31/05
22:42

Setransp desmente validação da meia passagem aos domingos

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) declara que não procede a informação que representantes do sindicato tenham se reunido com os vereadores Seu Marcos e Isaac Oliveira para tratar sobre a validação da meia passagem aos domingos, nem muito menos que tal gratuidade já estará em vigor em Aracaju, como eles divulgaram. 

A medida depende de regulamentação e esta não aconteceu, já que se limita a Aracaju e o transporte na capital faz parte de um sistema integrado com mais três cidades da região metropolitana. O Setransp ressalta ainda que essa temática envolvendo a ampliação de gratuidades no transporte coletivo, promulgada como lei pela Câmara de Vereadores, foi vetada anteriormente pela Prefeitura de Aracaju devido a sua inconstitucionalidade. Tal lei não apresenta fonte de custeio como determina a Lei Orgânica do Município e a Lei Federal, e pode onerar o próprio passageiro já que compromete o custo  da tarifa.

O Setransp solicita a gentileza dos veículos de comunicação que divulgaram a notícia  inverídica que, em espaço semelhante, divulguem a retificação, para amenizar o tumulto causado aos passageiros de ônibus com a desinformação.


Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
31/05
20:48

Sargento assassinada será velada na Assembleia Legislativa

O Presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputado Luciano Bispo, atendendo ao pedido de familiares e colegas policiais da sargento Eliana Costa, autoriza a realização do velório na ALESE. O tenente coronel Américo, e o 1º Tenente Melo estão no IML, junto aos familiares e tão logo o corpo seja liberado, o mesmo será levado para a sede do Poder Legislativo. A sargento Eliane Costa foi assassinada com tiros na cabeça na tarde desta quinta-feira. Ela estava perto de casa, no Conjunto Orlando Dantas, em Aracaju, quando foi abordada por dois homens de bicicleta, que pediram o celular e ela não entregou.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
31/05
20:15

Cabo Anselmo, o agente duplo

Afonso Nascimento - Professor de Direito da UFS - Membro da Comissão Estadual da Verdade

 

A ditadura militar (1964-1985) foi uma ordem política autoritária que engendrou contra si dois tipos de resistência, a saber, a resistência democrática e a resistência armada. Interessa-nos aqui tratar da resistência armada realizadas organizações de esquerda que acreditavam poder derrubar o regime militar, tendo como combustível uma forte dose de voluntarismo, leituras equivocadas da realidade social brasileira e treinamento e financiamento quase sempre externos.

 

As principais organizações eram a AP (Ação Popular), PC do B (Partido Comunista do Brasil), MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), ALN (Ação Libertadora Nacional) de Marighella, VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) de Lamarca, entre outras mais. Todas essas organizações foram derrotadas pelo regime militar e seus integrantes, exceções à parte, tomaram o caminho do exílio, “desapareceram” para sempre, conheceram a tortura e a morte nos porões da ditadura e nas lutas urbanas e rurais.

 

Para a derrota dos grupos radicais armados, o regime militar contou com um desproporcional conjunto de recursos materiais (todas as forças armadas estatais) e de recursos humanos que fez da luta armada parecer, embora hipervalorizada pela ditadura em termos de ameaças à ordem política, uma temporada de caça a seres humanos sem chances de qualquer vitória sobre os militares. Um desses recursos foi a infiltração de quadros do regime militar no interior das organizações da esquerda armada. É aí que entra o Cabo Anselmo, agente duplo infiltrado em organizações clandestinas que entregava militantes às forças da repressão para o desaparecimento, a tortura e a morte. Calcula-se que ele tenha nas costas entre cem e duzentos mortos. Afinal, quem foi esse alcaguete chamado Anselmo, indivíduo ainda vivo e morando em algum lugar no interior de São Paulo?

 

Cabo Anselmo é um sergipano nascido em Itaporanga d´Ajuda, em Sergipe e que, em 2018, completa setenta e seis anos. Sua origem social está nas classes populares, o que pode ser deduzido do fato que, apesar de chamado de cabo, não passava do equivalente a um soldado raso. Mas isso não importa pois o apelido pegou. Na sua certidão de nascimento só consta o nome de sua mãe que, com ele, se mudou para a cidade do Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor. Sabe-se também que chegou a estudar Direito por algum tempo, o que significa dizer que tinha feito a escola secundária.

 

O seu nome está associado à ditadura militar por duas razões. Em primeiro lugar, foi o Cabo Anselmo o líder da rebelião dos marinheiros em março de 1964, no Rio de Janeiro, acontecimento que servirá de pretexto para o golpe militar daquele ano. Com sua rebelião, os marinheiros quebraram a hierarquia e a disciplina tão prezadas pelas forças armadas. Bom orador, Cabo Anselmo se transformou, de uma hora para outra, numa figura conhecida nacionalmente e o seu nome virou passagem obrigatória para os estudiosos do golpe de 1964, geralmente ligado ao discurso do presidente João Goulart, na Central do Brasil, no mesmo mês. Com o golpe, Cabo Anselmo foi expulso da Marinha e, sobre essa etapa de sua vida, questiona-se se ele já era um agent provocateur a serviço da CIA – o que é negado por ele.

 

No período que vai de 1964 a 1967, desligado da Marinha, o Cabo Anselmo desaparece, se aproxima da AP, se asila na Embaixada do México e finalmente é preso (com ou sem aspas). Em 1967, “foge” da cadeia ajudado pela AP e chega a Cuba para fazer treinamento para a luta armada. Em território cubano tem contato com outros candidatos a guerrilheiros que lá estavam com os mesmos objetivos. Em 1970, está de volta ao Brasil -e aqui entra a segunda razão -, quando passa a trabalhar como alcaguete dos órgãos de repressão. Seu nome então é Jadiel e depois será Jônatas, Kimble e Daniel. Busca contato com o capitão Lamarca da VPR, organização em que passa a atuar, chegando ao posto de um de seus dirigentes nacionais. Depois de preso em São Paulo pelo tenebroso delegado Fleury é quando se torna um agente infiltrado, segundo ele, porque essa era a única escolha para poder sobreviver.

 

Homem frio e calculista, o Cabo Anselmo sobreviveu entregando nomes, pessoas, senhas, aparelhos, endereços e “pontos” (lugares de encontros) da VPR e de outras organizações. Fazia isso, não por idealismo ou como serviço voluntário, mas como trabalho remunerado, com o que ganhava salário equivalente ao de um capitão, com contrato e recibos de pagamentos. Ele era aquilo que os órgãos de repressão chamavam de “cachorros”. Não era o único, naturalmente. Havia mais “cachorros” que faziam parte de outros órgãos de repressão infiltrados em organizações de luta armada.

 

Pessoas que militavam na clandestinidade e que tiveram o azar de se aproximarem do alcaguete sergipano ou que tiveram contato com ele quase sempre conheceram o mesmo destino: prisões, torturas, desaparecimentos e mortes. A despeito da cirurgia plástica que fizera no rosto e de seu carisma como suposto militante, integrantes dos grupos armados desconfiaram dele e ele foi submetido a três julgamentos no Chile, onde estavam exilados da luta armada brasileira. No terceiro deles, tomou a iniciativa e entregou o seu revolver para aqueles que dele desconfiavam o matassem. Ninguém teve a coragem necessária para tanto.

 

Do Chile voltou ao Brasil para liderar um grupo de luta armada para sua organização em Recife. Entre os membros dessa nova turma estava uma mulher chilena com quem o Cabo Anselmo tinha um romance e que estava grávida de filho dele. O resultado é que esse foi mais um grupo desmantelado pelos órgãos da repressão, sendo todos mortos, à exceção dele e de outro infiltrado. Sobre isso também existe polêmica. Há uma versão que diz ter ele pedido ao delegado Fleury para poupar a sua mulher chilena e tem outra que afirma o contrário. Com o fim da luta armada contra a ditadura militar, Cabo Anselmo voltou a desaparecer.

 

Ele reapareceu com o fim do regime militar, especialmente no momento em que se discutia sobre indenizações para vítimas da ditadura. Ele pediu reparação monetária que cobrisse o período em que fora marinheiro até o momento em que ocorriam as indenizações, o que lhe foi negado. Em 2011, vimos a entrevista que concedeu ao Programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo, mostrando uma certa desenvoltura nas respostas que dava às perguntas. Em declarações que estão disponíveis na internet, a figura sinistra que é o Cabo Anselmo diz que não se arrepende de nada. Sem mais comentários

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Livros consultados para este texto:

BORBA, Marco Aurélio. Cabo Anselmo: a luta armada ferida por dentro. São Paulo: Global Editoria, 1981.

GASPARI, Elio. A ditadura escancarada: as ilusões armadas. Rio de Janeiro: Editora Intrínsica Ltda, 2014.

 


Coluna Afonso Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
29/05
22:02

Quarta-feira - Protestos fecharão BR-101 e acessos a povoados de Lagarto

Na manhã desta quarta-feira, 30, às 4h, será realizado um ato de fechamento da pista da BR-101, em Itaporanga D’Ajuda. No mesmo horário será fechada a pista de acesso ao povoado Brasília, em Lagarto. Já às 6h acontecerá o ato de fechamento do acesso ao povoado Colônia 13, também em Lagarto. Só passarão ambulâncias e carros de polícia. Os atos são organizados por moradores e caminhoneiros.

 


Variedades
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Por Eugênio Nascimento
29/05
21:07

Aracaju terá cerveja sem impostos

O Cerveja sem impostos é um evento que ocorre há cerca de 3 anos em todo o Brasil. Criado pela Rede Liberdade em 2015, o cerveja sem impostos chega a Sergipe esse ano. No dia 05/06 ocorrerá no Brasil inteiro o evento chopp/cerveja sem impostos, aqui em Aracaju o evento será organizado pela Juventude Libertária de Sergipe e apoiado pela Rede Liberdade. O evento ocorrerá na Rock'n Burger a partir das 19 horas. 



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
29/05
21:00

Prefeito Edvaldo decreta luto oficial pelo falecimento de José Carlos Teixeira e Dom Luciano

 O prefeito Edvaldo Nogueira emitiu nota de pesar pelo falecimento do produtor cultural, José Carlos Teixeira, 82 anos, e do arcebispo emérito de Aracaju, Dom Luciano Cabral Duarte, 93 anos, que morreram nesta terça-feira, 29. O gestor também decretou luto oficial de três dias no município.

José Carlos Teixeira era natural de Itabaiana e exerceu funções públicas de vice-governador, deputado federal - por quatro mandatos - e prefeito de Aracaju. Ao longo da vida pública, também foi secretário de Cultura do Estado de Sergipe, 2003, quando promoveu a reestruturação da Orquestra Sinfônica de Sergipe, com a renovação de instrumentos e a oferta de intercâmbio para os músicos.

"Sergipe hoje perde um dos maiores nomes da sua história política, o ex-prefeito, ex-deputado federal e ex-vice-governador do Estado, José Carlos Teixeira. Lamento profundamente o falecimento deste valoroso homem público, que marcou toda uma geração e que lutou pela liberdade e democracia do Brasil. O difícil momento em que o país atravessa só faz aumentar o valor e a importância de homens como José Carlos, um ser humano despojado, de apego ao poder ou a coisas materiais, que fez de sua trajetória um exemplo de combinação de ética na vida pública e privada", expressou Edvaldo.

O prefeito também lamentou a morte de Dom Luciano Cabral Duarte. "Dom Luciano teve papel importante no cenário religioso cristão e no campo da Educação Superior de Sergipe. Como arcebispo, realizou um grande trabalho de fortalecimento da Igreja Católica em Aracaju, sendo um líder dedicado ao seu povo. Ele foi, também, um dos fundadores da Universidade Federal de Sergipe, maior centro de educação superior pública do Estado. Aos familiares, amigos e irmãos católicos, minha solidariedade", externou.

 
 


Política
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Por Eugênio Nascimento
29/05
20:49

TRE/SE julgará recurso da prefeita de Riachão no dia 19 de junho

A juíza Áurea Corumba solicitou pauta ao Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE) para o dia 19/06, às 15h,  objetivando colocar em julgamento o recurso impetrado pela prefeita de Riachão do Dantas, Gerana Costa.  A prefeita é acusada de manipulação do eleitorado fazendo uso de pesquisa eleitoral falsa e compra de votos na disputa eleitoral de 2016. Ela foi condenada em primeira instância.



Política
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Por Eugênio Nascimento
28/05
02:28

Aracaju - Temer fala e o povo bate panela

Assim que o presidente Michel Temer entrou no ar, em rede nacional, para anunciar as propostas para um acordo com os caminhoneiros em greve os moradores do condomínio Bellagio Residence, no bairro Jabotiana, realizaram um bate panela que só acabou quando a falação presidencial teve fim. Veja os vídeos:




Política
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Por Kleber Santos
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