro da cidade gostava muito dele e resolveu mudar a sua vida. Ofereceu-lhe um emprego com carteira assinada. E não é que o quadro mudou completamente para Madonna? Com carteira assinada, calça comprida e camisa social, todos os dias ele chegava e saía religiosamente no horário comercial da gráfica. Ajudava na oficina, limpava as máquinas, fazia pagamentos bancários. Era um autêntico “faz-tudo” no seu emprego. Abandonou os trejeitos femininos, deixou a droga e até estava mais tolerante com os moleques que mexiam com ele, engolindo vários tipos de “sapos”. O Bar da Finha, na Rua Laranjeiras, era o preferido nas sextas-feiras por causa da feijoada. Mas três meses depois, Madonna causou o maior furor. Tirou a gravata, rasgou a camisa, despiu-se da calça, meia e sapato e saiu de cuecas aos gritos lancinantes: - Chega! Não quero mais ser homem! Nasci para ser mulher! Na madrugada de uma sexta-feira, ano de 2012, ele foi encontrado totalmente ensanguentado atingido por golpes de paralelepípedos no centro de Aracaju. Quatro dias depois morreria em consequência do traumatismo craniano sofrido. Muitos e muitos outros personagens desfilaram pelos logradouros aracajuanos, que se tornaram palcos de tantas e tantas tragédias humanas.    

(Colaboraram Murillo Melins, Luiz Eduardo Oliva e Luiz Antônio Barreto – in memorian)

Clóvis Barbosa escreve aos sábados, quinzenalmente.
 


Coluna Clóvis Barbosa
Com.: 0
Por Kleber Santos
30/03
16:14

Coluna Primeira Mão

CPI da Toga


Muita gente do parlamento e da sociedade civil organizada concorda com a abertura da CPI da Toga, mas teme que ela chegue a consequências extremas e isso fragilize mais a cambaleante democracia brasileira. Os alvos expostos pelo senador Alessandro Vieira (SE) são atingidos por graves acusações. Mas a proposta já foi arquivada.


Ainda no palanque

 

Valadares Filho ainda não desceu do palanque da última eleição. Não perde uma oportunidade para bater em Edvaldo Nogueira e Belivaldo Chagas. O simãodiense não tem feito um bom planejamento de sua carreira política e por isso tem sofrido derrotas nas urnas. Ele, a exemplo de outros políticos, partiu para o projeto megalomaníaco de ser governador e ficou sem emprego, do mesmo jeito que o seu pai, o ex-senador Antônio Carlos Valadares.

 

MDB unido

 

O MDB trabalha a ideia de ter chapa única na formação de seu novo Diretório Estadual e da Comissão Executiva. Há uma grande possibilidade de o deputado federal Fábio Reis ser eleito presidente estadual do partido.

 

Sem discussão


O ex-deputado Roberto Góes anda se queixando da falta de reuniões no PSDB para discutir os problemas internos e da sociedade sergipana.


Sacrifício animal


Corajosa e certeira a decisão do STF que tornou legal e constitucional o sacrifício de animais (geralmente galinhas) em cultos de religiões afro-brasileiras. Essas religiões têm sido historicamente discriminadas por outras religiões e pelo estado no Brasil. Sendo o país multicultural, tem que haver respeito e tolerância à diversidade cultural dos brasileiros

 

Coisas da oposição

 

O deputado estadual Georgeo Passos socializou o discurso contra o governo. Agora o governador Belivaldo Chagas recebe porradas também de Kity Lima, Gilmar Carvalho, Maria Mendonça, Rodrigo Valadares, Samuel Carvalho e, de vez em quando, Iran Barbosa. Agora há unidade na diversidade.

 

Boa relação incomoda


Tem muita gente interessada em passar a ideia de atrito entre Eliane e Belivaldo, talvez porque a boa relação entre os dois incomode muito. Os dois conversam sobre tudo, inclusive sobre política. E tudo que a vice faz no governo é negociado antes com o governador. As atividades que ela desenvolve na área social do governo são fruto de orientação de Belivaldo, que deseja ter os resultados disso como uma marca da sua gestão. A informação é da assessoria da vice-governadora.


Contra celebração


A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) manifestou o seu irrestrito apoio às entidades que se posicionaram contra a celebração do dia 31 de março, data de início da ditadura militar no Brasil. “Não podemos celebrar um período marcado pela dor e pelo sofrimento; de ausência de democracia. Isso é um retrocesso e, tenho certeza, que também representa um constrangimento para os que compõem as Forças Armadas do nosso país”, afirmou Maria.


Falsos atrito


Segundo a assessoria, “mas parece que esse alinhamento do governador Belivaldo com a sua vice encontra insatisfação. Juntos eles podem vencer os desafios do governo, produzindo muitos resultados para a população. Como consequência, chegarão fortes em 2022. Será essa a razão de desejarem produzir falsos atritos entre os dois?”

Muçulmanas de Sergipe



As mulheres muçulmanas usam trajes que por certo motivarão a perda de peso, por causa do forte calor no município de Itabaianinha e adjacências.


De olho na Deso


Não passa um santo dia sem que programas de rádio e de TV não recebam reclamações sobre a DESO. As queixas são de todos os tipos (desnivelamento do asfalto das ruas, vazamento, etc.) e vêm da capital e do interior. Na descrição dos empregos de seus dirigentes e porta-vozes deve haver algum requisito de algo como ter "um banco de dados" só para desculpas, justificativas, etc. O que acontece com essa empresa? Falta de planejamento? Falta de manutenção?

 

Sobraram 41 mil

 

Muita gente de Nossa Senhora do Socorro vai continuar a sonhar com uma casa própria, pendurada ou não aluguel. Mais de 42 mil pessoas se inscreveram para o sorteio das casas e ap0enas 1 mil ganharam um teto onde morar e chamar de seu. O déficit habitacional em Socorro e em Sergipe continuará alto.

 

Delegacia de flagrantes

 

Está em funcionamento a Delegacia de Flagrantes, uma delegacia aberta 24 horas. A ideia é boa, se ela tiver muitos funcionários para fazer rapidamente os registros e liberar os policiais para novas tarefas. Do contrário, aumentará o tempo de espera. Torcemos para que dê certo.

 

São Cristóvão

 

Vereador de São Cristóvão denunciou em emissora de rádio casos de nepotismo atribuídos ao prefeito atual da primeira capital de Sergipe, Marcos Santana.

 

Sem computador

 

É mesmo uma forma de violência contra pessoas pobres que não possuem computador em casa exigir que elas façam a matrícula on line de seus filhos em escolas públicas. Dizem que as filas acabaram, mas essas pessoas precisam recorrer a lan houses ou a vizinhos. A tecnologia ajuda muita gente, mas também se torna obstáculo para outras pessoas. A SEED deve ficar atenta a esses casos.

 

Lama de Brumadinho

 

Falou-se, há uma semana, que a lama tóxica de Brumadinho já teria alcançado o Rio São Francisco. A direção da CHESF precisa deixar a população dos estados banhados pelo Velho Chico informada em relação a uma contaminação maior (ou não) do rio da integração regional.

 

Ainda Brumadinho

Comentários, em tom de brincadeira, dão conta de que, pela velocidade em que era conduzida para as águas do rio São Francisco, na semana passada, a lama tóxica de Brumadinho já teria percorrido todo o “Velho Chico”. Portanto “quem bebeu, bebeu e quem não bebeu, não bebe mais”.

 



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
29/03
18:57

Marinha do Brasil autoriza estudo para permitir visitação pública no Farol da Coroa do Meio

Entendimentos entre a gestão municipal e a Capitania dos Portos foram iniciados em fevereiro do ano passado

A Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo (Semict), iniciou processo de diálogo com o comandante da Capitania dos Portos de Sergipe, o capitão de Fragata Alessandro Black, com vistas a abertura do Farol para visitação pública.
 
Nesta sexta-feira, 29, a Marinha do Brasil expediu comunicado, informando que iniciou os estudos de viabilidade técnica para uma possível abertura do Farol para visitação pública. “A iniciativa tem o objetivo de valorizar o importante marco da cidade e contribuir para a sua permanente manutenção, de modo a inseri-lo no roteiro de visitação dos turistas e moradores da cidade de Aracaju, reforçando a sua importância como equipamento para a sinalização náutica e a sua beleza cênica na foz do Rio Sergipe”, diz o comunicado.

Os entendimentos entre a gestão municipal e a Capitania dos Portos foram iniciados em fevereiro do ano passado, quando o então secretário da Semict, Jorge Santana, apresentou ao comandante Alessandro Black o projeto de urbanização da área, e a proposta de abertura do Farol surgiu como potencial atrativo, a partir da vista privilegiada da Foz do rio Sergipe e da Orla da Atalaia.

Fonte: AAN
Foto: Semict


Variedades
Com.: 0
Por Redação
29/03
18:45

Marlysson Magalhães é empossado como secretário da Indústria, Comércio e Turismo

Ele assume a função no lugar de Ricardo Mascarello

O prefeito Edvaldo Nogueira empossou, na tarde desta sexta-feira, 29, o administrador Marlysson Magalhães, como secretário municipal da Indústria, Comércio e Turismo (Semict). Ele assume a função no lugar de Ricardo Mascarello, que respondia interinamente pela pasta. O ato, ocorrido no gabinete do gestor municipal, contou com a presença do deputado federal, Gustinho Ribeiro, do partido Solidariedade, responsável pela indicação de Marlysson ao cargo.
 
Ao tomar posse, o novo secretário agradeceu ao prefeito Edvaldo Nogueira pela confiança e se disse muito feliz por poder fazer parte da gestão municipal. Marlysson também afirmou estar preparado para assumir a função. “Venho com compromisso e com as melhores expectativas. Já me inteirei de muitos assuntos e pode ter certeza que, a partir deste momento, arregaçarei as mangas e tocarei o barco com a maior responsabilidade possível, honrando com a confiança que me foi dada”, garantiu Marlysson Magalhães.

Fonte: AAN
Foto: Ana Lícia Menezes/PMA


Política
Com.: 0
Por Redação
29/03
18:42

Transporte urbano para Comunidades é sugerido pelo deputado Zezinho Sobral

 proposta está relacionada ao acréscimo do fluxo de passageiros nas comunidades

Atendendo a demanda dos moradores da comunidade do Conjunto Manoel do Prado Franco e adjacências do município de Laranjeiras, o líder do governo na Casa Legislativa, o deputado estadual Zezinho Sobral (PODE), apresentou indicação parlamentar nº 119/2019 sugerindo ao Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURB) e da Direção de Transporte (DITRANSP/COTRANSP), transporte urbano de passageiros na extensão de linha para efetivação do retorno de entrada dos transportes até o final da linha do antigo posto médico de saúde da população.

De acordo com justificativa, a proposta, lida na ordem do dia da sessão plenária da última quinta-feira (28),  também  é devido ao acréscimo do fluxo de passageiros nas comunidades, que atualmente possuem mais de 9 mil habitantes que estão enfrentando problemas sérios com a falta de transporte.

Segundo Zezinho, a Coopertalse é o única empresa de transporte que atende a demanda da população, mas não entra até o final de linha, gerando transtornos aos moradores dos Conjuntos Albano Franco, José Franco, Denise Fontes, Pastor Antônio, João Sapateiro, Mutirão, Paulo Hagenbeck, Homero Diniz, Manoel do Prado Franco e Loteamento Nasce a Esperança.

Fonte: Rede Alese
Foto: Divulgação/Internet


Política
Com.: 0
Por Redação
29/03
18:37

Audiência Pública discute os 21 anos de ditadura civil-militar no Brasil

Debate sobre os anos da ditadura civil-militar que se instalou no Brasil entre 1964 e 1985, torna-se mais necessário que nunca, em função do avanço do fascismo e do reacionarismo no país

Na próxima segunda-feira, 1º de abril, às 8h30, o deputado estadual Iran Barbosa estará promovendo, na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a Audiência Pública “55 Anos do Golpe Militar – Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”. Para tratar do tema, o parlamentar convidou o professor doutor José Vieira da Cruz, historiador e vice-reitor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL); e a professora doutora Andréa Depieri, do Departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e secretária-executiva da Comissão da Verdade de Sergipe (CVS).

Para Iran Barbosa, o debate sobre os anos da ditadura civil-militar que se instalou no Brasil entre 1964 e 1985, torna-se mais necessário que nunca, em função do avanço do fascismo e do reacionarismo no país, que tenta se institucionalizar e disseminar entre a população a naturalização da tortura, a eliminação das minorias e dos diferentes, e a negação dos direitos humanos.

“A ditadura civil-militar que subjugou o Brasil por 21 anos permanece uma ferida aberta em nossa sociedade, e as graves violações de direitos humanos perpetradas pelo Estado durante os chamados Anos de Chumbo ainda pairam, ameaçadoras, sobre a vida política nacional. Estamos novamente assistindo a graves ameaças à nossa frágil democracia, com o enaltecimento, por parte da Presidência da República, à ditadura, a torturadores e a crimes de Estado contra cidadãos como práticas aceitáveis, e isso vindo de parlamentares e agentes públicos que juraram defender à Constituição quando tomaram posse, mas que a rasgam constantemente, como fez o presidente, ao propor que as Forças Armadas celebrem o terror que foi o Golpe de 64. Não podemos aceitar isso. Precisamos nos insurgir contra essa infâmia e contra os que atentam contra a civilidade e os direitos humanos”, afirmou o deputado petista.

“Neste sentido, conhecer exatamente o que foi o terror da ditadura civil-militar no Brasil é uma tarefa que cabe a todos que defendem a democracia, o Estado Democrático de Direito e os avanços civilizatórios, para evitar que voltemos a viver os dias terríveis de um regime ditatorial que matou, torturou, estuprou, deu sumiço a corpos de militantes de esquerda e de cidadãos comuns que não compactuavam com o regime, entre outras atrocidades. Temos que conhecer os fatos para que não sejam esquecidos nem repetidos”, disse o petista, reforçando o convite para que todos e todas participem da Audiência Pública.

Fonte: Rede Alese/Assessoria do Parlamentar
Foto: Divulgação


Política
Com.: 0
Por Redação
29/03
18:32

Recurso de ex-prefeito de Capela é negado pelo TRE-SE

O relator do processo, Des. Diógenes Barreto, afirmou que é incabível a utilização do mandado de segurança como sucedâneo de habeas corpus

Na sessão plenária da última quinta-feira (28), o pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), por unanimidade, negou o recurso apresentado pela defesa do ex-prefeito do município de Capela-SE, Manoel Messias Sukita, condenado a 13 anos e nove meses de prisão pela prática de corrupção eleitoral.

A defesa de Sukita entrou com o mandado de segurança nº0600007-74 pedindo a expedição de alvará de soltura. O relator do processo, Des. Diógenes Barreto, afirmou que é incabível a utilização do mandado de segurança como sucedâneo de habeas corpus. Ainda, no seu voto, o desembargador disse que as teses relativas à nulidade da ação penal se inserem no campo das matérias de defesa, que deverão ser enfrentadas na sede recursal própria.

Relembre o caso:
 
Sukita foi condenado por distribuir dinheiro em troca de votos, episódio que ocorreu durante as eleições municipais realizadas no ano de 2012. Denunciado pelo Ministério Público Eleitoral, Sukita foi condenado a 13 anos, nove meses e 15 de reclusão em regime fechado, além do pagamento de multa. Além dele, também foram condenados pelo mesmo crime Ana Carla Santos (seis anos, três meses e 15 dias de reclusão), Maria Aparecida Nunes e Arnaldo Santos Neto (três anos, nove meses e 15 dias de reclusão em regime inicial aberto).

Fonte e foto: TRE-SE


Política
Com.: 0
Por Redação
29/03
18:29

Antônio Hora será o novo secretário da Juventude e do Esporte de Aracaju

Hora já foi árbitro de futebol e secretário estadual do esporte

O prefeito Edvaldo Nogueira anunciou, durante seminário do PSD, nesta sexta-feira, 29, que o ex-árbitro Antônio Hora Filho será o novo secretário municipal de Juventude e Esporte. Ele substituirá Jorge Araújo Filho. Hora foi indicado pelo PSD, partido presidido em Aracaju pelo deputado federal Fábio Mitidieri.

Hora tem história na área do esporte e larga experiência em gestão esportiva. Além de ter sido árbitro de futebol e ter atuado em jogos importantes do futebol brasileiro, o novo secretário é professor de Educação Física. Foi secretário estadual do Esporte.

Fonte: AAN


Política
Com.: 0
Por Redação
1 2 3 4 5 6 » Próxima » Última

Enquete


Categorias

Arquivos