30/09
15:53

Coluna Primeira Mão

 

Semana decisiva

Esta semana que inicia no domingo, 30, será decisiva para os candidatos a cargos eletivos. Eles participam dos últimos programas do horário eleitoral gratuito, vão aos últimos debates e correm os riscos de serem atingidos por boatos e armações de seus opositores, que alimentam redes de intrigas nas redes sociais. Como se não bastasse isso, a compra de votos torna-se intensa e quem dorme contando com a vitória poderá acordar com grande redução no número de eleitores e, portanto, derrotado. É bom ficar de olho nas movimentações das malas pretas.

Motivar é preciso

O que farão Valadares Filho (PSB), Belivaldo Chagas (PSD), Eduardo Amorim (PSDB) e os demais candidatos a governador para motivar os mais de 35% dos sergipanos que não têm candidatos a irem às urnas no dia 7 de outubro? Tem eleitor que garante que não vai votar de forma alguma. Mas também há aqueles que dizem abertamente que “se rolar uma garoupinha dá pra conversar”.

Assédio mútuo


Existe um assédio mútuo entre candidatos e eleitores. Os primeiros importunam os segundos e vice-versa. Os primeiros querem votos, enquanto os segundos querem dinheiro, favores e coisas do tipo. Às vezes mesmo não gostando, muitos eleitores parecem gostar da importunação porque é uma forma de ganhar atenção positiva, de ser cumprimentado ou de ser lembrado.


Onde está o dinheiro?


Diariamente, na Assembleia Legislativa de Sergipe, dezenas de eleitores rondam nos corredores perguntando a funcionários e jornalistas em que gabinete pode ter “uma ajudazinha para fazer a feira ou pagar água e luz de suas casas”. Em nenhum, é claro. Pelo menos é o que dizem os consultados.


Igreja neutra


A cúpula da Igreja Católica em Sergipe parece em cima do muro em relação ao candidato Jair Bolsonaro cuja plataforma consiste na negação de todos os valores cristãos. Por que esse comportamento? Não querer misturar religião com política? Ou será essa atitude um ato de omissão, acreditando que possa existir neutralidade?


Campanha de Esmeraldo


O candidato a deputado estadual Esmerado Leal (PT) tem recebido muitos comentários positivos sobre a campanha que desenvolve. As pessoas destacam sempre o diálogo direto com elas, sem o intermédio do cabo eleitoral. Ele explica: “faço uma campanha verdadeiramente militante em que dirijo meu próprio carro e não tenho à disposição uma equipe paga, etc. Ou seja, realizo uma campanha fora dos eixos da prática tradicional e com viabilidade eleitoral”.


Reforma inacabada.


Iniciada em 2013, a reforma da Catedral Metropolitana de Aracaju somente deverá ser encerrada em 2020 ou 21, 22, 23... Se houver dinheiro para isso.


Carreatas 1


As carreatas das campanhas eleitorais são importantes porque elas dão visibilidade aos candidatos ou às coligações, mostram, pelo seu número, a quantidade de adesão popular. Dão um ar de triunfalismo, mesmo que irreal, com seus fogos, falas em autofalantes, porém causam um transformo enorme aos motoristas fora delas que precisam se deslocar no espaço urbano que também é seu. Algum dia isso terá de ser melhor organizado.


Carreatas 2


Ainda me referindo a carreatas, vale observar que quaisquer 50 carros enfileirados e a uma distância de três metros um do outro ocupam umas três ou quatro quadras, o que dá a ideia de “uma imensa manifestação pública” e causa um baita de um engarrafamento.


Feminicídio esquecido


Embora seja um dos maiores problemas sergipanos na atualidade, o feminicídio (o assassinato de mulheres por homens justamente por serem mulher) não tem entrado na agenda de candidatos de todos os candidatos. Deveria estar presente, de modo especial, em todos os discursos de todas as mulheres.


Figura decorativa


Michel Temer, antes de tornar-se presidente, escreveu carta em que reclamava que um vice decorativo. Agora presidente, como presidente, também se tornou um presidente decorativo. Vive cumprindo tabela, com diversos processos judiciais esperando por ele ao deixar o cargo em primeiro de janeiro de 2019.


Direitos humanos


Em 2018, a Declaração dos Direitos Humanos da ONU completa 70 anos. Criada em 1948, com o fim da II Guerra Mundial, muito do seu conteúdo não é aplicado por Sergipe e pelo Brasil. É um documento que continua muito atualíssimo. Por falar nessa declaração, quando o estado brasileiro vai dar uma resposta ao povo brasileiro sobre a execução da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson?


Haddad não é radical


Tem gente querendo confundir os eleitores. Fernando Haddad não é candidato radical, mas um professor universitário moderado de esquerda. O extremismo vem da parte de Jair Bolsonaro, com seu radicalismo de direita, algo nunca conhecido na história eleitoral do Brasil. Os partidos da extrema esquerda brasileira são o PSOL e o PSTU.


Embromação


Uma coisa não muda em qualquer eleição sergipana. Estamos falando da exploração eleitoral dos pobres, das minorias e dos excluídos. Os candidatos são tão bem intencionados que, se fizerem um pouco do que prometem, já estaríamos vivendo num paraíso social há muito tempo.


Os folclóricos


Em 2018, a aparição de candidatos "exóticos" ou como nomes assim rotulados foi reduzida no rádio e na TV. Isso pode significar que a política está ficando mais séria ou profissionalizada?


Vale a cola


Tendo que votar seis vezes nessa eleição geral, os leitores de todos os grupos sociais terão de levar a sua "cola". A colocação de listas de todos os candidatos para todos os mandatos pela Justiça Eleitoral sempre ajuda aos eleitores menos organizados.


Em família


Em três Estados brasileiros, filhos candidatos a governador e pais ao Senado aparecem em boas condições de disputa. Em Sergipe, Valadares Filho e ACValadares, no Pará, Hélder Barbalho e Jáder Barbalho e Alagoas, Renan Filho e Renan Calheiros.


Fora de época

João Goulart Filho (PPL) parece ser um presidenciável fora de época. Ninguém o conhece e somente pessoas com mais de 60 anos, historiadores e cientistas políticos lembram que seu pai foi presidente do Brasil e retirado do cargo por imposição do regime militar no país, no famoso golpe de 1964.


Campanha sem grana


Partidos e candidatos sem dinheiro. Por isso, poucas bandeiras nas ruas e pouca gente trabalhando nas campanhas. Tempos ruins.


Saumíneo efetivado


O economista Saumíneo Nascimento foi efetivado no cargo de Superintendente Geral do Grupo Tiradentes, que tem como expoente da UNIT. Ele tinha assumido o cargo interinamente no primeiro semestre deste ano.



Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
30/09
07:37

Democracia e burocracia na UFS

Afonso Nascimento - Professor de Direito da UFS

 

Em 2018, a UFS completa cinquenta anos enquanto instituição de ensino superior. Carrega a marca de ser a mais antiga instituição universitária de Sergipe, tendo sido criada durante os mandatos do marechal Costa e Silva e do governador biônico Lourival Baptista. A sua fundação, em maio de 1968, faz parte daquilo que o grande historiador americano Barrington Moore Jr. chamou “modernização conservadora”, ou seja, ocorrida pelo alto autoritária, de cima para baixo e não pela via democrática. Nasceu como uma universidade amordaçada, pois em 1968 começou o período mais violento do regime militar, quando foi editado o Ato Institucional no. 5, imediatamente seguido, em 1969, pelo decreto-lei no. 477, direcionado contra professores e estudantes universitários. Por isso, pode-se dizer que a primeira e grande luta política de professores e estudantes foi conquistar a liberdade de expressão e a liberdade de associação, liberdades sem as quais esse tipo de instituição cultural não tem porque ser denominada de universidade.

Com a fundação da UFS foi autorizada a criação de seu Diretório Central dos Estudantes (DCE), o que foi feito pelos estudantes. O problema é que, em dezembro de 1968, o regime militar mandou fechar o sindicato central dos estudantes. Então tornou-se o caso de lutar para reabrir o DCE, além de fundar mais dois sindicatos (professores e servidores). O DCE foi reaberto em 1976, enquanto os dois outros sindicatos foram fundados no começo dos anos 1980, antecedidos por uma associação que reunia as categorias docentes e dos servidores.

É também desse período as primeiras eleições diretas para reitor da UFS, através de um acordo entre as três categorias mediante o qual seriam realizadas eleições diretas não oficiais, ficando acertado que o Conselho Universitário ratificaria os resultados saídos das urnas. Causa estranheza que até hoje as autoridades universitárias não tenham simplesmente regulamentado essas eleições diretas, a exemplo da maioria esmagadora das universidades federais do Brasil A revogação do Ato Institucional no. 5, em 1978, levantou todas as restrições às liberdades necessárias ao funcionamento de uma instituição universitária.

A democracia da UFS é um tanto problemática. Os seu dois “parlamentos”, ou seja, os seus conselhos superiores não são inteiramente escolhidos pelos membros da comunidade, pelo voto direto. Em outras palavras, os reitores sempre contam com maioria nas duas casas, já que eles podem nomear conselheiros um certo número de pró-reitores, que não precisam passar pelo escrutínio da comunidade universitária. Contraditoriamente, a esse respeito é bom que se diga que, sem esses conselheiros não eleitos, muitas resoluções dos conselhos não seriam aprovadas simplesmente. Na UFS, iniciativa legislativa quase sempre parte da reitoria. Além disso, os reitores têm amplos poderes para governar através de portarias.

As campanhas eleitorais da UFS são “cruas” e funcionam na base dos grupos organizados. Quase nada tem de ideologia política. Esses grupos podem ter alguma ligação com membros da classe política fora do espaço universitário. As preferência dos eleitores funcionam na base da amizade, na solidariedade por alguém pertencer a um centro ou a um departamento, pela simpatia ou antipatia, pela promessa de postos na administração universitária, etc. Às vezes vota-se em alguém porque pediu o voto primeiro. Os candidatos a reitor podem até fazer programas de governo, mas isso é apenas uma formalidade. Os cabos eleitorais são os chefes, coordenadores, presidentes de centros e de diretórios acadêmicos, etc. ou pessoas dos três grupos individualmente. A despeito de ser uma pequena comunidade, a sua mobilização para fins eleitorais é um tanto complicada.

Quando tomam posse, os eleitos podem fazer “planejamento estratégico” que muitas vezes não passam de mais uma formalidade, pois os reitores não têm recursos para fazer políticas públicas. Quase todo o dinheiro que vem do MEC é para o pagamento de salários e para o custeio da máquina administrativa. De certa forma, os reitores são delegados do MEC, apesar do prestígio que a ocupação do posto traz. As administrações da UFS são muito monitoradas pela CGU e pelo Ministério Público Federal. Sem os aportes orçamentários dos governos de Luís Inácio da Silva e sem as verbas dos parlamentares federais sergipanos, dificilmente a UFS teria conseguido se expandir pelo interior de Sergipe, estando presente hoje, além de Aracaju, em Laranjeiras, Lagarto, Itabaiana e Glória.

 Por algum tempo, depois da ditadura militar, predominou a regra informal de que o vice seria o próximo reitor. E não havia a exigência do diploma de doutor para ser candidato. Essa decisão importante, tomada na gestão do MEC pelo ministro Paulo Renato de Souza, estimulou a corrida aos diplomas dentro da comunidade, mas não significa necessariamente que da elite científica da UFS saiam os reitores e vice-reitores. Com a exigência do doutorado, os novos reitores têm sido sempre vice-reitores de quem está no comando da instituição. Uma tradição que talvez precise ser mudada.

A classe política sergipana mete o bedelho na política universitária de diversas formas. É claro que os governadores são informados sobre a lista tripla dos nomes escolhidos para reitor que vão para a escolha final pelo MEC. Candidatos a postos de primeiro e de segundo escalões podem ter padrinhos dentro de partidos políticos. Políticos com mandatos podem fazer e fazem “pedidos” aos reitores, na forma de bilhetinhos – exatamente como na política partidária. Não sabemos dizer que pedidos são esses ou se são atendidos. Imaginamos que possam ser empregos de pró-reitores e de assessores, transferências de funcionários públicos federais, e coisas que tais. Não conseguimos pensar nada além disso. Se membros da classe política pensam que reitores podem ser seus cabos eleitorais, quebram a cara. Nenhum reitor tem essa liderança junto à comunidade científica da UFS. Professores, estudantes e servidores podem votar à direita, à esquerda ou ao centro. Esses votos são muito fragmentados. O financiamento das campanhas eleitorais (administração e conselhos superiores) quase sempre é feito por “vaquinhas” por candidatos e por seus grupos de seguidores

A comunidade que é a UFS possui, todas as categorias incluída, um eleitorado em torno quarenta mil pessoas. Os cargos eletivos mais cobiçados são os de reitor, vice-reitor, diretores de centro, chefes de departamentos e coordenadores de cursos de pós-graduação. Não faz mal lembrar que existem ocasiões em que se torna difícil encontrar alguém que queira chefiar um departamento. Quanto aos cargos não eletivos mais procurados de primeiro escalão, estão os de pró-reitores que pagam as melhores gratificações. Geralmente, os grandes cabos eleitorais são os diretores de centros, os pró-reitores, chefes de departamentos e lideranças sindicais. As promessas eleitorais são feitas em termos de distribuição de cargos e de pequenos privilégios.

Todas essas anotações nos fazem lembrar de uma palestra de Maurício Tragtemberg, décadas atrás, em que ele dizia que, falando de professores universitários, a maior ambição desses intelectuais é trocar as atividades universitárias (docência, extensão e pesquisa) por algum tipo de trabalho burocrático dentro ou fora do universo acadêmico, pois isso é um modo de aumentar os seus salários com gratificações. Essa afirmação é certamente pessimista, mas, exceções à parte, continua verdadeira.

 

 



Coluna Afonso Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
29/09
12:51

O tão esperado Sermão do Padre Nabuco

José Lima Santana
Professor da UFS

Alecrim do Agreste respirava ares de expectativa há cerca de seis semanas. Estava para acontecer aquele que seria o maior evento religioso da cidadezinha poeirenta e empoeirada. Emancipada de Cruz da Serra não faziam dois anos, o primeiro prefeito era o farmacêutico João das Timbiras, aplicador de injeções que acabaria dono do arremedo de farmácia da novel cidade. Não havia ainda uma rua sequer com pavimentação. No melhor dos casos, a pracinha onde mal e mal se sustentava a igrejinha local, dedicada a São Raimundo Nonato e onde celebrava missa uma vez por mês o padre Afonso Xavier, da paróquia de Nossa Senhora do Desterro, em Cruz da Serra, era piçarrada. São Raimundo Nonato era curato daquela paróquia. 

O padre Afonso era diligente, zeloso com as coisas sagradas, querido por toda a comunidade da qual ele era o guia espiritual: Cruz da Serra, Alecrim do Agreste, Cipó de Miroró, outra cidadezinha emancipada por força de junções políticas, e nada mais, além de um sem número de povoações miúdas, médias e grandes, algumas destas esperando também o dia da sonhada emancipação. Em número de almas, o padre Afonso era o guia espiritual de umas 30 mil ou mais. 

No Seminário do Recife, o padre Afonso fora colega de um jovem cearense de nome Francisco Viegas Nabuco, um galego de cabeça chata, que mais parecia uma abóbora de leite suspensa sobre um pescoço atarracado e que mais parecia um cepo de baraúna. Desde cedo, o seminarista Nabuco revelou-se um profundo estudioso do livro santo e dos compêndios filosóficos e teológicos. Era de uma inteligência fulgurante. Tinha uma oratória vibrante, voz de trombeta bem postada, que ressoava pelo mundo afora, varando portas, janelas e frestas de telhado. Uma vez ordenado, o padre Nabuco, como ficaria conhecido, era convidado para pregar em várias paróquias da Diocese de Matão de Dentro e de várias outras dioceses, inclusive de fora do estado. Um orador que arrebatava as multidões. 

Pregação do padre Nabuco era sinônimo de ensinamento bíblico do maior quilate, trazido para a realidade da vida, para o cotidiano das pessoas, que se deixavam tocar por tão auspiciosas lições. Através da Rádio Vale do Sol, o padre Nabuco esbanjava conhecimentos aprofundados da Bíblia, amarrando cada um deles na vivência das pessoas. Nas festas dos padroeiros e das padroeiras a presença do padre Nabuco superlotava as igrejas e seus arredores, pois, não havia igreja por maior que fosse que pudesse absorver tamanhas multidões. E os sermões nas missas solenes arrancavam lágrimas dos fiéis mais contritos. Até autoridades dos governos não se continham, algumas delas recebendo na carapuça as palavras de fogo do padre. 

Conta-se que um determinado governador caiu em prantos quando o padre com aquele vozeirão que Deus lhe deu, olhando diretamente no rosto afogueado da autoridade estadual, disse: “Como pode um homem público, que se diz cristão, que conhece a palavra de Deus, diante de uma seca inclemente como a que estamos sofrendo neste momento, ter a coragem de festejar seu aniversário na capital do país, levando com ele um séquito fenomenal, ao invés de estar de calças empoeiradas, de mangas arregaçadas, ao lado do sofrido povo, cujos destinos Deus lhe confiou? O que tem uma autoridade dessas a dizer a Deus, quando para junto Dele for, a fim de ajustar as suas contas? O que haverá de dizer no juízo final? Que socorreu o povo martirizado pela sede e pela fome? Ou que deu as costas ao povo, para brindar com cálices de fino cristal, bebendo, ao invés de vinho, o suor e o sangue do seu povo?  Teria o governador chorado de remorso ou de raiva? 

Assim era o padre Nabuco. Despachado. E, apesar de toda a erudição de que era dotado, na paróquia a sua caminhada era ao lado do povo inteiro, mas, com predileção por trabalhar junto às comunidades mais carentes. Aliás, alguns desafetos lhe acusavam injusta e descabidamente de “padre melancia”, ou seja, verde por fora e vermelho por dentro. Isto é, diziam que ele era comunista. Um homem de Deus, cuja vida era para servir à Boa Nova do Senhor Jesus Cristo. Como bem o disse São Tiago, o padre Nabuco era vítima da inveja e das rivalidades. Até dentro do próprio clero. Porém, assim mesmo é a vida. Até Jesus fora escorraçado de algumas comunidades daquele tempo e acabaria pregado numa cruz pelo conluio entre os judeus e os romanos. O seu sacrifício, contudo, era para salvar a humanidade, embora os seus algozes não o soubessem. E muitos ainda hoje não sabem ou refutam. 

Era domingo. Dia da festa do padroeiro, São Raimundo Nonato. Alecrim do Agreste amanheceu engalanada. As ruazinhas tortuosas foram enfeitadas com bandeirolas. Um pequeno, mas muito bem caprichado tapete de flores do campo decorava a frente da igrejinha que mal e mal se sustentava de pé, tão carente que era de reforma e ampliação. A missa solene seria às 10 horas, o horário de praxe. A celebração seria na própria pracinha, tal era a multidão que, desde cedo, acorreu à missa. Em frente ao improvisado altar, muito bem arrumadinho, como as velhinhas do apostolado da oração primavam em fazer, cadeiras foram reservadas para as autoridades. Prefeitos das redondezas eram esperados. Dois ou três deputados também. Um secretário de estado representaria o governador. O juiz e o promotor da comarca de Cruz da Serra ali estariam. 

O padre Nabuco estava na cidadezinha desde a noite anterior. Um Jeep empoeirado o trouxera. Beatos e beatas portando objetos sacros esperavam pela bênção do padre Nabuco. Às dez em ponto, deu-se início à celebração. Na pracinha, um silêncio abismal. Ali estava o orador sacro mais afamado. De estatura mediana, agalegado, quase roliço, olhinhos vivazes. Um dia para ser lembrado por todo o tempo. Uma bênção dos céus para a cidade e para aquele povão todo, que ali se comprimia. Batizados e casamentos seriam celebrados após a missa. Um momento inesquecível na vida religiosa daquela gente. A expectativa era muito grande. Todos estavam atentos, esperando a hora do sermão, que, pelo que se ouvia dizer, haveria de ser o mais belo sermão proferido naquela terra ressequida. 

O padre Nabuco iniciou a celebração em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A missa transcorreu sem sobressaltos. Cantos de penitência e glória. Oração do dia. Liturgia da palavra. Primeira leitura, salmo responsorial, segunda leitura. O alto-falante da Prefeitura com quatro bocas, devidamente consertadas, transmitia a missa. O som estava uma beleza. Como o evento sagrado merecia. Após o canto de saudação ao Evangelho, o padre Nabuco dirigiu-se ao ambão. Fez a proclamação. Silêncio. Expectativa. Ansiedade. Enfim, chegara o momento tão esperado: o mais belo sermão que, seguramente, aquele povo de Deus haveria de ouvir. O pregador disse: “Meus irmãos e minhas irmãs. Meu eminentíssimo irmão no sacerdócio e velho companheiro de Seminário, padre Afonso...”.

O padre Nabuco vacilou. Segurou o ambão com a mão direita, o microfone caiu da mão esquerda, e ele próprio tombou. Estava morto. Ninguém sabia, nem ele mesmo, que o seu coração andava por uma peinha de nada.  


Coluna José Lima
Com.: 0
Por Kleber Santos
29/09
11:46

Wellington Mangueira: O bravo cavaleiro lendário

Clóvis Barbosa
Blogueiro e conselheiro do TCE/SE

Merece todos os encômios o fato de um jovem jornalista, Milton Alves Júnior, interessar-se em escrever sobre um personagem intrigante da vida sergipana, ainda vivo, Wellington Dantas Mangueira Marques. Esta sua obra “Wellington Mangueira – Um Comunista Continenciado” traça um vasto panorama da vida desse líder estudantil na juventude, militante histórico do Partido Comunista do Brasil, preso político e torturado nos porões da ditadura militar que assombrou o país de 1964 a 1985. As sequelas psicológicas e traumatizantes produzidas pela tortura sofrida em si e em sua mulher, Laurinha, não foram capazes de destruir as suas vidas, mas serviram de bálsamo para justificar a necessidade de resistir. Aos poucos, mesmo diante de uma sociedade amorfa, incapaz de entender a dor do torturado, soube compreender esse abismo e, para tanto, partiu para recompor a sua existência como professor, desportista, advogado e gestor público. A sua infância, a família, o amor de sua vida - companheira Laurinha - os estudos no velho Atheneu, os acontecimentos políticos que antecederam o golpe militar de 1964, a queda do governo Jango, as prisões e as torturas sofridas, o exílio na antiga União Soviética e no Chile, tudo isso é contado para nos revelar a figura de um homem fraterno, que sonhava com um mundo mais justo e igualitário.

Todos sabem que durante o período ditatorial as maiores atrocidades foram cometidas contra os que se opunham ao regime. Estudantes, intelectuais, políticos, sindicalistas, profissionais liberais engajados, eram perseguidos e tidos como comunistas e terroristas. Era preciso combatê-los. Muitos foram torturados, desaparecidos e mortos sem qualquer tipo de constrangimento dos donos do poder. Muitas famílias não tiveram sequer o direito de dar um enterro digno a seus parentes, uma vez que os corpos nunca foram achados. Inúmeros presos políticos não resistiram e acabaram mortos após sessões de tortura física ou psicológica, com utilização dos métodos mais diversos, dentre os quais se destacam o Pau de Arara, onde uma barra de ferro era atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, ficando o corpo pendurado; o Choque Elétrico, no qual dois fios longos eram ligados nas partes sexuais, nos dentes, língua e ouvidos; o Afogamento, que consistia em mergulhar a cabeça do torturado num balde cheio de água ou de fezes, empurrando sua nuca até o limite do afogamento; a Cadeira do Dragão, parecida com a cadeira elétrica, mas revestida de zinco e ligada a fios elétricos que, quando ligados, transmitia choques por todo o corpo do acusado; a Palmatória, utilizada para agredir várias partes do corpo, inclusive nos órgãos genitais; e as Agressões Físicas, aplicadas no corpo do preso.

Mas Mangueira, apesar de todo sofrimento e humilhações, como ser transcendental, sabia que era preciso resistir e transformar-se. Era preciso reconstruir novos sentidos e horizontes para a continuidade da vida. O livro, então, passa a narrar a sua reintegração à vida aracajuana. Primeiro no Cotinguiba, um clube de futebol, onde ele passou a dar exemplo de administração. Em seguida, ocupando vários cargos públicos e privados como professor e advogado. Depois, passou a Secretário de Estado da Justiça, da Segurança Pública, da Cultura, Secretário Municipal da Educação em Nossa Senhora do Socorro, de Obras, Assuntos Jurídicos e Cultura e, finalmente, a Fundação Renascer, órgão que administra as unidades socioeducativas Centro de Atendimento ao Menor (CENAM), a de Internação Provisória (USIP), a Unidade Feminina (UNIFEM) e a Casa São Francisco de Assis (CASE/Semiliberdade). Em cada passagem por esses órgãos, Mangueira deixou registrada a sua atuação como gestor eficiente, denodado, ético e, sobretudo, revolucionário, procurando sempre transformar a realidade encontrada. Na Segurança Pública, aproximou a polícia da população através da criação da Polícia Comunitária e de uma delegacia destinada a grupos vulneráveis. O lado humanista sempre andou de mãos dadas com a sua prática no exercício dos cargos.

Enganaram-se, entretanto, aqueles que achavam que Mangueira havia perdido o elo com os seus ideais e com o sonho de um mundo melhor para todos. Mesmo ocupado com os vários afazeres profissionais, trabalhou no processo de legalização do Partido Comunista Brasileiro logo após a redemocratização do país, sempre participando da vida política sergipana. Foi um grande defensor dos direitos humanos e soube muito bem trilhar o caminho do reencontro com a vida. Apesar da perseguição nos albores da ditadura militar, não vendeu sua alma, não tergiversou nos seus princípios. Aliás, é um homem intransigente em relação aos seus ideais, esconde no peito uma mina riquíssima de compreensão humana. Mesmo com tudo o que aconteceu com ele e sua mulher, não deixou que o seu coração fosse povoado pelo ódio. Todos podemos olhar para ele com orgulho do seu passado de lutas em prol do social, como defensor inflexível da cidadania e das liberdades ameaçadas. De Wellington Mangueira pode-se dizer que combateu o bom combate, dando tudo de si por um humanismo de base democrática, que tem como norte uma sociedade livre, justa e solidária, lapidada pela consciência. Compreendeu cedo o seu papel de não conformista, de agente de transformação social dentro daquilo que o destino construiu para ele.

Alguns acontecimentos ligaram a minha vida à de Wellington: o primeiro quando fui convocado pelo Reitor da Universidade Federal de Sergipe e pelo Arcebispo Dom Luciano Duarte para um ato de “beija-mão” ao Presidente Garrastazu Médici, que visitava Sergipe. Essa história eu já contei em artigo publicado na revista CUMBUCA, décima edição. Faço um resumo: Diante da minha recusa em comparecer ao ato com o ditador, fui premido por argumentos que me deixaram entre a cruz e a espada. Ao tempo em que a minha ida ao encontro seria bastante desconfortável, já que combatia a ditadura, por outro lado não podia deixar de me solidarizar com a aflição do Reitor e do próprio Arcebispo. Pela parte do Reitor João Cardoso, em razão da série de pressões que ele sofreu e estava sofrendo para punir estudantes. Em relação a Dom Luciano, uma ponderação fulminante fez com que eu revisse a minha posição: Tá bom! Quando o Senhor precisou de mim para salvar o seu amiguinho Wellington Mangueira eu prestei. Agora o Senhor me dá as costas! Ele lembrava uma reunião que tivemos na Cúria Metropolitana no período que Mangueira estava preso. Temíamos pela vida dele e de sua mulher, Laurinha, por conta das notícias que recebíamos sobre as torturas que vinham sofrendo em um quartel do exército fora de Sergipe.

Lembro-me, também, quando fui indicado pelo Partidão para recolher junto a algumas pessoas ligadas à Universidade Federal de Sergipe - professores, alunos e servidores - determinadas quantias que seriam destinadas ao pagamento dos seus advogados. Na época, ele se encontrava preso com sua mulher. Outro fato significativo foi recente, ele como diretor da Fundação Renascer e eu como presidente do Tribunal de Contas. Diante da penúria das finanças do Estado, ele me fez uma série de solicitações de mobiliário, equipamentos de informática e materiais de construção usados, além de um scanner corporal que tinha como meta evitar o constrangimento das revistas íntimas aos visitantes dos menores infratores da unidade socioeducativa. Fizemos a doação de aproximadamente 460 itens, sendo 201 entre mesas e cadeiras, 142 equipamentos de informática e 112 de materiais de construção usados, desde divisórias a estrutura de banheiros. Ao receber o material ele me disse: Muitas mães ao visitarem seus filhos tinham que ficar de pé ou sentadas na quadra. Isto era constrangedor para mim e para todos que defendem os direitos humanos. Os recursos para aquisição do scanner foram deixados pela nossa administração no caixa do Estado. Mangueira é um homem que, como dito num provérbio chinês, não perdeu a candura de sua infância.

Mas o que mais me empolgava nele era a forma como discursava dialeticamente. Num debate com uma pessoa de diferente ponto de vista, não tentava vencer ou persuadir o seu opositor de forma impositiva ou deselegante. Ele fazia questão que não subsistisse qualquer dúvida a respeito dos seus argumentos. Aprendeu naturalmente com Sócrates, que encontrou na procura da verdade, através da razão e da lógica, o maior valor durante um processo de discussão, deixando de lado a retórica, porque nunca visou agradar o seu interlocutor, e a oratória, pois jamais pretendeu vencer uma conversa através da emoção. Como o Menestrel das Alagoas, imortalizado na música de Milton Nascimento e Fernando Brandt, era um saltimbanco falando em rebelião, como quem fala de amores para a moça do portão. Giovanni Pico Della Mirandola, na sua obra Discurso sobre a dignidade do homem, diz que o homem é colocado no centro do mundo para poder contemplar as mais diferentes angulaturas do próprio mundo, sendo capaz de realizar plenamente suas virtualidades. Este homem, no centro do mundo, é o homem digno, aquele que direciona sua curiosidade para escolhas humanistas. Num mundo de tanta desigualdade, de exploração do homem pelo homem, de falta de fraternidade, é virtuoso construir para si e para todos a dignidade.

Wellington Mangueira é este homem! Por ser solidário, o respeito pela dignidade humana criou raízes em sua alma. Viveu e vive como um cavaleiro templário, resgatando valores adormecidos pela sociedade para construção de um mundo livre, digno e justo.

*Clóvis Barbosa escreve aos sábados, edição de fim de semana, quinzenalmente


Coluna Clóvis Barbosa
Com.: 0
Por Kleber Santos
29/09
12:30

A Europa foi Hitler e Mussolini. E o Brasil?

 Muitos livros têm o péssimo hábito de nominar, elogiar ou responsabilizar uma única pessoa por acontecimentos históricos, mesmo quando eles são praticados coletivamente ou por meio de um emaranhado de infindáveis atos e múltiplas ações. É como se toda a complexidade da vida em sociedade pudesse ser definida por uma só pena escritora, independentemente da criação coletiva que inspira, motiva, ensina ou colabora com o artista eleito condutor da narrativa anotada. Assim, apontam Hitler e Mussolini como escritores exclusivos das páginas mais violentas, genocidas, intolerantes, racistas e obscuras da história contemporânea.

Esses personagens são registrados no “túnel do tempo” como desprezíveis espécimes que impuseram o nazifascismo no dicionário político internacional. Indica-se que eles, por exclusivos predicados individuais, conquistaram o cobiçado “Cinturão do Terror”, especialmente por terem promovido, em suas respectivas categorias, o extermínio, o assassinato, a perseguição, a intolerância e a propaganda da supremacia racial à milhões de judeus, comunistas, trabalhadores, religiosos, negros, gays e opositores às suas ideias. Além de terem patrocinado a Segunda Guerra Mundial.

A pessoalidade pela conquista do repugnante título, entretanto, não encontra amparo na leitura mais aprofundada dessas mesmas páginas. No mundo coletivizado alemão e italiano, Hitler e Mussolini conquistaram aliados, reuniram conluiados dos mesmos pensamentos, arrebanharam ódios comuns, arremataram a paixão de milhões e milhões de eleitores, motivando-os a também entrarem no ringue do desprezo à pessoa humana tida como diferente.

Esses cúmplices, não raro, transformaram os seus punhos e garras sem qualquer pudor ou remorso, em armas postas à disposição dos ditadores que tanto amavam. E amavam porque também professavam os mesmos quereres, os ódios propagandeados e a supremacia racial declamada em versos e prosas.

O Brasil, repentinamente, como no prelúdio da tragédia europeia, se vê inundado por mensagens de ódio, machismo, racismo, homofobia, misoginia, preconceitos regionais e toda forma de intolerância para com aqueles ou aquelas que consideramos “diferentes”. Inimigos imaginários são criados e mentiras são repetidas como verdades, fazendo ruborizar até mesmo Joseph Goebbels, o ministro da propaganda nazista.

Essas mensagens são criadas ou repassadas por vários moralistas assumidos, religiosos ativistas, pessoas comuns tidas de bem, membros de famílias respeitáveis, parte da classe trabalhadora e desempregados, fardados e não fardados, profissionais que integram a advocacia, medicina, engenharia, economia e diversos outros ramos, enfim, grande parcela da população brasileira. Não raro, a essas mensagens são acrescidos comentários pessoais, concordantes ou até estimuladores de mais ódio.

Hoje, o povo alemão reconhece que Hitler não implantou o nazismo sozinho, assim como os italianos compreendem que Mussolini não espalhou o fascismo pelo mundo comandando um exército em que era simultaneamente o único oficial-soldado. Sabem que todos eles foram eleitos, apoiados e estimulados pela maioria dos homens e mulheres de seus países. Aceitam que, embora os livros, diplomaticamente, escrevam sobre a culpabilidade dos dois vilões pelos graves crimes cometidos contra a humanidade, o nazismo e o fascismo não teriam prosperado se não tivessem habitado os corações de milhões e milhões de congregados nazifascistas. Conhecem, sabem, compreendem, aceitam e lutam para que a tragédia humanitária nunca mais se repita.

Agora o que nazismo e o fascismo voltam a bater em suas portas, os europeus os têm enfrentado, relembrando o holocausto, denunciando os saudosistas e não hesitando em promover frentes de resistência democráticas. Eles não mais aceitam a teoria da “delegação da responsabilidade pelo crime” ao líder autoritário e dizem, sem pestanejar, que os novos nazifascistas são e serão responsáveis pelos atos praticados pelo “escolhido”. Não querem mais sofrer, em consequência da permissividade ou omissão, qualquer complexo ou sentimento de culpa por terem escolhido mal.

Tampouco querem ser outra vez lembrados por terem apoiado ou concordado com o governante enquanto a “prosperidade” sorria para cada um deles, mesmo quando sabiam ou suspeitavam de que outros morriam, sofriam ou eram agredidos para que fossem “felizes”.

E o Brasil?

Artigo originalmente publicado em: https://congressoemfoco.uol.com.br/



Colunas
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Por Eugênio Nascimento
28/09
09:14

São Cristóvão - Programação do 35º FASC será anunciada segunda-feira

A Prefeitura Municipal de São Cristóvão deverá anunciar na próxima segunda-feira a programação oficial do 35º Festival de Arte de São Cristóvão, evento que teve início em 1972. Conforme o prefeito Marcos Santana, que realiza o evento pela segunda vez,  o FASC será realizado no período de 16 a 18 de novembro próximo na quarta cidade mais antiga do Brasil. A divulgação da programação estará à cargo da coordenação.



Variedades
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Por Eugênio Nascimento
28/09
00:41

“Canal de Xingó é a redenção do Sertão”, diz JB

Aumentar a oferta hídrica no interior de Sergipe foi prioridade na gestão de Jackson Barreto como governador e continuará sendo foco de atuação no Senado Federal. Em Brasília, o candidato do MDB pretende viabilizar a construção do Canal de Xingó, obra que visa a maximizar a oferta de recursos hídricos no Sertão sergipano a fim de melhorar os Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) na região. Além disso, depois de concluído, o Canal poderá levar água a outras localidades do estado como Sul e Centro-Sul.

Jackson Barreto informou que a crise hídrica é uma realidade no Nordeste e em Sergipe e que, para garantir o abastecimento de água, é preciso garantir obras estruturantes. “Com a definição da transposição do rio São Francisco, Sergipe e Alagoas receberam, como medida compensatória, as perspectivas de construção dos canais do Sertão e de Xingó. Em Alagoas, o canal do Sertão andou. Em Sergipe, não, por conta da perseguição do governo Temer. Não podemos nos curvar a essa política mesquinha que se sobrepõe às necessidades do povo! Não conseguimos iniciar a obra. Foi assinado um convênio para cuidar do projeto básico, de R$ 6 milhões, de responsabilidade da Codevasf, e a obra não saiu do papel. No Senado, dedicarei meu mandato à execução dessa importante obra, que será a redenção do Sertão”, disse.
 


Política
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Por Kleber Santos
28/09
00:37

PM: Eduardo Amorim convocará habilitados em concurso

Em reunião com candidatos aprovados e habilitados no último concurso para a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, o candidato ao Governo do Estado, Eduardo Amorim (PSDB), apresentou algumas propostas para a Segurança Pública, entre elas a ampliação dos efetivos das duas instituições.

Logo no primeiro ano, Eduardo vai convocar 2 mil novos homens e mulheres para a Polícia Militar. “Já temos aprovados e habilitados no último concurso que foi realizado. Convocaremos esse pessoal para aumentar nosso efetivo e Sergipe voltará a ser um estado seguro. Em meu governo, a tolerância será zero com a violência. Se for preciso, trocarei cargos de comissão, que nesse governo não param de ser nomeados para atuar como cabos eleitorais, por militares que atuarão em prol da população”, assegurou o candidato.

Com esses novos policiais, Eduardo implantará o Grupo Tático Operacional de Divisas, um agrupamento especializado da polícia militar que vai fazer a segurança e monitorar cada entrada do nosso Estado. “Isso dificultará o acesso de drogas e armas, bem como a entrada e saída de mercadorias roubadas ou contrabandeadas. Também será possível, com esse novo efetivo, reforçar os demais batalhões e companhias da PM”, ressaltou.


Política
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Por Kleber Santos
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