31/07
21:32

Um padre esquisito

Paulo Fernando Morais

Era um basco de quase dois metros de altura, presumíveis cinqüenta anos de idade, padre católico e adversário do generalíssimo Franco. Logo que terminou a guerra civil, que destruiu grande parte da Espanha de 1936 a 1939, Padre Ermolau de La Peña fugiu com outros republicanos para  cidades europeias. Ele preferiu Lisboa, onde ficou até 1953, e resolveu vir para o Brasil. Desembarcou em Salvador, e em setembro deste mesmo ano foi recebido como hóspede do Seminário Diocesano de Aracaju.

Homem de humor lunático, ou bipolar, para usar a  terminologia psiquiátrica, chamava a atenção dos padres e seminaristas pela fome implacável, a verdadeira fúria espanhola à mesa,  capaz de disputar a tapa os pratos que nela chegavam,  e as gargalhadas vibratórias que apagavam lâmpadas e derrubavam morcegos pendurados em caibros. Seu bom humor desabava quando faltava mamão nas refeições. Retirava-se arrastando a cadeira com descortesia, e ia ao campo de futebol destilar o suor da contrariedade. O padre reitor e professores corriam ao seu encontro para pedir-lhe desculpas, e formavam fila única para acompanhar, quase sem fôlego, o ritmo maratonista do hóspede, que não cedia aos apelos e apressava o passo de tal forma que invertia a situação ao colocar-se atrás da fila, cena ridícula que acabava em risos e abraços.

Carregava num bolso da batina uma reprodução do quadro Guernica,  que considerava “o maior embuste da pintura universal. Picasso estava tomando absinto num bar de Montmartre, quando soube do bombardeio da cidade da região basca, por aviões nazistas e fascistas. Desorientado pelo álcool, entendeu que as aeronaves haviam jogado bombas numa praça de touros”. 

No outro bolso, guardava um objeto vedado do qual não se separava. De vez em quando, retirava-o, examinava-o tal qual estivesse vendo o conteúdo. Às vezes, sorria. Até quando celebrava a missa, punha o volume no altar e  benzia-o com o semblante contrito.

Padre Ermolau de La Peña morreu dormindo, um ano depois que veio morar em Aracaju. No Seminário, foi  professor de Química. O objeto que despertava  tanta curiosidade e ao qual  dedicava carinho e reverência era um frasco de Aqua Velva que abrigava um casal de pulgas roliças, haja vista a quantidade de sangue ainda quente encontrada no fundo do frasco.

As anotações feitas pelo sacerdote registram que as pulgas foram adquiridas de um amestrador desses insetos, num mercado de Argel. O apoio da Igreja Católica ao ditador Francisco Franco podia colocá-lo fora da instituição religiosa. Se  isto ocorresse, ele sobreviveria com um circo de pulgas amestradas, nas feiras livres da América do Sul.
 


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Por Kleber Santos
31/07
20:26

O soldado Marcelinho

José Lima Santana
Professor do Departamento de Direito da UFS

Marcelinho era o oposto dos irmãos. Estes eram em número de oito. Irmãs eram três. Ao todo, portanto, doze filhos que tiveram João Pixula e Dona Etelvina. Não contavam os dois que morreram ainda nos cueiros. Os oito irmãos de Marcelinho eram uns varapaus danados de altos. Puxaram ao pai. Já Marcelinho era do tipo nanico em relação aos irmãos. Não passou de 1,65m, ao passo que dos seus oito irmãos o mais baixo era Jorginho, que devia medir 1,85m, pouco mais ou menos. Marcelinho era o caçula, a ponta de rama. Nasceu raquítico, morre não morre, e foi preciso que Dona Etelvina corresse atrás de padres, médicos, farmacêuticos e resadeiras. Entre missas, medicamentos e benzeduras, Marcelinho escapou. Cresceu franzino, perninhas parecendo uns cambitos e bracinhos parecendo uns gravetos. Porém, endureceu o cangote, sobreviveu.

Naquele tempo, e estou falando da década de 1960, a meninada do povoado Cancela Grande quase não tinha estudos. A escola da professora mais à mão distava três quilômetros. Era a de Dona Floduarda de Paulo Cansanção, que tinha poucas letras, ensinava o que sabia, e que não era muita coisa. O que ela ensinava tinha, contudo, o seu valimento. Ler e escrever uma carta, muitos meninos e muitas meninas aprendiam na escola da professora Floduarda. Dos filhos e filhas de João Pixula o que mais se desenvolveu na escola foi Marcelinho. Aprendeu a ler e a escrever, bem como as quatro operações da tabuada. Um progresso e tanto!

De tão pequeno que era, Marcelinho foi apelidado pelos irmãos de “Toco de Amarrar Jegue”. Uma brincadeira sem graça. E como hoje se diz, politicamente incorreta. Mas, irmãos eram irmãos. Família era família, e, nesse caso, quase tudo podia. Dos irmãos de Marcelinho, a maior parte ficou na roça, plantando e criando um gadinho, como o pai o fazia. Dois deles arribaram para São Paulo e por lá ficaram, constituindo família. E um dos irmãos tornou-se vendedor ambulante com boteco de miudezas nas feiras de Cipó Comprido e Várzea Velha. Ia muito bem de vida. Melhor do que os irmãos.
Ainda menino, Marcelinho cismou que queria ser soldado de polícia. Vivia para lá e para cá com um sabre de madeira na cintura, brincando sozinho, correndo no quintal. E assim ele cresceu. João Pixula nunca viu com bons olhos a possibilidade de um filho assentar praça na Polícia. Um filho arriscando a vida, metendo-se a combater bandidos por aí afora? Isso não se passava na cabeça grisalha de João Pixula. Entretanto, os pais criavam os filhos para o mundo, e não para ficarem debaixo das asas dos pais, agarrados na calça do pai ou na barra da saia da mãe. Os tentáculos do mundo, muitos e tão diversos, arrastavam os filhos, ora para perto, ora para longe dos pais. Desde que o mundo era mundo, que assim o era.
O prefeito Josias Nogueira era amigo do governador. Eram compadres. O Dr. Fonseca de Melo era padrinho de batismo do primogênito do prefeito e de Dona Clarinda. Apesar da contrariedade, João Pixula atendeu ao pedido do filho mais novo. Foi ao prefeito em quem ele votava há muito tempo. Josias Nogueira comprometeu-se em conseguir uma vaga para Marcelinho na Policia Militar. Tempos atrás, ele conseguiu idêntica vaga para um filho de Ludugero das Mesinhas. O rapaz já era sargento. E quando vinha de visita às Mesinhas, envergava a farda cáqui, bem passada, com a esposa e os dois filhinhos. Era autoridade. Todos dali, novos e velhos, lhe rendiam tributos. A família de Ludugero sentia orgulho do sargento.

Enfim, o governador compadre do prefeito arranjou a vaga tão sonhada por Marcelinho. Dona Etelvina chorou por uma semana ou mais, quando o filho partiu. Era a sua ponta de rama, o mais apegado a ela, o que lia e escrevia a resposta às cartas dos dois filhos que moravam em São Paulo. A mãe zelosa fez um senão de promessas a Nossa Senhora da Guia, para a proteção do filho. Mandou rezar missa em ação de graças. Antes da partida, ela deu ao filho uma medalha do Senhor do Bonfim, que uma prima trouxe da Bahia.

Marcelinho achou-se na capital, no quartel da Polícia. Fez os exames obrigatórios para a admissão. Passou raspando na altura e no peso, dentro das bitolas mínimas exigidas pelo Regulamento. Ufa! Não foi fácil arranjar-se na vida do quartel. Vida nova, tão diferente do calor da casa paterna. No começo, um sargento durão quase esfolou o aprendiz de soldado. Mas, Marcelinho aguentou. Era pequeno e franzino, mas era de boa cepa. Era da raça dos Pixulas, gente que não corria de nenhuma parada, por mais dura que fosse.

Chegou o dia do filho de Dona Etelvina sair em ronda pelos bairros da capital. Estava preparando-se para ir destacar no interior, ainda não sabia em qual cidade. Isso o boletim interno diria depois.

No bairro Soledade de Maria estava ocorrendo alguns assaltos. Um meliante, como era comum dizer-se no jargão policial daquele tempo, e, obviamente, ainda se diz, ao menos vez em quando, andava se apropriando do alheio, atemorizando os pacatos moradores do bairro, ou de algumas de suas ruas. Marcelinho e um companheiro foram destacados para dar uns bordejos por ali. Andaram atentos. Deram muitos bacolejos. Porém, não encontraram o meliante. Mais dia, menos dia, haveriam de topar com as fuças do dito.

Numa manhã de novembro, o sol já despejando muito calor, o companheiro de Marcelinho deixou-o sozinho por uns instantes, numa esquina, enquanto foi tirar um dedo de prosa com uma morena que andava lhe dando bolas. E ali estava Marcelinho, debaixo de um pé de tamarindo, que tinha no oitão da casa da esquina onde ele ficou, quando, de repente, um sujeito pulou um muro de dentro para fora com duas sacolas cheias de coisas, penduradas no pescoço, uma presa à outra por um pedaço de pano. Era o meliante, o larápio. Marcelinho não vacilou. Tinha chegado o momento tão esperado. Era a sua primeira ação efetiva, o primeiro flagrante. O coração deu um pequeno pinote. Coisa de pouca monta, que um Pixula não era de enervar-se ou de se emocionar sem mais nem menos. Sacou a arma e, aproximando-se, falou com voz firme, com a autoridade de um destemido soldado da briosa Polícia Militar, de um impávido paladino da segurança pública:

– Teje preso! Arribe suas mãos sujas! E num se bula!

Aquela foi a primeira façanha do soldado Marcelo das Neves Pimenteira, Marcelinho de João Pixula. Muitas outras viriam.


Coluna José Lima
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Por Kleber Santos
31/07
20:20

“É de parar o trânsito”: as trapalhadas da SMTT de Aracaju

Eliano Sérgio Azevedo Lopes (*)

Houve um tempo – e os com mais de 60 anos, com certeza ainda lembram – que a frase “é de parar o trânsito” não passava de um conhecido ditado popular, utilizado para referir-se a um gracejo que se fazia a uma moça muito bonita, de formas curvilíneas e pernas torneadas. Dizia-se, então: - essa moça “é de parar o trânsito”. 

Atualmente, pelo menos aqui em Aracaju, virou sinônimo das intervenções implementadas de forma desastrada e amadorística pela SMTT, no âmbito do que se convencionou denominar de mobilidade urbana.

Lembro-me que, em 1979, quando conheci Aracaju, duas coisas me chamaram a atenção: o terminal rodoviário Governador José Rollemberg Leite, popularmente conhecido como “rodoviária nova” e o sistema de trânsito de Aracaju, com faixas exclusivas para ônibus. Aquele, pela beleza despojada da construção arquitetônica e amplitude de seu espaço, numa época em que em Aracaju viviam menos de 200 mil pessoas; e este, pela preocupação – já naquela época – com um aspecto importante da mobilidade urbana: senão a primazia dos transportes públicos para o atendimento da grande maioria dos aracajuanos - usuários de ônibus-, pelo menos a compreensão e o respeito àqueles trabalhadores que se servem do transporte coletivo para ir da casa ao trabalho e vice-versa.

À primeira vista, ambos pareciam algo completamente alheio à realidade de Aracaju: um “elefante branco” e um “sonho doido” de algum maluco que pensou ser a capital do estado uma metrópole, cujo trânsito com constantes engarrafamentos clamava por uma solução “radical”: definir espaços demarcados exclusivamente para a circulação de ônibus.  Ledo engano: nada mais eram que resultados concretos de ações visionárias de gestores públicos que pensavam o futuro da cidade para além do presente. Tanto é assim que, ainda hoje, a “rodoviária nova” dá conta do movimento de pessoas e veículos coletivos interestaduais em seu terminal. Infelizmente, não se pode dizer o mesmo do revolucionário sistema de transporte público da época, desmantelado pela incompetência das várias administrações municipais que se seguiram. 

Mais recentemente, uma tentativa de incorporar novos valores e comportamentos sobre as questões do trânsito, como por exemplo, a ampliação do número de sinais horizontais e verticais, o respeito e a preferência aos pedestres nas faixas demarcadas, ainda não foram totalmente assimiladas por motoristas; os pedestres, por sua vez, também continuam a arriscar a vida atravessando fora das faixas ou com o semáforo no vermelho. Infelizmente, mais uma tentativa frustrada de termos uma racionalidade mínima na ordenação do trânsito nas ruas e avenidas da nossa cidade. Sem falar no ridículo de a Prefeitura cobrir de azul as faixas de cor branca, muito mais visíveis no contraste com o preto do asfalto, que proporcionavam melhor visibilidade para o condutor de veículos.

__________________
(*) Eliano Sérgio é economista, doutor em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela UFRRJ e professor aposentado da UFS.
Ora, o aumento brutal de veículos particulares a circular pela cidade – não raro, ocupados por  uma ou duas pessoas (reflexo da cultura individualista de uma pequena burguesia provinciana que “se acha”) – sem o correspondente crescimento das vias de trânsito – alargamento de ruas já existentes e/ou  abertura de amplas avenidas – e à falta de uma vigorosa e abrangente política de educação para o trânsito, contribuem para fazer da mobilidade urbana em Aracaju um verdadeiro caos.
Para completar, uma “ruma” de agentes de trânsito que não largam o celular, não se sabe se para multar ou simplesmente para bater papo, utilizando o “zap” ou outra traquitana tecnológica desses novos tempos. Orientar os motoristas e os pedestres, que deveria ser a sua função primordial – a educação no trânsito – nem “tchum”, como dizem os sergipanos.


Colunas
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Por Kleber Santos
31/07
14:14

Coluna Primeira Mão

João Alves desistirá?

João não vai desistir da disputa, até porque ele nunca disse se seria ou não candidato à reeleição. Mas pode apostar que ele anunciará no decorrer da próxima semana que entrará no páreo e com disposição para ganhar?. O comentário foi feito por um secretário municipal que preferiu o anonimato. Ele lembrou que em todas as disputas João Alves Filho sempre anuncia a candidatura na véspera da definição ou no dia ?D?. Mas há uma forte onda de boatos dizendo que ele abriria mão da disputa para apoiar uma possível candidatura do deputado estadual Robson Viana (PEN) à PMA. O jeito é esperar para ver e ouvir. É isso o que está fazendo o PPS, PSDB, PHS, PV, PTN, o SDD e PEN. Até mesmo o DEM.


Agamenon: João disputará


O vereador Agamenon Sobral (PHS) afirmou ontem que o prefeito João Alves Filho (DEM) disputará sim a reeleição. Contrariando especulações de que o atual gestor da capital poderia não concorrer ao pleito deste ano, o parlamentar disse que até segunda-feira (1º de agosto), João convocará uma entrevista coletiva para anunciar que é candidato. Para Agamenon, a suposta desistência do prefeito foi divulgada por “inimigos que se fazem de amigos”. E acrescentou: “Este pior inimigo o prefeito considera como amigo”. Ele, no entanto, não revelou nomes.


Valadares Filho competitivo


A pré-candidatura do deputado federal Valadares Filho (PSB) à Prefeitura de Aracaju andava um tanto apagada, sem fôlego. Na quinta-feira passada pegou uma forte dose energizante do senador Eduardo Amorim (PSC) e seus seguidores e tornou-se mais competitiva. Ganhou maior visibilidade e vai se tornar alvo das ?porradas? do grupo liderado pelo governador Jackson Barreto (PMDB) e que tem Edvaldo Nogueira (PC do B) como pré-candidato a prefeito.


Edvaldo fica mais forte


Contando com os apoios já declarados do PMDB, de Jackson Barreto, PT de Rogério Carvalho, PSD, de Fábio Mitidieri, PRB, de Heleno Silva, e PRP, de Gustinho Ribeiro, além de seu PC do B, Edvaldo Nogueira tem ao seu dispor um forte grupo para entrar em campanha pela Prefeitura de Aracaju.


Os efeitos da crise em SE


O pagamento dos salários dos servidores referentes ao mês de julho corre o risco de ser pago parceladamente, como foi feito como o de junho. A situação poderá piorar ainda mais em agosto e setembro. A crise financeira está atingindo em cheio os Estado s Municípios e os repasses da União estão sempre em queda. Isso tem contrariado o governador Jackson Barreto (PMDB) e muito mais ainda os prefeitos que vão disputar a reeleição, inclusive João Alves Filho. Parece sinalizar para um cenário positivo para Valadares Filho (PSB), que deverá ser, junto com o senador Eduardo Amorim, o alvo de todos os opositores.


Quo vadis?
- E o PDT , do prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique, está mesmo com Valadares Filho, voltará para o bloco de JB ou vai para os braços de João? Fala-se muito que ainda há indefinição. Será?


Questão regional


O Nordeste é responsável por 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Não é muita coisa, mas seria para a região ter pelo menos esses mesmos 14% em investimentos. Mas, em 2015, os nove estados nordestinos dividiram entre si apenas 8%. A bancada federal da região bem que poderia pressionar o Governo para conseguir fazer o Nordeste crescer., gerando empregos e rendas.


Audiência no HU


A convite do pró-reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Angelo Antoniollio, o senador Eduardo Amorim participará de audiência no Hospital Universitário (HU) nesta segunda-feira, 1º de agosto. A superintendente da instituição Ângela Silva e parte da diretoria também estarão presentes. O objetivo do encontro é conferir a situação das obras paralisadas, além disso, o reitor aproveitará a oportunidade para agradecer ao parlamentar, a parceria sempre mantida do seu mandato em prol do HU. Além de pronunciamentos no Plenário do Senado, recentemente o senador Eduardo participou de audiências com o presidente em exercício Michel Temer, com o ministro da Saúde, Ricardo Barros e com o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Kleber de Melo, para solicitar a liberação de R$ 12 milhões para a conclusão destas obras, e a instalação dos aparelhos de raio-x, ressonância magnética nuclear e de hemodinâmica.


Ocupação problemática
na UFS


Até agora os estudantes que ocuparam a Reitoria da UFS não sinalizaram quando vão realizar assembleia para discutir a proposta da UFS e quando vão sair do gabinete. Enquanto isso o gabinete do reitor, do vice-reitor, da procuradoria geral e da Efiscon estão estão parados. Se isso continuar, até mesmo o pagamento dos funcionários terceirizados da UFS pode deixar de acontecer este mês.


Aracaju é uma cidade arborizada?


A arquiteta Ana Libório responde - Melhoramos muito de uns 15 anos para cá com uma poda menos radical das árvores e algumas medidas legais de proteção de áreas verdes cuja legislação também avançou muito nesses últimos tempos. Mas ainda estamos longe de sermos uma cidade arborizada e sombreada que possibilite grandes e confortáveis percursos a pé ou de bicicleta. Ainda assistimos a derrubada de árvores pelos mais fúteis motivos e perversos métodos, inclusive envenenamento. Nas obras é a primeira diligência que costumam tomar: ?- Limpar a área?; nos passeios seja para o vizinho não estacionar na sombra, não arrebentar o calçamento ou não prejudicar a rede elétrica...Fora a derrubada e a pavimentação de todos os quintais de miolo de quadra existentes nas antigas casas da cidade. Alguns mais exaltados costumam exigir providência das autoridades porquê as árvores da cidade estão prejudicando a leitura das placas informativas (sic). Nossos coqueirais a cada dia mais ameaçados. Assistimos impassíveis tombar, sem número deles, nas antigas fazendas de cocos que dão lugar a áridos loteamentos de praia. Afinal, para quê árvore em loteamento??


Cidade de pouco verde


A ONU recomenda um percentual de 12 m² de área verde por habitante. Em Aracaju estima-se, apenas 4m², apontado como um dos piores índices do país do Brasil.


Bicicleta entra na pauta das eleições em Aracaju


Com um trânsito cada vez mais caótico, a mobilidade urbana será uma das principais pautas de discussão entre as candidatas e candidatos à prefeitura de Aracaju e também deverá ocupar agenda de quem disputará as vagas à vereança. Foi pensando em incluir as discussões sobre o uso da bicicleta como modo de transporte, que a ONG Ciclo Urbano (
www.ciclourbano.org.br) ingressou na campanha Bicicleta nas Eleições. Elaborada pela UCB - União de Ciclistas do Brasil e baseada em experiências exitosas em eleições anteriores, a campanha já está em andamento em 45 municípios em todo o Brasil. A Bicicleta nas Eleições tem como objetivo a elaboração de propostas a serem entregues aos candidatos para promover a ciclomobilidade na capital mineira. Temas como melhoria da infraestrutura cicloviária, redução da velocidade das vias, integração entre diversos modais e campanhas educativas voltadas para motoristas e motociclistas estão na ordem do dia.


Agricultores de Porto da Folha receberão sementes de Palma


Agricultores familiares do município de Porto da Folha vão ampliar a área plantada com Palma Forrageira com recursos do Governo Estadual. O projeto que está sendo chamado de “Mais Palmas para o Sertão”, inicialmente será disponibilizado para 200 famílias que multiplicarão a área plantada fornecendo sementes para outros agricultores. “O projeto tem esse efeito multiplicador de sementes, vai ajudar no complemento alimentar do gado leiteiro e ainda ajudar financeiramente aqueles que têm sementes sadias para vender, pois compraremos as sementes dentro do próprio município”, disse o secretário de estado da Agricultura, Esmeraldo Leal, que coordenou ato de lançamento do projeto em Proto da Folha, no último dia 27, ao lado de Jefferson Feitos de Carvalho, presidente da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e sua equipe técnica.
“A família que tem gado de leite não pode deixar de plantar a palma. É o que serve pra misturar com a soja e o milho na alimentação dos animais. Essa mistura é o que faz chegar o leite. Eu já plantei uma tarefa de palma e tive um resultado muito bom”, disse o agricultor Zezé do Craibero, participante de evento.



Coluna Eugênio Nascimento
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Por Eugênio Nascimento
29/07
08:10

Crônicas e agudas

Geraldo Duarte*

Das obras do amigo Armando Negreiros, médico, advogado e membro das Academias de Medicina do Rio Grande do Norte e Norte-rio-grandense de Letras, “Crônicas quase Agudas: histórias daqui, dali e d’alhures”, inova surpreendentemente na temática.

Não se tenha por melhor, pois como as anteriores, afora motivacional, traz reformulações de conteúdo e de apresentação diferentes e engrandecedoras. Enriquecidas por um estilo atrativo.

Visita-se, assim, no cenário dos fatos, imagens literárias deveras impremeditáveis.

Permeiam-se análises de acontecimentos da vida nacional, ocorridos em nosso sofrido regionalismo político, sob apreciações críticas precisas e, muitas vezes, tratadas com invulgar humor satírico.

Esse mossoroense bairrista e cívico brasileiro, assentado num realismo descompromissado, analisa os descasos e a pouca importância advindos de parlamentares, de administradores e, até, da população.

Chega a conduzir cidadãos à autocrítica e ao chamamento à responsabilidade, ante a sucedidos comunitários revoltantes.

De vários absurdos, a exemplo, trata da reforma procedida no Estádio João Machado, em Natal, ao custo de vinte milhões de reais. Um ano depois, sem justificativa, demoliram-no. No lugar, construíram outro, denominado Arena e ao valor de um bilhão e duzentos milhões de reais.

Tudo isso para dois jogos secundários da última Copa do Mundo. Vai além. “Faz um calor insuportável, quando chove molha todo mundo e tem diversas áreas de alagamento.” Ainda pior: não há público local capaz de torná-lo viável, mesmo que se torne multiuso.

É, estimado Armando, a nossa terra da “bola”.

*Geraldo Duarte é advogado, administrador e dicionarista.


Colunas
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Por Kleber Santos
29/07
08:08

Museu comemora 6° ano da praça São Francisco como Patrimônio Mundial da Humanidade

Dia 1º de agosto é a data em que a Unesco concedeu Chancela ao local

Para celebrar 6º Aniversário da Chancela da Praça São Francisco, em São Cristóvão, como Patrimônio Mundial da Humanidade, o Museu Histórico de Sergipe, unidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), preparou uma programação especial. Nesta sexta-feira, 29, será lançada a 8º Mostra de Artes Visuais do Centro Acadêmico de Artes (Cenarte-UFS), em parceria com o Museu. Em seguida, o público poderá assistir aos shows de Julio Andrade (vocalista da banda The Baggios) e Nilton Brito.

Já na segunda-feira 1º de agosto, dia do aniversário, a programação continua com várias atividades. Às 14h30, o Museu promove uma Roda de Cordel com a cordelista Alda Santos Cruz e educadores da Escola do Lar Imaculada Conceição. Às 16h, o público poderá assistir ao show do Grupo Renantique, seguida de uma apresentação de circo na praça São Francisco.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/SE) e a Prefeitura Municipal de São Cristóvão também promovem ações internas pela comemoração da Chancela. O dia 1º de agosto marca a data em que a Unesco reconheceu a praça São Francisco como Patrimônio Mundial da Humanidade, a partir de uma iniciativa do Governo do Estado, com o apoio técnico do Iphan em Sergipe e da prefeitura local.

ASN
Foto: Ascom/Secult



Variedades
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Por Kleber Santos
29/07
07:54

Detran/SE alerta para e-mails falsos sobre suspensão de CNH

Textos tratam sobre multas e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação e são uma tentativa de infectar o computador das pessoas

O e-mail fraudulento que está sendo enviado contém o título "Notificação Detran". Seu conteúdo trata sobre suspensão da CNH, informando que o condutor teria atingido 21 pontos em multas e teria que entregar sua habilitação ao Detran até uma data pré-definida na mensagem. Para evitar que seu computador seja infectado por vírus ou outras pragas virtuais, nunca clique sobre os links ou execute os arquivos anexos nesses e-mails, evitando afetar a integridade de sua máquina.

O Detran/SE reafirma que somente envia e-mails aos seus usuários para confirmar a requisição de serviços pelo portal de autoatendimento ou para responder às manifestações enviadas pelos cidadãos através da Ouvidoria. Com exceção destes casos, toda a comunicação da autarquia é feita via correspondência.

No site www.detran.se.gov.br, a autarquia disponibiliza consulta sobre pontuação da CNH. Para isso, basta acessar o botão ‘Serviços de Habilitação’ e, na opção Consultas, clicar no item ‘De Pontuação da CNH’.



Coluna Afonso Nascimento
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Por Kleber Santos
29/07
07:52

Jogos Olímpicos e Paraolímpicos contarão com o apoio de profissionais do Samu Sergipe

Ao todo, cinco profissionais do Samu 192 Sergipe atuarão nos eventos esportivos

Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) darão suporte aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016 na cidade do Rio de Janeiro. Eles passarão a Integrar a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), ação organizada pelo Ministério da Saúde (MS).

Ao todo, cinco profissionais sergipanos estarão nos eventos esportivos. “Eles serão divididos em duas equipes. A primeira será composta por médico, enfermeiro e dois técnicos de enfermagem, que viajarão no dia 02 de agosto e permanecerão até o dia 12 no Rio de Janeiro. Já em setembro, embarca um médico que dará suporte aos jogos Paraolímpicos”, explicou a superintendente do Samu 192 Sergipe, Glícia Ramos.

A gestora ressalta ainda a importância da participação de profissionais do Samu 192 Sergipe em grandes eventos nacionais e internacionais, a exemplo das Olimpíadas. “Os Jogos Olímpicos têm proporções mundiais. Essa integração com profissionais de outros estados e países proporciona fortalecimento das ações de saúde (promoção, assistência, laboratório, vigilância, etc.) e o desenvolvimento de atividades específicas de monitoramento e de resposta frente à ocorrência de potenciais emergências de saúde pública. Essas medidas trarão inúmeros benefícios a Sergipe na melhoria da qualificação na assistência, e ainda, mais eficácia no tempo resposta”, destacou.

Expectativa
Para os profissionais que irão atuar nas Olimpíadas, a expectativa é a melhor possível. “Essa é a 15ª missão em eventos de massa que participo pelo Samu 192 Sergipe. Entre as que mais me marcaram estão: Copa das Confederações, epidemia de rota-vírus no Estado do Amazonas e a enchente no Espírito Santo. É sempre uma honra participar dessas missões que me proporcionam satisfação muito grande e fortalecem o meu objetivo que é ajudar a salvar vidas”, declarou a enfermeira do Samu 192 Sergipe, Genailda da Silva.

O mesmo sentimento é compartilhado pelo técnico de enfermagem André Passos. “Fiquei muito feliz em ser selecionado para participar das Olimpíadas por meio do Samu 192 Sergipe. A partir do meu serviço quero elevar ainda mais o nome do nosso estado, contribuindo para o fortalecimento da assistência”, afirmou.


Esportes
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Por Kleber Santos
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