30/06
10:21

A ascensão da extrema direita: comentários

Afonso Nascimento
Professor de Direito da UFS

Qualquer esforço para definir o que é a extrema direita requer uma prévia discussão sobre a famosa dicotomia entre esquerda e direita. O jurista e filósofo da política Norberto Bobbio escreveu um pequeno livro sobre o assunto. De acordo com ele, o que caracteriza a esquerda é o igualitarismo entre as pessoas e as classes sociais, ao passo que a direita põe ênfase na liberdade, ignorando as desigualdades sociais.

Se alguém radicaliza a importância do igualitarismo (comunismo, anarquismo etc.) torna-se de extrema esquerda, e o igualitarismo é transformado num projeto utópico de sociedade. Isso levou a que um historiador americano, Barrington Moore Jr., a admitir uma certa desigualdade para que cheguemos a uma sociedade mais próxima do igualitarismo. Ainda segundo Norberto Bobbio, a direita associada com a desigualdade, por sua vez, aposta nas pessoas livres porém desiguais. Quanto mais uma pessoa mais defende a desigualdade, mais de direita ela é. Esse é o bem caso da extrema direita em toda a parte. Se são reunidas mais desigualdade com menos liberdade ou falta desta, temos a extrema direita, geralmente tradicionalista, passadista, adepta de regimes ditatoriais (fascistas, nazistas, etc.) e de fortes hierarquias de todos os tipos e com uma indisfarçável simpatia pelo uso da violência simbólica e física.

A extrema direita fora do poder. O radicalismo ou o extremismo de direita começou com a invasão e a conquista por europeus dessa parte da América chamada Brasil. De meados do século XVI até o fim do século XIX, brasileiros nativos e africanos foram escravizados. A escravidão é uma forma de radicalismo social de direita porque nega completamente a liberdade e descarta qualquer ideia de igualdade. Escravos são comprados, vendidos e alugados como se fossem mercadorias. Proprietários de escravos, comprando ou vendendo, são pessoas de extrema direita.
Do encontro e do choque entre essas três civilizações (indígena, africana e europeia) que construíram o Brasil resultou o surgimento de uma cultura de hierarquias múltiplas de classes e de culturas, de intolerância religiosa e outras, de antissemitismo, de preconceitos, de patriarcalismo, de homofobia etc. cuja desconstrução permanece um desafio até hoje.

Para que o leitor tenha uma ideia da força desse legado da cultura colonial de direita e de extrema direita, é importante lembrar que o Brasil sem escravidão tem tido pouco mais de um século de sociedade de homens e mulheres livres, enquanto a cultura e a moral escravistas durou mais de três séculos! É lamentável que os historiadores só gostem de tratar do Brasil a partir da República deixando de lado o longo e pesado legado cultural autoritário social, cultural e político do período colonial. Muitos dos nossos piores valores, tão disseminados entre o povão e as elites, são herança direta da escravidão brasileira. Cultura é coisa séria e não é da noite para o dia que pode ser transformada.

É necessário dizer sem rodeios que a violência também foi a parteira da história e da cultura do Brasil e que a primeira república reproduz essas tradições de extremismos de direita, a despeito de condições materiais e políticas terem permitido alguma mudança superficial na sociedade civil e no Estado. Foi com o regime ditatorial de Vargas (1930-1945) que novos valores foram sobrepostos, porém sem a sua destruição, à velha cultura de autoritarismo social e cultural.

Do século XIX até meados da nova centúria, a cultura erudita, exceções à parte, estava impregnada de extremismo direitista como era o racismo científico de Sílvio Romero, Euclides da Cunha, Nina Rodrigues, entre tantos outros. Não estamos falando aqui do pensamento social conservador de muitos autores, que fique bem entendido.

Entre os anos 1930 e 1940, havia na máquina estatal autoridades civis e militares que se queriam simpatizantes (Eurico Gaspar Dutra, por exemplo) do extremismo de direita de Adolfo Hitler e Benito Mussolini. Na sociedade civil, também surgiram grupos de extrema direita, civis e religiosos, sendo os integralistas os mais destacados seguidores do radicalismo fascista. Comandados por Plínio Salgado, os integralistas se organizaram no país inteiro, imitaram a extrema direita fascista italiana através de muitos símbolos, tentaram um golpe de Estado e foram parados pelo ditador Getúlio Vargas. Grupos de imigrantes japoneses, italianos e alemães de extrema direita também esposaram ideias extremistas, mas foram contidos pelo regime autoritário varguista. Um nome muito famoso de um intelectual escancaradamente fascista foi o do jurista e reitor da USP Miguel Reale, cujos livros são ainda hoje usados por professores de Direito(a) no Brasil.

A extrema direita no poder. Quando, no começo do século XIX, foi construído um Estado e foi permitida a representação da população livre, deputados, senadores, ministros e reis, regentes e imperadores compunham uma classe política de extrema direita - mesmo que eles se rotulassem segundo conceitos importados da Europa de então. Soa isso esquisito? A monarquia brasileira era uma ditadura de extrema direita, que sustentava e era sustentada pelos grupos de proprietários escravocratas.

A ditadura militar foi o primeiro regime político de extrema direita nos governos dos generais Costa e Silva e Médici. Grupos de extrema direita grassaram o país. Dizendo de outra forma, a ditadura castrense, em si, não era de extrema direita, mas de direita. Por outro lado, grupos militares que praticaram tortura e terrorismo de Estado também podem ser classificados de extrema direita. Havia ainda indivíduos e grupos civis de extrema direita que apoiavam as ações extremistas do regime autoritário: Opus Dei, Tradição, Família e Propriedade, empresários que financiavam grupos estatais de extermínio, etc.

Ainda tratando do caso de muitos militares, o seu extremismo de direita estava ligado umbilicalmente a um anticomunismo que adotou a tortura como método para obter confissões, fez eliminação física de opositores e o desaparecimento de outros tantos, explodiu de bombas em bancas de revistas, em instituições, em espetáculos musicais, etc. Era a extrema direita militar (a linha dura) que não queria a abertura do regime autoritário.

Democracia, grande mídia e redes sociais virtuais. Com o fim do regime militar, houve um refluxo da extrema direita. A volta da democracia, especialmente com a Constituição Federal de 1988, possibilitou a emergência de novos movimentos sociais que têm lutado por igualdade econômica, por reconhecimento, por inclusão de todo o tipo, que tomaram por base direitos previstos na mencionada carta política. Com a chegada ao poder de um partido social democrata, o Partido dos Trabalhadores (PT), já no século XXI, progressos sociais, jurídicos e políticos foram feitos. O país parecia tomar uma direção mais livre e mais igualitária.

Paralelamente a esse movimento, a internet e as redes sociais virtuais proporcionaram um associativismo nunca visto no país. Todo o mundo tinha e tem o que dizer. O que tinha de pior em maior quantidade e de melhor em menor volume em termos de valores e de pessoas passou a atuar no pantanal das redes sociais. Grupos de extrema direita, letrada e iletrada, (neointegralistas, neonazistas, racistas, xenófobos, homofóbicos, misóginos, etc.) passaram, pouco a pouco, ao ativismo político, então de forma escancarada, sem vergonha de mostrar a cara como outrora. Esses grupos extremistas de direita passaram a fazer encontros e trocas com outros radicais americanos e europeus.

A eleição acusada de fraudulenta do obscuro e obtuso Jair Messias Bolsonaro em 2018, que representa a chegada da extrema direita ao poder, foi antecedida por grandes manifestações da direita mobilizadas pela grande mídia, com o propósito explícito de destruir a esquerda social democrata a pretexto de combater a corrupção. Esse processo terminou por levar ao impeachment golpista da presidente Dilma Rousseff em 2016, e a tomada do poder pelo golpista Michel Temer que passou a implementar um programa de regresso social e neoliberal de governo durante pouco mais de um ano.

A eleição presidencial de 2018 era esperada como um novo embate entre PSDB e PT. Depois que a Operação Lava-Jato comandada de fato pelo juiz de direita Sérgio Moro impediu a participação de Luís Ignácio da Silva, substituído por um professor universitário Paulo Haddad, a direita empresarial do PSDB foi surpreendida por um político desqualificado, populista de direita, abertamente fascista, que passou a polarizar com o PT. Numa eleição contestada por muitos, como foi dito acima, com o uso de recursos tecnológicos para influenciar eleitores cansados de tantos escândalos de corrupção, a população enraivecida depositou o seu voto na extrema direita.

Esse governo de extrema direita, em apenas seis meses de administração, tem sido uma fonte permanente de crises. Para a economia, o seu projeto consiste em aprofundar as reformas neoliberais começadas com Fernando Collor e aprofundadas por Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de um governo entreguista, sem base parlamentar de apoio no Congresso e antipopular, que busca implementar uma agenda politicamente fascista. Infelizmente, generais e outros militares do Exército e das outras forças armadas têm erradamente participado desse governo que, com todo o seu extremismo direitista, é totalmente incompatível com o regime democrático e que pode estar levando à destruição do pouco que resta da débil democracia brasileira.
 


Coluna Afonso Nascimento
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Por Kleber Santos
30/06
09:53

João Daniel: Não há consenso no PT sobre candidatura própria à Prefeitura de Aracaju

Eugênio Nascimento

O PT não construiu um consenso sobre ter ou não ter candidato próprio à Prefeitura de Aracaju. O assunto, na verdade, só será discutido depois do Processo de Eleição Direta (PED), previsto para acontecer em setembro próximo. Mas ele lembra que atualmente o PT está aliançado com o PC do B e faz parte da base de apoio do prefeito da capital sergipana, Edvaldo Nogueira. Em entrevista ao blog, ele garante que “Edvaldo Nogueira é aliado do PT e o PT participa do governo de Edvaldo Nogueira com muito orgulho”.

A seguir os principais trechos da entrevista:

Primeira Mão - Há consenso no PT sobre ter candidato próprio à Prefeitura de Aracaju?

João Daniel - Não há consenso, dentro do PT, em ter candidatura própria ou não, para a Prefeitura de Aracaju até o momento.

PM – O assunto tem sido discutido internamente?

João Daniel - Não, somente quando da posse ao PED (Processo de Eleição Diret) . Esse é um assunto que será discutido só após esse processo, ok? Ou seja, a posse, 10 de setembro.

PM - por que ter ou não ter candidatura própria?

João Daniel - Olhe, é muito importante todos partidos terem candidatura própria, e o PT também deseja ter candidatura própria, porém tem uma aliança atualmente

PM - A indicação do vice de Edvaldo contentaria o PT?

João Daniel - O PT tem interesse em ter participação na eleição municipal de Aracaju, claro. Com candidatura própria ou com vice, ou com uma grande chapa de vereadores e vereadoras. Mas esse é um debate que será feito após o processo eleitoral que será em oito de setembro. 

PM - quais as opções de nomes do PT?

João Daniel - Não há nenhuma discussão e nenhum nome definido em Aracaju nesse momento pelas instâncias partidárias

PM – Edvaldo Nogueira é ou não é um bom aliado?

João Daniel - O Edvaldo Nogueira é o prefeito da Capital, apoiado pelo PT, que atualmente participa do governo dele. Portanto, é um aliado. É uma questão a ser debatida e discutida dentro do PT futuramente. Só posso falar hoje que o Edvaldo Nogueira é aliado do PT, o PT participa do governo de Edvaldo Nogueira com muito orgulho.


Política
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Por Eugênio Nascimento
29/06
15:32

Coluna Primeira Mão

Decisão rápida

 

O sergipano naturalizado Orlando Rochadel, orgulho do MPE, agora presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, foi muito elogiado assim que colocou na pauta dessa instituição a análise do problema das conversas entre os procuradores de Curitiba e o o ex-juiz federal Sérgio Moro. Com a mesma rapidez que pediu a apuração dos fatos concluiu que nada houve sabendo que vêm por aí mais revelações constrangedoras para as partes envolvidas na Operação Lava Jato. O corporativismo falou mais alto do que a prudência.

 

Divisão petista

 

O PT tem hoje filiados e militantes defendendo candidatura própria à Prefeitura de Aracaju e tem gente apoiando a reeleição de Edvaldo Nogueira. Entre os apoiadores da tese da candidatura própria há um bloco que deseja Eliane Aquino como candidata, outro quer Iran Barbosa, mas há também quem queira Márcio Macedo, Conceição Vieira, Rogério Carvalho e Ana Lúcia, que se aposentou e deseja continuar fazendo política sem cargo.

 

Questão de querer

 

O governador Belivaldo Chagas é a favor da inclusão de estados e municípios na reforma da previdência, embora Sergipe não esteja entre os estados com as piores contas previdenciárias. Mas não poderá contar com o apoio de toda a bancada sergipana na Câmara e no Senado.

 

Esse quer

 

Quem não esconde de ninguém o desejo de disputar o Governo de Sergipe em 2022 é o hoje deputado federal Fábio Mitidieri. Suas bases, no interior, elogiam muito o seu comportamento atencioso com todos.

 

Olho no Senado

 

O governador Belivaldo Chagas, se sair do Governo com uma boa imagem, será um forte candidato ao Senado Federal em 2022. Ele tem dito para amigos que não pensa nisso, mas poderá pensar no momento oportuno.  Hoje ele diz que é candidato a fazer um bom governo para o bem dos sergipanos.

 

Só bondades

 

As redes sociais de Sergipe estão tomadas por possíveis candidatos a prefeito e vereador em 2020. Sonsamente, eles falam as besteiras que podem agradar àqueles que poderão ser seus eleitores em 2020.

 

Fisco em greve

 

A próxima semana será de paralisação dos auditores fiscais do Estado. A categoria argumenta que o governador não tem atendido à reivindicação de melhoria salarial. Segundo defendem, a proposta é dar um jeitinho para aumentar o salário por meio de um "prêmio de incentivo para incremento da arrecadação". Embora o direito de reivindicar melhorias seja aceitável, é difícil convencer servidores administrativos por exemplo, que ganham salário mínimo, de que a premiação é um incentivo para fazer justamente a obrigação enquanto servidores estaduais e já são bem remunerados para tal finalidade. A greve anunciada pelo Sindifisco inicia segunda e deve terminar no dia 5.

 

 

 Reação: Salários de auditores congelados

 

Paulo Pedroza, dirigente do Sinfisco, nos enviou as seguintes informações:

“Os Auditores Fiscais encontram-se há seis anos com os salários congelados. Com perda salarial acumulada de 40% .

Como alternativa a essa situação iniciamos ainda em 2017 tratativas com o governo e conseguimos elaborar uma proposta de concenso com a gestão da Sefaz. O Prêmio de Desempenho Fiscal visa estimular ainda mais o empenho dos auditores na execução de suas atividades e está condicionado ao crescimento real da arrecadação, ele só ocorrerá quando a arrecadação ultrapassar os índices da inflação.

Isso não gera um aumento da despesa com salários de forma aleatória.

A maioria dos estados do país dispõe de instrumento similar.

Destacamos que essa proposta foi construída com muito critério e muito debate entre o sindicato e a direção da Sefaz.

Essa proposta foi encaminhada ao Exmo. Senhor Governador desde o mês de abril. Infelizmente depois de prazos estabelecidos e não cumpridos a categoria de forma unânime decidiu por paralisar suas atividades por cinco dias em protesto a atitude do governo.

O Fisco Estadual entende a dimensão do problema que é a gestão pública estadual, mas não podemos ficar passivos frente a enorme perda salarial que atinge a categoria.

O SINDIFISCO-Se sempre contribuiu na busca de soluções para o melhor funcionamento da máquina pública.

Esperamos o quanto antes a realização de audiência com o senhor governador para a resolução do impasse”.

 

Democracia em vertigem

 

No país dividido que se tornou o Brasil, tudo agora é "presta" e "não presta". Assim é em relação ao documentário de Petra Costa "Democracia em vertigem". A película tem um lado intimista porque fala da família da diretora (uns de esquerda e outros de direita) e outro porque ela tenta colocar objetividade na sua narrativa na política brasileira dos três últimos presidentes e termina com a chegada de Jair ao poder neste ano. O documentário bate na esquerda e na direita. As imagens e os fatos por elas trazidos ajudam a reavivar nossa memória sobre a política brasileira recente.

 

Coca no ar

 

Longe do clima reinante nas redes sociais, temos que dizer que a notícia do transporte de cocaína em avião da comitiva presidencial, feito por sargento da Aeronáutica, é preocupante. Todos nós sabemos que polícias militares e civis de alguns estados têm sido contaminadas pelos tentáculos do tráfico de drogas ilícitas. Esse caso foi notícia em todos grandes jornais do mundo e precisa ser bem esclarecido. E com rapidez!

 

Dez amputações

 

Tradição e modernidade nas festas juninas não estão combinando bem. Sem perder nossa tradição, nossas festas precisam ser protegidas. Todos os anos acontecem os mesmos festivais de queimados, somados aos problemas que Sergipe tem em relação aos hospitais superlotados. Até agora já ocorreram dez amputações! É preciso encontrar medidas para proteger a nossa população sem deixar de festejar e de retirar a alegria da mais bela festa brasileira!

 

Jacarezinho esperto

 

Depois de tanta dificuldade para capturar um jacarezinho localizado no lago da Orla de Aracaju, alguns gaiatos já começam a dizer que o jacaré talvez seja um "submarino", enquanto outros dizem que é "o monstro do lago Ness". Ainda bem que já conseguíram pegar o animal e tirar logo as placas anunciando a presença de “animal feroz” na região dos lagos da orla da praia de Atalaia.

 

Brasil sem Neymar

 

A seleção brasileira de futebol joga melhor sem Neymar! O time é mais leve, ocorrem mais passes de primeira, todos correm e distribuem a quem está mais bem posicionado. É muito mais agradável de ver o Brasil jogar. O problema está na finalização. Ainda sobre a seleção, não faz o menor sentido essa campanha sem trégua de Mílton Neves para derrubar Tite do comando do time. 

 

Poder demais

 

O projeto contra abusos de juízes e promotores é um assunto delicado. O problema já começa ao levantar o assunto. Quem quer se indispor com juízes e promotores? Por enquanto, o projeto foi aprovado no Senado. Embora sejamos contra essa medida, temos que admitir que existem casos de excessos dessas duas categorias, que se tornaram poderosas demais nos últimos tempos.

 

Comparações

 

Comparações têm sido feitas entre o desempenho dos senadores sergipanos Rogério Carvalho e Alessandro Vieira. Nós diremos que são dois bons senadores e que Rogério Carvalho não recebe tanta cobertura da mídia porque está na oposição.

 

Lamentável 

 

A professora da UFS Daniela Esparza decidiu fazer trabalho humanitário em Angola, na África, mas esqueceu de um cuidado elementar para quem vive nos trópicos: tomar vacinas. Se dentro do Brasil muitas vezes precisamos tomar vacinas ao viajar de uma região a outra, imagine só fazer isso em país de poucos recursos em outro continente. Pois bem, contraiu malária e não está mais entre nós. Uma bela e triste história.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 1
Por Eugênio Nascimento
28/06
11:36

Plano de intensificação de combate ao Aedes Aegypti é apresentado pela Prefeitura de Aracaju

De janeiro a junho deste ano, foram notificados 707 casos de Dengue, 61 de Chikungunya e 31 de Zika, dos quais foram confirmados 143 de dengue, seis de chikungunya e nenhum  de zika

O prefeito Edvaldo Nogueira divulgou, nesta sexta-feira, 28, o Plano de Intensificação das Ações de Combate ao mosquito Aedes Aegypti. A amplificação das ações foi determinada pelo próprio prefeito em reunião com o secretariado, na quinta, 27, quando  discutiu as diretrizes do plano. Embora a capital se mantenha na condição de médio risco em relação às doenças Dengue, Zika e Chikungunya, a adoção dessa medida se justifica devido a situação de epidemia em municípios do interior sergipano e em cidades do Sul e Sudeste do país.

O Plano objetiva, principalmente, prevenir e controlar processos epidêmicos e evitar a ocorrência de mortes e complicações derivadas de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Dentro do plano, foram estabelecidas cerca de 20 diretrizes, entre elas a designação de duas equipes de agentes durante a noite, das 19h às 22h, para visitar casas que estavam fechadas durante o dia; visitação de todas as escolas para eliminação dos focos; trabalho de campo em quatro sábados por mês; aplicação do fumacê costal; realização do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) a cada dois meses, como recomendado pelo Ministério da Saúde; realização de mutirões de limpeza; monitoramento quinzenal estratégico dos pontos de proliferação; entre outras. Essas medidas, contudo, se trata, como o plano especifica, de uma intensificação, já que, durante todo o ano, a Prefeitura de Aracaju realiza trabalhos constantes e otimizados de combate ao mosquito. De janeiro a junho de 2019, a SMS registrou 11 mutirões aos sábados, 25.097 pneus coletados, 70 dias de aplicação do fumacê costal, oito ações do projeto Canto Limpo, além de 366.564 visitas realizadas pelos agentes de endemias em todos os bairros da capital. 

Em 2019, já foram realizados três LIRAa. No mês de janeiro, foi registrado um índice de 1,2, em março, se manteve o mês do anterior, já em maio, como o previsto, houve um aumento, e o índice foi de 1,8, o que colocou a capital na classificação de médio risco. Uma das preocupações tem relação com as crianças. De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), até o dia 26 deste mês 50,3% dos casos notificados eram de pessoas menores de 14 anos.

Situação epidemiológica

Dados da SMS apontam que de janeiro a junho deste ano, foram notificados 707 casos de Dengue, 61 de Chikungunya e 31 de Zika, dos quais foram confirmados 143 de dengue, seis de chikungunya e nenhum  de zika. De maneira geral, pelo número de habitantes da cidade, Aracaju foi classificada com baixa incidência para epidemia, sendo que, há quatro semanas seguidas, está sendo registrada a queda da incidência dos casos notificados, o que não significa que as ações devem diminuir.

Fonte: AAN
Foto: Ana Lícia Menezes


Variedades
Com.: 0
Por Redação
28/06
11:26

Veículos com placa final 5 devem ser licenciados até esta sexta-feira, 28

O pagamento pode ser realizado em cota única sem desconto ou parcelado por meio de cartão de crédito

Quem possui veículo com placa final 5 deve estar atento ao prazo para quitar o licenciamento anual 2019. O pagamento pode ser realizado em cota única sem desconto ou parcelado por meio de cartão de crédito, sendo para isso necessário gerar o Documento Único de Arrecadação (DUA) nos canais de atendimento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/SE) – portal de autoatendimento (www.detran.se.gov.br), totens nas unidades, aplicativo ‘Detran-SE Digital’ ou os caixas eletrônicos do Banese.

Após gerado o boleto, o interessado em parcelar o pagamento por meio do cartão de crédito deve acessar o site da autarquia, selecionar a opção “Pagamento Cartão de Crédito” e digitar o número do DUA. Estão disponíveis três opções de empresas prestadoras de serviço que ofertam diversas bandeiras de cartões. O usuário precisa realizar a simulação de parcelas e juros e efetuar a quitação.O pagamento do licenciamento de veículos com finais de placa de 6 a 0 também pode ser efetuado ou pode-se aguardar o mês correspondente, segundo tabela divulgada pelo Detran/SE, que está disponível no site da autarquia.

Quem optar em receber o documento do veículo – Certificado de Registro de Licenciamento Veicular (CRLV) – em casa deve estar com o endereço cadastrado no Detran/SE atualizado. Já nas unidades de atendimento da autarquia, apenas o proprietário do veículo (nome que consta no documento) ou seu procurador legal tem acesso à retirada do CRLV.

Fonte: ASN
Foto: Divulgação


Variedades
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Por Redação
28/06
11:19

CNMP decide que não há ilegalidades em mensagens entre Deltan e Moro

Mesmo diante de dúvidas sobre a veracidade das conversas, não houve nenhuma conduta ilegal de Deltan no caso, segundo o entendimento do órgão

O corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel Moreira, decidiu hoje (27) arquivar pedido de abertura de reclamação disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. O procedimento chegou ao conselho após a divulgação de supostas conversas entre Dallagnol e o então juiz Sergio Moro, divulgadas pelo site The Intercept. 

Ao analisar o caso, o corregedor entendeu que, mesmo diante de dúvidas sobre a veracidade das conversas, não houve nenhuma conduta ilegal de Deltan no caso. Além disso, Orlando Rochadel disse que as mensagens são ilegais e foram obtidas "à revelia de qualquer autorização judicial e com infração do direito à intimidade dos interlocutores". "Contatos com as partes de processos e procedimentos, advogados e magistrados, afiguram-se essenciais para a melhor prestação de serviços à sociedade. Igualmente, pressupõe-se para os membros do Ministério Público a mesma diligência da honrosa classe dos advogados que vão despachar processos e conversam, diariamente, com magistrados. Em resumo, ainda que as mensagens em tela fossem verdadeiras e houvessem sido captadas de forma lícita, não se verificaria nenhum ilícito funcional", decidiu o corregedor. 

O pedido de abertura da reclamação disciplinar foi feito pelos conselheiros Luiz Fernando Bandeira de Mello, Gustavo Rocha, Erick Venâncio Lima do Nascimento e Leonardo Accioly da Silva, integrantes das cadeiras da OAB, do Senado e da Câmara dos Depurados no CNMP, além de uma petição protocolada pelo Psol. Desde a publicação das supostas mensagens, o ministro Sergio Moro afirma que não reconhece a autenticidade dos diálogos e diz que as mensagens podem ter sido "editadas e manipuladas" por meio de ataques de hackers.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Assessoria/CNMP/Arquivo


Política
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Por Redação
28/06
11:14

Jogos de hoje definem mais dois semifinalistas da Copa América

Argentina enfrentará a Venezuela, enquanto a Colômbia irá jogar contra o Chile

As partidas da Copa América de hoje (28) definem mais dois semifinalistas do torneio continental. Às 16h, a Argentina enfrenta a Venezuela, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Mais tarde, às 20h, na Arena Corinthians, em São Paulo, será a vez de Colômbia e Chile disputarem mais uma vaga. Agora, os jogos são eliminatórios.

Com dois títulos mundiais (1978 e 1986) e 14 títulos sul-americanos (sendo o último em 1993), a tradicional equipe argentina enfrenta a Venezuela, que nunca conquistou uma Copa América  e é a única seleção membro da Conmebol (Confederação Sul-Americana) que nunca participou de uma Copa do Mundo, mas que tem mostrado evolução no futebol. Nos últimos quatro confrontos, desde 2016, foram dois empates e uma vitória para cada equipe. O jogo mais recente foi um amistoso em Madri (Espanha) em março deste ano, em que a Venezuela venceu por 3 a 1. A Argentina se classificou em segundo lugar no grupo B da Copa América, depois de uma derrota de 2 a 0 para a Colômbia, um empate de 1 a 1 com o Paraguai e uma vitória de 2 a 0 sobre o Catar (seleção asiática convidada). Já a Venezuela terminou em segundo lugar no grupo A, com uma campanha melhor que a Argentina: dois empates sem gols com Brasil e Peru e uma vitória de 3 a 1 sobre a Bolívia.

No segundo jogo de hoje, os chilenos, que conquistaram as duas últimas edições da Copa América (2015 e 2016), enfrentam a Colômbia, que tem um título continental (2001). As duas seleções não se enfrentam desde novembro 2016, quando empataram em 0 a 0 pelas eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia. Em um jogo em junho daquele ano, os chilenos haviam vencido os colombianos por 2 a 0 na semifinal da Copa América do Centenário. O Chile se classificou em segundo lugar do grupo C, depois de duas vitórias (4 a 1 sobre a seleção convidada Japão e 2 a 1 sobre o Equador) e uma derrota de 1 a 0 para o Uruguai. Já a Colômbia teve uma campanha melhor: terminou em primeiro no grupo B, com três vitórias (2 a 0 sobre a Argentina, 1 a 0 sobre o Catar e 1 a 0 sobre o Paraguai).

Fonte: Agência Brasil
Foto: REUTERS/Henry Romero/direitos reservados


Esportes
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Por Redação
28/06
11:02

Copa América: Brasil vence Paraguai nos pênaltis e vai à semi

No tempo regulamentar, equipes não saíram do zero. Nos pênaltis, 4 a 3

A Seleção Brasileira venceu o Paraguai nos pênaltis por 4 a 3 após empatar em 0 a 0 no tempo regulamentar. Gabriel Jesus fez a cobrança que definiu a classificação. O resultado leva a Seleção para a semi-final da Copa América. Vai enfrentar o vencedor de Argentina e Venezuela, que jogam nesta sexta (28).

Durante a partida, o Brasil teve uma série de chances de abrir o marcador, mas esbarrou na atuação do goleiro Gatito Fernandez. Ele fez pelo menos três defesas que evitaram a vitória brasileira. A pressão aumentou no segundo tempo depois que o zagueiro Balbuena foi expulso. Ele fez falta em Willian na entrada da grande área. A partir desse momento, o jogo se transformou em ataque contra defesa. Gabriel Jesus e Everton Cebolinha provocaram jogadas de perigo durante toda a partida. A zaga paraguaia levou a melhor na maior parte do tempo. Quando a bola passava, o goleiro fazia a diferença. Em um dos lances mais agudos, Willian chutou na trave. O único lance de perigo a favor do Paraguai foi no primeiro tempo, quando Derlis González recebeu sozinho dentro da área. Alisson evitou o gol adversário. 

A sensação era que o gol do Brasil sairia a qualquer momento, inclusive, dentro dos sete minutos de acréscimos. No entanto, a partida foi para mais uma dramática cobrança de pênaltis. Pelo Paraguai, dois jogadores que atuam no Brasil perderam suas cobranças: Gustavo Gómez (do Palmeiras) e Derlis González (do Santos). Pelo Brasil, Firmino desperdiçou. No final, 4 a 3, torcida brasileira feliz e passaporte para a semi carimbado.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fotos: Lucas Figueiredo/CBF


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