29/05
08:22

Foram trocados R$ 296,6 milhões em cheques no mês de abril, em Sergipe

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com base nos dados do Serasa Experian, mostra que foram compensados 142.191 cheques em Sergipe, no mês de abril do ano corrente. Essa quantidade foi 22,6% menor, quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

Dentre os mais de 142 mil cheques compensados, foram devolvidos 6.376 por falta de fundos, ou seja, aproximadamente 4,5% dos cheques emitidos.

Analisando os dados do Banco Central, em abril desse ano, observou-se que foram trocados R$ 296,6 milhões, em cheques, sendo 25,3% menor, que os valores registrados em março desse ano. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, os valores retraíram-se 19,3%.

No tocante aos cheques devolvidos, no mês analisado, o valor foi de aproximadamente R$ 56,5 milhões, sendo 25,3% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Comparando com mês imediatamente anterior, o valor dos cheques devolvidos ficou 30,5% menor.

Os cheques sem fundos, que representaram 82% do total de cheques devolvidos, no mês em análise, totalizaram R$ 46,5 milhões, o volume é 28,5% inferior ao registrado em abril de 2016. Todas as variações são em termos nominais, ou seja, sem levar em consideração o efeito da inflação no período.

Unicom/FIES


Economia
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Por Kleber Santos
29/05
08:20

Profissionais do Estado participam de encontro sobre educação empreendedora

Evento foi direcionado para professores, gestores e diretores da Rede Pública Estadual de Ensino
 
Profissionais do ensino médio e profissionalizante tiveram oportunidade de participar do Encontro Professor Empreendedor – O Despertar do Professor para a Educação Empreendedora. Realizado no Auditório do Sebrae na sexta feira (26 de maio), o evento teve como proposta iniciar o processo de capacitação dos professores para o PNEE - Programa Nacional de Educação Empreendedora, coordenado pelo Sebrae.

Os participantes tiveram acesso a uma palestra sobre o PNEE. Depois puderam assistir depoimentos de casos de sucesso de professores, alunos e gestores de escolas particulares e da Universidade Federal de Sergipe, sobre a experiência em participar do PNEE. Durante o encontro o diretor do Sebrae, Marcelo Barreto, e o secretário de Estado da Educação, Jorge Carvalho, assinaram o termo de compromisso para desenvolvimento do Programa Nacional de Educação Empreendedora nas escolas do Estado. 

 Para o secretário Jorge Carvalho, é muito importante participar desse encontro, pois o Sebrae é um grande parceiro. Segundo o Secretário, a assinatura desse protocolo de intenções vem a somar aos esforços da Secretaria de Educação, que está interessada em buscar uma nova forma de trabalhar o ensino médio e profissionalizante.

“Desenvolver habilidades e competências sócio emocionais é fundamental para o desenvolvimento dos alunos. O Sebrae é a instituição que mais se aprofundou no estudo da Cultura Empreendedora, fundamental para a vida. Queremos capacitar o professor da Escola pública para que possa trabalhar com seus alunos o empreendedorismo na sala de aula”, destaca Jorge Carvalho.

 A iniciativa está sendo vista com bons olhos pelos profissionais do ensino público. O professor Rodolfo Marques está satisfeito com a parceria. “É mais uma motivação, faz com que o profissional se qualifique, adquira novos conhecimentos e tenha condição de transmitir melhor para os alunos”, explica.


Variedades
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Por Kleber Santos
28/05
20:49

Rogério Carvalho: "Estou pronto para disputar cargo majoritário em 2018"

Empossado na noite da última sexta-feira para um novo mandato como presidente do PT, o ex-deputado federal Rogério Carvalho anunciou na noite deste domingo, 28, a sua disposição de disputar um cargo majoritário em outubro de 2018. Quando indagado sobre qual seria o cargo, Carvalho respondeu que o assunto vai entrar em pauta na reunião do Diretório Estadual petista, no dia 17 de junho próximo.

O presidente do PT sergipano avalia que terá o apoio de todos os 67 diretórios municipais e dos cerca de 20 mil militantes filiados a agremiação política. “O partido está unido e estou à disposição para participar da disputa majoritária”, declarou. Carvalho lembrou que é de seu desejo entrar na disputa pela aliança política atual, que é comandada pelo governador Jackson Barreto (PMDB).

Posse


Na noite da última sexta-feira (26), o Partido dos Trabalhadores lotou a Assembleia Legislativa de Sergipe para cerimônia de posse dos 67 presidentes eleitos e reeleitos dos diretórios municipais e estadual em Sergipe. Na ocasião, o evento contou com a presença ilustre do presidente nacional do PT, Rui Falcão. Outros nomes importantes também compareceram como, Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Henrique (PDT), Marcio Macedo (PT), João Daniel (PT), Ana Lúcia (PT), Silvio Santos (PT), Chiquinho Gualberto (PT), Luciano Bispo (PMDB), dentre outras lideranças. Todos foram prestigiar a posse de mais um mandato de Rogério Carvalho como presidente estadual do PT, além dos outros 66 presidentes municipais eleitos no último pleito do PT/SE.

Durante o ato político, as lideranças manifestaram apoio a Rogério para uma candidatura à chapa majoritária em 2018. Para Rui Falcão, o jeito do sergipano governar é contundente e empolgante. “Tenho certeza que as missões que o partido terá, você tem todas as condições para honrar e cumpri-las pela sua trajetória, por sua história, por seu compromisso com a luta pela saúde e pela vida”, afirma o presidente nacional do PT. Em seu discurso, Rogério defendeu que para o Brasil voltar a crescer, é preciso ter novas eleições diretas. “A vontade do povo deve ser ouvida. O PT tem um papel histórico e deve continuar lutando para garantir que este país seja uma nação que defende a vida dos brasileiros”, completou Rogério Carvalho.



Política
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Por Eugênio Nascimento
28/05
13:51

Não vai ser a reforma trabalhista que vai tirar o país do buraco

Ricardo Lacerda* 
Professor da Universidade Federal de Sergipe 

É difícil encontrar argumentos consistentes de que a reforma trabalhista possa ajudar a reverter a deterioração em curso do mercado de trabalho brasileiro. As empresas costumam contratar quando a demanda por seus bens e serviços está em elevação, como ficou cabalmente demonstrado no ciclo de expansão anterior à atual recessão. O espaço legítimo socialmente para modificações na legislação trabalhista é delimitado pela necessidade de reduzir a insegurança jurídica e, eventualmente, eliminar as rigidezes para situações muito específicas e bem delimitadas, mas jamais deveria enveredar pela precarização das garantias nas relações de contratação.  Não vai ser ampliando o fosso entre as classes sociais que serão edificadas as bases para a retomada do desenvolvimento. O que o Brasil precisa com urgência é estabelecer um novo pacto social, amplo o suficiente, que viabilize a retomada da formação de uma sociedade aberta e democrática e certamente muito menos injusta do que é.  A crise no mercado de trabalho é reveladora dos nossos impasses.

O IBGE publicou no último dia 18 os resultados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar Contínua- Trimestral referente a janeiro-março de 2017. A pesquisa não deixa dúvidas de que a crise do mercado de trabalho está longe de ter se dissipado; pelo contrário, os indicadores mostram deterioração adicional da situação. 

Ocupação
Os indicadores de ocupação não evoluíram favoravelmente no 1º trimestre de 2017.  Na comparação com o mesmo trimestre de 2016, a população ocupada encolheu 1,9%, enquanto o emprego com carteira de trabalho no setor privado se retraiu em notáveis 3,5%. Quase 1,7 milhão de pessoas perdeu ocupação nesse período e 1,26 milhão deixou de contar com emprego com carteira assinada no setor privado. O mais grave é que o ritmo de queda da ocupação não dá mostra de arrefecimento mais significativo, nessa série que compara com o mesmo trimestre do ano anterior (ver Gráfico 1). 
 
Fonte: IBGE. PNADc Trimestral.

Enquanto o emprego formal se retrai em ritmo acentuado, as pessoas procuram alternativas, aceitando relações contratuais sem proteção adequada. O contingente de trabalhadores por conta própria, que apresentou aumento significativo nas etapas iniciais da recessão, vem decaindo aceleradamente desde o segundo semestre de 2016, revelando desalento em relação a esse caminho de inserção no mercado de trabalho. 

A situação do mercado de trabalho do Nordeste é particularmente mais grave. Das 1.692 mil ocupações perdidas na comparação entre o 1º trimestre de 2017 e o mesmo período de 2016, simplesmente 1.073 mil, ou 63,4% do total do país, se concentraram na região (ver Gráfico 2). 
 

Fonte: IBGE. PNADc Trimestral.

São atividades como o cultivo da cana-de-açúcar, fabricação de produtos têxteis e construção civil que estão eliminando milhares de ocupação na região, contaminando os demais setores econômicos, sem que uma resposta apropriada tenha sido dada pelo governo federal. A eliminação de empregos na cadeia da construção civil na região assumiu dimensões catastróficas. 

Desocupação
A taxa de desocupação e de subutilização da força de trabalho continuou em elevação, tanto na comparação com o trimestre setembro-dezembro de 2016, quanto em relação ao mesmo período janeiro–março de 2016. 

A taxa de desocupação da força de trabalho subiu em todas as regiões. Na média do país ela alcançou 13,7%, sendo mais elevada do que a média no Nordeste (16,3%), Norte e Sudeste (14,2%) e abaixo da média nas regiões de maior peso do setor agropecuário na ocupação, Sul (9,3%) e Centro-Oeste (12,0%). A taxa de desocupação subiu em todas as 27 unidades federadas. Entre os dez estados com taxas de desocupação mais elevadas, seis integram a região Nordeste, três a região Norte e um (Rio de Janeiro), a região Sudeste. A Bahia lidera, com taxa de desocupação de 18,6%,

A chamada taxa composta da subutilização da força de trabalho (que agrega as pessoas desocupadas, aqueles que trabalham menos horas do que desejariam e os que fazem parte da força de trabalho potencial) continuou em elevação e alcançou 24,1%, na média do país e 25,6% no caso da região. Assim cerca de um em cada quatro brasileiros que fazem parte da PEA ou está desocupado ou trabalha menos do que desejaria ou está temporariamente fora do mercado de trabalho. Em alguns estados do Nordeste, como Alagoas e Bahia, esse percentual se situa em torno de 30%. 

O grau de ociosidade da força de trabalho retrata não apenas uma das dimensões mais duras da recessão como também sinaliza o espaço de crescimento desperdiçado e que estaria imediatamente disponível. 

Infelizmente, com o país dividido politicamente, ainda não se avista de onde virão as iniciativas para construção de um novo pacto social, amplo o suficiente para abranger a questões mais urgentes e essenciais. Não serão medidas que ampliam o apartheid social que auxiliarão na saída da crise política e institucional.

*Assessor econômico do Governo do Estado de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
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Por Kleber Santos
28/05
13:47

A vergonha de ser Honesto

Clóvis Barbosa
Blogueiro e presidente do TCE/SE

Dia 1° de fevereiro de 1992. Naquela data, estava assumindo pela segunda vez o cargo de presidente da OAB-SE. No auditório do Centro de Interesse Comunitário, proferi um discurso que, pela sua atualidade, permito-me transcrevê-lo em parte. Após mostrar o aprofundamento da crise social que arrasava o país, com milhões de menores abandonados, com a violência urbana aterrorizante, com o sucateamento da educação pública, da saúde e dos bolsões de miséria que cada vez mais aumentavam, disse: Tem que ser um compromisso de cada um de nós reverter esse quadro assustador que assola o país. O nosso comportamento, portanto, passa pela cobrança às autoridades constituídas de que somente podemos admitir, na gestão da coisa pública, o respeito aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade, publicidade e da impessoalidade, e que o Estado esteja voltado para a consecução do seu objetivo maior, o bem de todos, indiscriminadamente, através da construção de uma sociedade livre, justa e solidária, da garantia do desenvolvimento nacional, da erradicação da pobreza e da marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais. A corrupção não pode continuar sendo a regra e a decência a exceção, quadro que contribui com a desigualdade social e envereda para o caminho da violência urbana, onde cada um de nós pode ser a próxima vítima. A decência, portanto, é que deve ser a regra e a corrupção a exceção. Há 25 anos, como se observa, o quadro era parecido com os dias atuais. Lamentavelmente, a corrupção continuou, no Brasil, como regra. A decência, por sua vez, continuou sendo a exceção. A cada dia que passa, descobrem-se novos escândalos que sempre têm como vítima o erário ou o povo, este o principal responsável pela manutenção do sistema através dos seus impostos. E o interessante é que a própria sociedade também dá a sua contribuição ao processo corruptivo quando busca privilégios à custa do dinheiro público.

Há um pacto de mediocridade firmado entre os diversos atores sociais, sejam de origem pública ou privada. Agentes públicos servem de despachantes para os interesses privados que, por seu turno, engordam as contas particulares daqueles servidores em ilhas fiscais espalhadas pelo mundo. Com a Operação Lava Jato, um segmento empresarial que sempre desfilou à margem dos grandes escândalos começa a ser desmascarado: as empreiteiras. A sua participação na corrupção não é coisa nova em nosso país. O jornalista Samuel Wainer, na sua obra autobiográfica Minha Razão de Viver - Memórias de um Repórter, já alertava a sociedade brasileira sobre a promiscuidade existente entre as construtoras e o poder público: Nos anos 50, os barões do café foram substituídos pelos grandes empreiteiros. (...) Com a cumplicidade da imprensa, seria sempre mais fácil, também, receber do governo – um mau pagador crônico – o dinheiro a que tinham direito pelas obras executadas. Feitas tais constatações, logo se forjaram sociedades semiclandestinas bastante rentáveis. (...) O esquema era simples. Quando se anunciava alguma obra pública, o que valia não era a concorrência. Todas as concorrências vinham com cartas marcadas, funcionavam como mera fachada. Valiam, isto sim, entendimentos prévios entre o governo e os empreiteiros, dos quais saía o nome da empresa que deveria ser contemplada na concorrência. Feito o acerto, os próprios empreiteiros forjavam a proposta que deveria ser apresentada pelo escolhido. Era sempre uma boa proposta. Os demais apresentavam propostas cujas cifras estavam muito acima do desejável, e tudo chegava a bom termo. Naturalmente, as empresas beneficiadas retribuíam a boa vontade do governo com generosas doações, sempre clandestinas. Apesar de ainda engatinhar no processo de criação de mecanismos que tenham como objetivo frear a corrupção dessas atividades empresariais, o Brasil, através das suas instituições de controle, tem buscado mudar esse quadro.

Nos EUA, desde 1977, há uma legislação dura, o chamado FCPA – Foreign Corrupt Practices Act, onde se tenta moralizar as práticas comerciais das empresas norte-americanas. A grande constatação foi a de que a debilidade das fiscalizações por parte das instituições de controle era a grande responsável pelo aumento das práticas de atos ilícitos. O FCPA começou a atuar e grandes empresas americanas e multinacionais foram punidas severamente pela prática de corrupção desenfreada dentro dos EUA e em outros países. Alguns casos são emblemáticos. Foi descoberto, por exemplo, que a poderosa Siemens mantinha uma “contabilidade paralela”, com a qual se pagava, em vários países, subornos de bilhões de dólares para obtenção de benefícios para a empresa. A partir do momento em que a Siemens passou a ter ações na Bolsa de Nova York, automaticamente ficou subordinada à legislação americana. Daí veio o processo e a decisão, onde a empresa alemã teve que pagar uma multa de 395 milhões de euros ao Ministério Público de Munique, uma multa de 450 milhões de dólares ao Departamento de Justiça (DOJ) e um confisco de 350 milhões de dólares dos seus lucros à SEC – Securities and Exchange Comission, ambos dos EUA. Uma curiosidade é que o direito federal norte-americano prevê, nas chamadas Sentencing Guidelines, duas atenuantes para a criminalidade corporativa: uma, é o “confessar” e “cooperar” com as investigações levadas a efeito pelas autoridades; outra, é a de ter programa de compliance no momento em que foram praticados os fatos delituosos, ou seja, um conjunto de regras estabelecidas no âmbito interno das empresas para prevenir o cometimento de ilícitos ligados à corrupção. A Johnnie Walker, assim como outras empresas, foi incursa no FCPA pelo pagamento de altas propinas a funcionários dos governos da Índia, Tailândia e Coréia do Sul, através das suas subsidiárias, para obter vantagens lucrativas. O resultado é que teve de pagar mais de 16 milhões de dólares em multas. 

No Brasil, a legislação anticorrupção vem cada vez mais se aprimorando, combinada com a vontade de uma militância briosa e combatente de jovens juízes, promotores de Justiça, Delegados das Polícias Federal e Estaduais e procuradores da República. No direito brasileiro, as estratégias de prevenção e repressão da criminalidade empresarial têm sido incrementadas a partir do avanço das legislações sobre a matéria, algumas permitindo atenuações de penas e até mesmo extinção da punibilidade ou perdão judicial, quando ocorrer colaboração premiada. Se a corrupção utiliza-se de elementos cada vez mais sofisticados na consecução dos seus fins ilícitos, é natural que a sociedade procure também utilizar-se de mecanismos modernos e cada vez mais ágeis em defesa do erário. No caso da Operação Lava Jato, a sua atuação tem contribuído para a descoberta de um dos maiores escândalos de corrupção da história do país, envolvendo empreiteiras, servidores de alto escalão da Petrobrás e políticos. E o grande mérito desse momento histórico que vive o país é, justamente, o fato de a justiça criminal brasileira, como bem diz o professor Luiz Flávio Gomes, sair do modelo conflitivo para entrar no modelo consensual. E o uso da Teoria dos Jogos é o instrumento capaz de incentivar a delação, pois quem assim o faz tem muito a ganhar. E ganha também a sociedade e o erário com a possibilidade de punições e de ressarcimento das quantias desviadas. Os instrumentos que estão revolucionando a justiça criminal brasileira estão principalmente em duas legislações: a Lei n° 12.850, de 2013, que define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal; e a Lei n° 9.807, de 1999, que estabelece normas para a organização e a manutenção de programas especiais de proteção a vítimas, a testemunhas ameaçadas, e a acusados ou condenados que tenham voluntariamente prestado efetiva colaboração. 

Abro um parêntese: Há 128 anos, em 1889, com a implantação da República, Dom Pedro II era obrigado a deixar o Brasil. Ele imperou de 1841 a 1889, exatos 48 anos. Nesse período, jamais permitiu que aumentassem o seu salário. Era com este dinheiro que sustentava a si próprio e à sua família e dava-se ao luxo de pagar os estudos de brasileiros no exterior, como o músico Carlos Gomes e o pintor Pedro Américo. Com recursos próprios financiou as suas viagens oficiais aos EUA, Europa e Oriente Médio, com comitivas de apenas quatro ou cinco pessoas. Numa nova viagem a esses países, teve que tomar dinheiro emprestado. Era um gestor austero. Em vez de criar impostos, cortava despesas. Seu palácio imperial, em São Cristóvão, era tido como o mais desmobiliado do planeta. Seus trajes oficiais eram puídos de fazer dó. Ao ser deposto pelos militares e ter de ir embora em 24 horas, Dom Pedro II recusou o dinheiro que o governo da República lhe ofereceu para seu exílio em Paris. E ainda passou uma descompostura nos militares por estarem dispondo de recursos que não lhes pertenciam, mas ao povo brasileiro. Poucos dos sucessores republicanos de Dom Pedro II seguiram o seu exemplo de austeridade. Prevaleceu na República a ideia de que a coisa pública, por ser de todos, não é de ninguém. Oxalá que esse momento histórico sirva para reverter o quadro de indecência que vive o país. E que os componentes da honestidade, como conceituado por Cícero, se insiram em todos os brasileiros, mormente os administradores públicos, eleitos ou concursados: sabedoria, magnanimidade, justiça e decoro. Rui, em discurso no Senado Federal, disse que De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Esse é o nosso grande desafio, fazer da decência a regra. (Republicado, a pedido).

Clóvis Barbosa escreve aos domingos, quinzenalmente


Coluna Clóvis Barbosa
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Por Kleber Santos
28/05
13:46

Que a Corja Daninha seja banida da vida pública

Amigos e amigas do Blog “PRIMEIRA MÃO”,
 
Na manhã do sábado, dia 27, eu recebi um telefonema do Frei Antônio Góis, franciscano, dizendo que não leu o meu artigo (o conto ou causo, como queiram), que, como todos sabem, eu publico no Jornal da Cidade, nos fins de semana, e que é reproduzido na minha página do Facebook, além deste Blog “PRIMEIRA MÃO” e do site "Clicksergipe". 
 
Ocorre que eu passei a semana quase toda em São Paulo. Ao chegar, em plena madrugada da quinta-feira, não tive tempo, até a madrugada da sexta-feira, para escrever o artigo. Confesso que ainda tentei, no começo da madrugada da sexta-feira, depois de retornar de Propriá, onde fui abraçar o estimado amigo e companheiro cenecista, Dom Mário Rino Sivieri, na celebração dos seus 75 anos de idade e dos 20 anos de ordenação episcopal. Com o notebook no colo, na cama, fui vencido pelo sono. Não deu. Não escrevi. 
 
Frei Antônio, que é meu leitor assíduo, ficou sem a sua leitura preferida, como ele o diz sempre. Sou infinitamente grato a ele e a quem mais tem coragem de ler o que eu escrevo. 
 
Aguardemos o próximo fim de semana. 
 
Por oportuno, o Brasil precisa ver-se livre de todos os seus malfeitores, de todos os corruptos e corruptores, especialmente de todos que recebem os votos do povo, para servi-lo, mas enveredam pelos descaminhos da vida pública, desmerecendo a confiança que lhes foi creditada. Espoliadores dos cofres públicos. Bandidos. Ladrões. 
Que todos eles, de todos os partidos e de todas as empresas velhacas, sejam rigorosamente punidos. Que toda essa laia suja não suje ainda mais o nosso país. O Brasil não os merece. Nós, brasileiros, precisamos nos ver livres de todos eles, sem exceção. Que essa corja daninha e miserável seja para sempre banida da vida pública brasileira. 
 
Boa semana. Que a bênção de Deus recaia sobre todos. 
 
 José Lima Santana


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
28/05
12:37

Coluna Primeira Mão

Caixa dois


Notícias de uso de caixa 2 em eleições sergipanas têm sido divulgadas em virtude de delações premiadas. Os envolvidos dizem que se trata de inverdades. Pode ser. As autoridades concernidas não precisam desconfiar de ninguém, mas verificar é a atitude correta.


Sergipanos


Exatos 83% dos sergipanos declararam para o Instituto Paraná que têm orgulho de aqui terem nascido. A mesma pesquisa detectou que 12,4% sentem vergonha de ser sergipanos e 4,6% não souberam opinar. A pesquisa ouviu 1.502 pessoas em 32 municípios no período de 18 a 22 deste mês.


Aracajuanos


A mesma pesquisa detectou ainda que, se fosse dado o direito a escolher outra cidade para morar, 73,3% optariam por continuar residindo em Aracaju. Mas 24,7% escolheriam outra cidade. Exatos 2% optaram por não opinar.


Em alta 1


A pesquisa do Instituto Paraná registrou que 57,9% dos aracajuanos aprovam a gestão do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B). E olhe que ele ainda não começou a colocar em prática as coisas que prometeu em campanha.


Em alta 2


Quem aparece bem são os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSC). Eles têm pouco mais de 40% das intenções de votos, cada, para o Governo de Sergipe, em dois cenários diferentes.


Carlos Britto


O nome do ex-ministro Carlos Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), não é cotado para a Presidência da República, na eventualidade de o presidente Temer vir a renunciar ou sofrer impeachment. Mas a TG Globo entrevista o sergipano com muita frequência e isso dar a entender que existe um certo desejo de colocá-lo em um bom cargo na esfera do Executivo. Qual?


E se...


Caso o presidente Temer venha a cair da Presidência da República, o novo inquilino do Palácio do Planalto manterá o deputado federal sergipano André Moura (PSC) na condição de seu líder no Congresso Nacional?


Mau patrão


O Estado não é um bom patrão. É o que dizem certas lideranças sindicais que param quando querem o seu trabalho, voltam quando se cansam da ociosidade e nada acontece em termos de corte de ponto e de salários. É preciso ter muita cara dura para afirmar uma coisa assim.


Sem garantia

O deputado federal André Moura diz em propaganda de seu partido na TV que conseguiu verba para duplicar BR no sul do estado e fazer expansão do Aeroporto de Aracaju. Todo  mundo torce para que dê certo. Mesmo que a garantia do dinheiro tenha sido dada por Michel Temer, um presidente que pode ter dias ou alguns meses no cargo.


Mais procurados


As farmácias de Sergipe têm detectado elevadas vendas de medicamentos para diabetes, pressão arterial, doenças cardíacas, antigripais, analgésicos e para recomposição da flora intestinal. Mas não ficam muito atrás dos medicamentos para disfunção eréctil, a exemplos do Cialis e do Viagra, segundo o Sindicato das Farmácias.


Assédio


O problema de poucos ônibus funcionando nos horários de pique leva à questão do assédio sexual. Ônibus lotado, assédio sexual. As reclamações não são poucas. Precavidas, algumas mulheres sempre levam consigo agulhas e alfinetes para espetar os gaiatos.


Caso de polícia


Os grafiteiros não param de atacar o patrimônio alheio em Aracaju. Onde encontram muros e paredes pintados de claro, eles não resistem à tentação de causar prejuízos aos proprietários dos imóveis. Agora também virou moda entre eles pilhar sedes de partidos. Isso é apenas caso de polícia.

Forrobodó

Campina Grande (PB) continua promovendo o maior São João do Mundo. Caruarú mantêm-se como a Capital do Forró. Sergipe, lamentavelmente, não será mais o “País do Forró”.

Chuvas em SE

Choveu muito em Sergipe nos últimos sete dias. Cisternas, poços artesianos, lagos, barragens e aguadas estão no limite máximo e alguns transbordaram. Órgãos ligados à agricultura apostam numa boa safra de milho, feijão, amendoim, laranja, macaxeira, inhame, batata e hortaliças. Mas as chuvas deixaram uma herança maldita em Aracaju: ruas e avenidas tomadas por buracos e mais de 60 famílias desabrigadas. Choveu acima do esperado em todo o Estado;



Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
24/05
22:55

Governo interioriza e amplia rede de ensino profissionalizante

No momento, são 12 unidades em funcionamento, nas quais estão sendo ofertados 23 cursos técnicos de nível médio. Até o final deste ano, serão 15 centros estaduais de ensino profissionalizante, em 11 municípios sergipanos

O governo de Sergipe investe continuamente para ampliar e interiorizar a rede estadual de centros de ensino profissionalizante. Para isso, já aplicou mais de R$ 76 milhões na reforma e construção dessas escolas e promoveu um ato histórico, no último dia 5 de maio, ao entregar a 1ª escola de ensino técnico em área de assentamento da reforma agrária no país: o Centro Estadual de Educação Profissionalizante (CEEP) Dom José Brandão de Castro, unidade de ensino da rede pública, que oferta cursos técnicos de Agropecuária e de Agroindústria.
O Centro Dom Brandão está localizado no assentamento de reforma agrária ‘Queimada Grande´, no município de Poço Redondo. Vocacionada para atender as demandas econômicas do Alto Sertão Sergipano, região na qual predomina a agropecuária, esta unidade, após um investimento de R$ 7 milhões, recebeu novas edificações, passou por uma série de melhorias em sua infraestrutura e beneficia mais de 400 alunos, em sua maioria filhos de trabalhadores rurais assentados, acampados, agricultores familiares, posseiros, indígenas, quilombolas e ribeirinhos.
Outras duas unidades de ensino técnico de nível médio já estão em fase de conclusão nos municípios de Umbaúba e de Nossa Senhora do Socorro. A secretaria de Estado da Educação prevê que até o final de 2018 a rede esteja com 18 centros estaduais de ensino profissionalizantes em funcionamento.


Variedades
Com.: 0
Por Kleber Santos
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