25/12
20:21

Maiores e menores PIBs e PIBs per capita entre os municípios sergipanos (1)

Ricardo Lacerda*
Professor da Universidade Federal de Sergipe

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou há duas semanas atrás os dados dos PIBs municipais brasileiros referentes ao ano de 2014. Na série apresentada, os dados são comparáveis para o período 2010-2014, posto que para os anos anteriores utilizou-se metodologia distinta.

No artigo de hoje examinaremos os municípios sergipanos que apresentaram os maiores PIBs e PIBs per capita nos anos extremos dessa série, 2010 e 2014. Ao se enfocar esse tema serão ressaltados os efeitos da longa estiagem nos PIBS municipais e, consequentemente, na participação e no ranking estadual, ao lado de outros aspectos.

Setores
Os efeitos da seca repercutiram sobre a participação de duas importantes atividades econômicas de Sergipe, a agropecuária e a atividade denominada de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, agrupamento que anteriormente, com algumas diferenças, era conhecido com SIUP (Serviços Industriais de Utilidade Pública).

Na comparação entre 2010 e 2014, a participação da agropecuária no Valor Adicionado Bruto (VAB) caiu de 6,38% para 5,23%, ou seja 1,15 ponto percentual. No caso das atividades integrantes do SIUP, a queda na participação do VAB de Sergipe foi muito mais acentuada, de 8,52% para 3,33%, perda de 5,2 pontos percentuais, decorrente do impacto da estiagem sobre a geração de energia pela Usina Hidroelétrica de Xingó, situada no rio São Francisco, na divisa entre Sergipe e Alagoas.

A contraface dos recuos nas participações do setor agropecuário e do setor industrial, esse último quase exclusivamente por conta da influência do resultado do SIUP, posto que a indústria de transformação e a extração de minerais aumentaram seus pesos, foi a ampliação na participação do setor serviços, de 64,66% para 70,12%, ou seja, 5,46 pontos percentuais. Nesse período, quase todas a as atividades do setor serviços tiveram incremento na participação do VAB, com destaque para educação, saúde, comércio, atividades profissionais, atividades imobiliárias e atividades financeiras. As exceções foram transporte e armazenagem e o agrupamento de outros serviços.

A essa mudança nos pesos dos setores correspondeu algumas mudanças importantes no ranking das maiores economias entre os municípios sergipanos, com algumas dignas de destaque.

Ranking
A lista dos 15 maiores municípios em termos de PIB se encontra na Tabela apresentada. Em 2014 lideravam a geração de riqueza em Sergipe, depois da capital Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Estância, Itabaiana, Lagarto, Laranjeiras, Itaporanga D`Ajuda e Carmópolis.

A mudança de maior vulto foi a perda de oitos posições do município de Canindé do São Francisco, que sedia a usina hidrelétrica de Xingó, passando de terceiro maior PIB municipal em 2010 para o 11º lugar em 2014. O impacto foi de tal dimensão que o município que liderava o ranking do PIB per capita entre os municípios sergipanos saltou para o 9º lugar, cedendo a primazia para Rosário do Catete, que sedia o empreendimento de exploração de potássio da empresa Vale. Curiosamente, Rosário do Catete perdeu quatro posições no ranking dos maiores PIBs municipais, passando do 8º maior PIB municipal para 12º, por conta da redução da produção de potássio no projeto Taquari-Vassouras e somente alcançou a liderança no PIB per capita porque a perda de participação de Canindé no PIB foi bem mais acentuada.

Aracaju
A situação de Aracaju é curiosa. A capital manteve a liderança na geração do PIB mas o PIB per capita local é apenas o 10º maior entre os municípios sergipanos, ainda que a renda per capita de Aracaju seja bem mais elevada do que nos demais municípios. Os nove municípios que apresentavam em 2014 PIB per capita mais elevado do que Aracaju, sem exceção, contam com grandes unidades de exploração de recursos minerais ou da indústria de transformação que geram um PIB relativamente elevado frente a uma população não muito grande. São elas: Rosário do Catete, Divina Pastora, Carmópolis, Japaratuba, Laranjeiras, Siriri, Itaporanga d'Ajuda, Estância e Canindé de São Francisco.

Uma outra curiosidade em relação à situação de Aracaju é que o seu ganho de participação no PIB estadual entre 2010 e 2014 decorreu das perdas expressivas de participação de Canindé e Rosário no PIB industrial, o que fez elevar o peso da capital na geração da riqueza do setor, e por conta do aumento do peso do setor serviços na formação do PIB estadual, sem que Aracaju tenha significativamente aumentado seu peso na formação da riqueza no setor serviços, sejam dos serviços privados, sejam dos serviços públicos.

Carmópolis e Japaratuba foram favorecidos por esse mesmo efeito de redução de Canindé e Rosário no produto industrial. Estância ganhou quatro posições no produção industrial, superando Canindé, Rosário, Carmópolis e Nossa Senhora do Socorro, tornando-se o segundo maior polo industrial de Sergipe.
No artigo da próxima semana, examinaremos as mudanças de participação entre os menores que apresentam os menores PIBs.

Fonte: IBGE. Contas regionais

*Assessor econômico do Governo do Estado de Sergipe


Coluna Ricardo Lacerda
Com.: 0
Por Kleber Santos
25/12
20:04

Cabe-me servir. Nada mais

Pe. José Lima Santana

Somente quem é cristão, mas, não somente católico, claro, do tipo que se esforça para trilhar o Caminho, para aceitar e proclamar a Verdade e para viver a abundância da Vida, luzes que nos foram trazidas pelo Verbo que se fez carne na pessoa sagrada de Nosso Senhor Jesus Cristo, pode entender o passo decisivo, firme e definitivo que acabei de dar, ao ser ordenado Padre no último dia 9. E quem não é cristão, ou até mesmo quem não é crente, mas é possuidor de bom senso e sabe respeitar as decisões das pessoas, há de compreender-me muito bem. Aliás, pelas mais de duas mil curtidas no Facebook, antes e depois da ordenação, somando, ainda, mais de uma centena de compartilhamentos e centenas de comentários positivos, nem sempre de católicos, pude aquilatar o quanto a minha decisão foi compreendida e respeitada. E também pela afluência de pessoas à Ordenação, não apenas das duas Paróquias da minha cidade natal, mas também de outras Paróquias, inclusive de autoridades municipais, estaduais e federais dos três Poderes, além, obviamente, dos três Bispos (Dom Lessa, Dom João e Dom Mário), Padres, Religiosas e Seminaristas.

Quando os anos poderiam pesar-me sobre os ombros, quando a terceira idade chega de mansinho, como um final de tarde tangido por um vento suave, eis que eu respondi a um chamado que ouvi ainda no fim da década de 1970. Naquela época, eram muitas as vozes. Eram muitas as possibilidades. Eu não me deixei confundir. Mas, eram muitos os desafios. A Faculdade de Direito... A morte prematura do meu pai, aos quarenta e cinco anos, em 1979... O arrimo de família no qual eu me constituí após a morte do meu pai... A responsabilidade de ser “dono” de casa, sendo ainda estudante... Minha mãe e minha irmã menor para prover... Todavia, eu não me desviei do Caminho. Não fiz pouco caso da Verdade. Não deixei de lado a grandeza e a plenitude da Vida. Continuei do mesmo modo como comecei em 1976, quando decidi viver, embora fragilmente, a minha vida de cristão, a partir do momento em que fui um dos cofundadores do Grupo de Jovens, Juventude Unida na Fé, da minha Paróquia, seguindo-se, no mesmo ano e até 1982, a minha participação na coordenação do Treinamento de Liderança Cristã – TLC, responsável, à época, pela Pastoral da Juventude na nossa Arquidiocese. Na época, o TLC congregava 41 grupos de jovens, na capital e no interior.

Entre 1989 e 1980 fui professor de Religião no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, em Aracaju. A partir de abril de 1981, a atividade como ministro da Eucaristia. Jesus estava impregnado em mim. A Palavra de Deus revolvia o meu ser. E revolveu por todos esses anos. Muitas vezes, a Cruz pareceu pesada demais para ser carregada. Porém, o exemplo de tantos cristãos que, desde o século I deram até mesmo suas vidas para seguir a Jesus, encorajou-me. E encoraja-me. Os ensinamentos do Mestre sempre me deixaram inquieto. E deixam-me. Como diz a música do Padre Zezinho: “Jesus Cristo me deixou inquieto / Com as palavras que ele proferiu...”.
Agora, depois que o Arcebispo Dom José Palmeira Lessa, a partir de 2011, fez vir à tona o que Dom Edivaldo Gonçalves do Amaral, que foi nosso Bispo Auxiliar, prenunciou, em 1977, chegou a hora do SIM definitivo: a minha ordenação como Padre. Vida nova. Vida que segue. Vida que se entrega. Dom Edivaldo sempre desejou que eu ingressasse no Seminário. A Irmã Francisca Paes Barreto, de saudosa memória, que trabalhava conosco no TLC, também almejava que isso pudesse acontecer. Parentes e amigos achavam que eu seguiria o ministério sacerdotal. Colegas da Faculdade de Direito e do Tribunal de Contas acreditavam que eu tinha sido seminarista. Ou que seria padre. Eram interessantes tantos prenúncios.

Agora, a todos eu peço orações, o alimento do espírito. Preciso fortalecer-me cada vez mais para não trair a Palavra de Deus, para aprender sempre a servir, para acolher e saber ouvir, para nunca dizer “não”, quando for preciso e possível dizer “sim”, para compreender a beleza da Tradição Apostólica, para discernir diante do Magistério da Igreja, inclusive da Doutrina Social da Igreja, para louvar o Senhor da Vida, para anunciar a Boa Nova e para ter coragem de denunciar, quando for preciso, para ter a atitude de pôr-me sempre “em saída”. Enfim, para viver com dignidade o meu Sacerdócio, na minha Arquidiocese e obediente à voz do meu Ordinário (o Arcebispo). Cumprindo fielmente os votos proferidos.

Em 1980, o saudoso Padre Raimundo Cruz presenteou-me com um livro e pôs a seguinte dedicatória: “Ao caro José Lima, meu cooperador desbatinado”. Pois é. Agora, eu sou “batinado”. E estou feliz!

É evidente que alguns padres formadores do Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição não compreenderam a minha presença no Seminário, nem os porquês que levariam à minha ordenação. Do mesmo modo, também alguns Seminaristas, dentre eles, alguns colegas de sala de aula, com os quais eu estudei, e alguns aos quais eu ensinei, uma vez que eu tenho sido de 2012 a 2016, aluno e professor, ao mesmo tempo, do nosso Seminário Maior. Tais incompreensões, que, contudo, eu as respeito, pois todos nós somos livres para pensar e para expor o que pensamos, diferiram, por exemplo, do acolhimento e do encorajamento que eu recebi do Reitor do Seminário, Padre Jânison de Sá, e do Diretor Acadêmico e meu Diretor Espiritual, Padre Genivaldo Garcia, aos quais eu muito devo. A eles, o meu agradecimento, bem como aos padres que foram meus professores. Mesmo não morando no Seminário, uma das causas, aliás, da contrariedade de alguns, sou grato, ainda assim, a todos os outros com os quais eu convivi naquela Casa de Formação (colegas professores, funcionários, seminaristas).

Lá atrás, entre 1978 e 1979, eu participei do Curso de Extensão em Teologia, na UFS, coordenado pelo Padre Gilson Garcia de Melo, que me deu uma base sólida. Entre 2010 e 2012, eu lecionei no Curso de Teologia para Leigos, na Escola Dei Verbum, no Vicariato São João Evangelista, e, entre 2012 e 2016, tenho ensinado na Escola de Preparação para o Diaconato Permanente e para Leigos, acostada à Escola Santa Maria, da Paróquia do Grageru.

Entro no Corpo de Presbíteros da Arquidiocese de Aracaju em um momento de transição. Dom Lessa, por força da idade, estará se aposentando no início do ano novo, após um episcopado frutuoso. E Dom João assumirá a titularidade da Arquidiocese. Agradecido, deles, eu tenho recebido apoio e compreensão. A Igreja, no geral, passa por um momento especial, quando nos conduz o Papa Francisco, que tem a mente inaciana e o coração franciscano. Ele tem um jeito extremamente pastoral de ser e de conduzir o seu pontificado. Não agrada a alguns, mas, creio, firmemente, que ele está no caminho certo. A maioria do povo de Deus o apoia. Entusiasticamente.

Por aqui, um novo Plano Pastoral, para o triênio 2017/2019, está em curso. Novos ventos hão de soprar. Dom João prepara-se com o seu jeito singelo e firme de ser, a fim de enfrentar os desafios que o encargo de Arcebispo lhe exigirá. Que todos se unam em torno dele, para o bem da Igreja.

Quanto a mim, agora, hei de seguir em frente. Conviver harmoniosamente com o Clero do qual eu faço parte, como o último Padre ordenado sob a Mitra de Dom Lessa. Hei de colaborar com todos os colegas Padres, indistintamente, bem assim com os Religiosos, as Religiosas, outros ministros ordenados e leigos, naquilo que me for solicitado e no que estiver ao meu alcance. Afinal, cabe-me servir. Nada mais.


Coluna José Lima
Com.: 0
Por Kleber Santos
30/12
20:02

Feliz Ano Velho

Clóvis Barbosa
Blogueiro e presidente do TCE/SE

Não! Nada disso! Não vou falar do best-seller do querido Marcelo Rubens Paiva que emocionou, e ainda emociona, a todos aqueles que têm contato com o seu romance. Aliás, recomendo como presente de Natal. Na década de 80, recordo-me que comprei 30 edições de Feliz Ano Velho e distribuí no período natalino com os amigos. Ainda hoje alguns desses companheiros recordam do fato bastante gratificados com o presente e com a oportunidade de conhecer uma história trágica, contada numa linguagem simples e coloquial. Eu tenho uma profunda admiração por Marcelo, filho de um grande companheiro, o deputado federal Rubens Paiva, torturado e assassinado pela ditadura militar no início da década de 1970. Confesso que gosto de receber livros e, também, de dá-los. Este ano já recebi três livros: A Democracia Traída, entrevistas com Raymundo Faoro, organização e notas de Maurício Dias e prefácio de Mino Carta; A Biblioteca Esquecida de Hitler, de Timothy W. Ryback, que trata das obras que moldaram a vida do Führer; e Trujillo, La Muerte del Dictador, de Bernard Diederich.

Para presentear alguns amigos vou oferecer o livro da jornalista Claudia Wallin, Um País sem Excelências e Mordomias, obra que me foi dada por um servidor do Tribunal de Contas há dois anos e que li recentemente. Pois bem! A verdade é que muitos que lêem, aprendem. Outros não. A bíblia, a história, os grandes mestres, a filosofia, as obras literárias, estão cheias de ensinamentos. O homem, entretanto, apesar de ser capaz de desenvolver descobertas fantásticas na área da tecnologia, involuiu no campo do aprendizado com a vida. Teima em repetir erros cotidianamente registrados nos anais da história. Tudo bem. Erra-se inconscientemente, não era essa a pretensão, justifica-se, após produzir o caos e a destruição antes do tempo. Nada disso, conversa fiada! Erra-se porque não é sábio, não assimilou os bons ensinamentos e optou pela mediocridade como exemplo. Incorporou maus sentimentos ao seu cotidiano. Vaidade, auto-suficiência, arrogância e, sobretudo, esqueceu-se de ouvir. Ou ouviu mal.

Nietzsche estava certo: "Deus acertou ao limitar a inteligência humana, mas errou em não limitar a burrice". O “conselho” - que, conforme se diz, se fosse bom, não se dava, vendia-se, o que não é verdade - é o maior exemplo de como a insensatez predomina na mente das pessoas incautas. Conselho sempre foi bom e faz muita diferença numa situação de conflito, principalmente quando é dado por pessoas, como diria Ingenieros (O Homem Medíocre, Ícone Editora), que extasiam-se diante de um crepúsculo, sonham frente à aurora ou se arrepiam na eminência de uma tempestade, que gostem de passear com Dante, rir com Moliere, tremer com as tragédias de Shakespeare ou assombrar com Wagner. Enfim, o conselho sempre é bom quando dado por quem sabe velejar nos mares da sensatez. Agora, só dá certo para quem precisa e para quem quer ser ajudado. Aqueles que se acham argutos, espertos, eruditos, não! Por serem auto-suficientes, e muitas vezes, por assim se acharem, preferem se unir aos vampiros de energia, ornados com as virtudes da mediocridade.

Tobias (4,18) sempre ensinou seu filho a dar ouvidos aos sábios e a não desprezar nenhum bom conselho. Fez desses ensinamentos o seu caminhar pela longa vida. E morreu cercado de honra, aos cento e dezessete anos de idade. A mulher de Ló (Gênesis 19,26) recebeu também boas instruções, mas sua índole era cheia de desdém, o que fez com que Deus a castigasse, transformando-a em estátua. Todos sabem como se deu a destruição de Sodoma. Justamente por terem amparado os dois anjos da fúria dos habitantes da cidade, foi Ló aconselhado a sair daquele lugar com a sua mulher e as duas filhas antes da destruição, sob a fixa determinação de não olhar para trás e não parar em lugar algum, seguindo para a montanha. Não era para olhar para trás, mas a mulher não quis ouvir o conselho. Resultado, virou uma estátua de sal; o rei Roboão (1 Reis 12,8) não aceitou ser guiado pelos ensinamentos dos anciãos, que tantos serviços prestaram a Salomão, seu pai, quando ainda estava vivo, preferindo outro caminho.

O que fez Roboão? Seguiu os inaptos, sem cultura, sem experiência. Resultado, perdeu dez tribos e continuou sendo um apoucado. Se Nabucodonosor (Daniel, 4,24-33) tivesse ouvido Daniel, que o aconselhou a pagar os seus pecados praticando a compaixão e reparando as suas faltas cuidando dos pobres, ele não teria sido transformado em animal, comendo capim como gado e a ficar ao esmo. “Seu cabelo ficou comprido como penas de águia e as unhas cresceram como unhas de passarinho”; e Judas Macabeu (1 Macabeus 9,1-18), o mais forte dos homens, cujos feitos lhe renderam a fama, o herói do povo de Israel, não teria perdido a vida caso houvesse seguido as palavras dos seus companheiros que, sensatamente, tentaram demovê-lo da ideia de enfrentar um exército bem mais numeroso, logo após a deserção desenfreada de seus homens. Portanto, quem ignora e descrê dos bons conselhos, seguindo a sua presunção, perde o bonde da história. Faz com que a inteligência seja ofuscada pela mediocridade ou, como diria Flaubert, torna-se “um homem que pensa de maneira baixa”.

Gracian (A Arte da Prudência, Editora Sextante) acentua que a vida humana é uma luta contra a malícia do próprio homem, adiantando, também, que conhecimento sem bom senso é uma dupla loucura. A insensatez, lamentavelmente, é um cancro que impregna o tecido humano, vicia a alma e destrói os sonhos. Está presente em todas as carreiras, sejam nas áreas das ciências exatas, nas humanas; entre as classes mais abastadas ou menos favorecidas. Entristece, contudo, quando a Inteligência sucumbe à insensatez. Não cabe, aqui, discutir as origens desse rebaixamento moral, mas é importante enfrentarmos o dragão verde que solta bolas de fogo pelas narinas existente em nós, como pensado por Nietzsche. Ele não pode continuar impedindo o nosso peregrinar em busca da perfeição. Mas, infelizmente, está muito difícil encontrar o caminho. Tenho visto de tudo nessa vida, mas é nos meandros do poder que a insensatez encontra o seu habitat, dando exemplos cotidianos de como a mediocridade prevalece nas relações.

O mundo está cheio desses semideuses que pululam nos galhos da insensatez, da vaidade, do descalabro ético, da hipocrisia, da indolência e preguiça. Todos irmãos gêmeos da arrogância, característica principal dessa estirpe de gente, que se vangloria da desonra de haver ludibriado alguém e de receber honrarias pelos malefícios praticados. Só e somente ele é honrado e acredita ser o melhor de todos. Diferentemente dos sábios, recebem como afronta uma crítica a um equívoco ou a uma estupidez cometida. Quase sempre são egocêntricos, desonestos e indignos de confiança. Essa turba que povoa o nosso espaço aumenta a cada dia. Quer ver o diabo faça um teste com alguém que assume o poder. Transforma-se, de imediato. Passa a ser um PhD naquela atividade. Não interessam as forças, as circunstâncias, os erros do adversário, a forma como ele chegou ao píncaro, nada! Ele chegou à glória por força da sua “inteligência”, da sua capacidade de aglutinar e por ser o melhor entre todos. Não ouse aconselhá-lo ou tentar estabelecer um diálogo num momento de crise.

A resposta é imediata: - Eu sou pós-doutor, não preciso de interferência de ninguém; eu sei como resolver, pois, se não soubesse, não era eu que estava no poder, mas você. É sempre assim. O poder, para esse psicopata, é eterno, nunca acaba. Não se mira nos exemplos da literatura, da história, da Bíblia e da universidade da rua. Sempre olha a plebe de cima para baixo, como ser inexistente. Pobre de espírito, não sabe o que perde quando deixa de lado a experiência que se encerra num homem do povo. Alexandre, o Grande, subjugou o mundo com as suas vitórias em diversas batalhas. Morreu feio, envenenado por um criado; Xerxes. Filho de Dario I, rei da Pérsia, conquistou o Egito e tentou fazer o mesmo com a Grécia, pois se achava o dono do mundo. Sofreu uma fragorosa derrota, fugindo para a Ásia, onde morreu assassinado por um seu cortesão. O mesmo aconteceu com o poderoso imperador romano Júlio César, que em pouco tempo morreu apunhalado. Veja o exemplo de Muammar Gadafi, objeto de uma crônica aqui neste espaço.

O seu fim mostra que nenhum poder foi tão grande que não tivesse sucumbido de forma terrível, como foi o seu caso, testemunhado por milhões de pessoas. Todos foram e são esmagados pelo próprio veneno: o veneno da arrogância. Em Tiago, 4,6, está dito que “Deus resiste aos soberbos, mas concede a graça aos humildes”, ou seja, o arrogante Deus humilha, mas o humilde Ele sempre exalta. Todos conhecem a história da escrava Agar. Está ali no Livro do Gênesis. Por não poder conceber, Sara, mulher de Abrão, propôs-lhe: “Já que o Senhor me fez estéril, une-te à minha escrava, para ver se, por meio dela, eu possa ter filhos”. Abrão acordou com a idéia, unindo-se a Agar que lhe deu um filho. Só que, durante a gravidez, Agar passou a esnobar a sua Senhora, pensando possuir um poder que na verdade não possuía, terminando por ser de forma obstativa expulsa da casa com o seu filho, tudo fruto de sua estupidez. Mas, na verdade, esse time de pessoas que se veste com a roupa da vaidade e da arrogância, não passa de seres medíocres.

Como bem diz José Ingenieros: barcos de amplas velas, mas desprovidos de timão, não sabem determinar seu próprio rumo: ignoram se irão varar uma praia arenosa ou arrebentar-se contra um penhasco. O problema é que eles se sentem felizes, repetindo, sempre, com toda pavonice, aquilo que o personagem vivido por Al Pacino, em O Advogado do Diabo, diz no final do filme: Vaidade: meu pecado favorito. Oxalá que não se acabem como no poema “Vaidade, Tudo Vaidade”, do poeta português Antônio Nobre: “... Vaidade! Um dia, foi-se-me a Fortuna e eu vi-me só no mar com minha escuna, e ninguém me valeu na tempestade”. Para eles, feliz ano velho!

Clóvis Barbosa escreve quinzenalmente, aos domingos.


Coluna Clóvis Barbosa
Com.: 0
Por Kleber Santos
25/12
20:01

Avanços no Hospital Universitário

Angelo Roberto Antoniolli
Reitor da UFS

O que mais angustia um gestor público é ver obras inacabadas e serviços impossibilitados de ser prestados. Notadamente quando se trata de obras e serviços que hão de beneficiar a população carente, na área da saúde, ou seja, da população que depende do Sistema Único de Saúde – SUS.

Por anos a fio, a UFS sentiu-se impotente por não ter os recursos necessários para a conclusão de obras inacabadas no Hospital Universitário. Serviços importantíssimos a serem implantados. Os usuários do SUS sem condições de atendimento, inclusive de serviços que o SUS ainda não oferece em Sergipe. Deveras, uma lástima! O gestor sente-se acuado, impotente, por reivindicar sempre e nem sempre ser atendido. Os recursos minguados. Os repasses nem sempre chegando a contento para os investimentos. Uma situação que se tornou comum no Brasil há muito tempo.

Não é fácil a vida dos gestores públicos quando os recursos orçamentários e financeiros não são suficientes para cobrir as demandas. Porém, não se deve ficar pelos cantos, resmungando e colocando a culpa nisto ou naquilo. O gestor tem o dever de ir à luta, de buscar parcerias e apoios. Neste particular, tenho buscado o apoio de tantos quantos se disponham a colaborar com a UFS e, mais de perto, com os usuários dos seus serviços. Um dos bastiões da prestação de serviços da UFS é o Hospital Universitário. Que atende aos usuários do SUS. Ora, quem se dispõe, então, a colaborar com o Hospital Universitário está antevendo não ajudar ao reitor da UFS, não à superintendente do HU, mas, sim, a pessoas das camadas mais pobres da nossa população.

Tenho batido em todas as portas. Tenho pedido a colaboração do governador, como tenho pedido a colaboração dos nossos representantes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Bato em todas as portas, em nome dos avanços que precisam ser feitos, na UFS, como um todo, e, especificamente, no HU. Tenho encontrado portas abertas. Umas mais e outras menos. Mas, nenhuma porta fechada. O governo do estado tem ajudado no que tem sido possível, e, com o mesmo, pretendo estreitar parcerias, que, entendo, haverão de ser benéficas para o povo sergipano, em diversos segmentos. Os órgãos públicos e as entidades administrativas devem ser como vasos comunicantes. Integrados. Ajudando-se mutuamente. É como eu consigo ver a administração pública nas três esferas federadas. A união de todos pelo bem comum. Além disso, espero pactuar com o município de Aracaju a prestação de novos e mais serviços, prestados pelo HU. E firmar parcerias com outros municípios, por meio de consórcios ou instrumentos legais afins.

No lado da bancada federal, muitos têm colaborado. Já me referi a estes em alguns artigos anteriores, publicados aqui mesmo no JORNAL DA CIDADE, nominando um a um dos que têm ajudado a UFS com a destinação de dotações parlamentares. A colaboração de todos será sempre bem-vinda. A UFS não tem nem deve ter coloração partidária. Ela serve a todos os sergipanos indistintamente. E de todos os seus representantes, ela espera a devida colaboração.

No momento, o HU está apressando algumas conclusões de obras e reformas. Há pouco tempo, esteve aqui o ministro da Educação. Veio garantir a liberação de recursos para o HU. As obras estão sendo tocadas. O senador Eduardo Amorim vem se empenhando na liberação dos recursos necessários para o HU. O que ele tem conseguido resultará em avanços no HU e em benefícios para a população sergipana. Tudo isso representa maiores e melhores prestações de serviços. Na última quarta-feira pela manhã, o senador Amorim visitou o canteiro de obras do HU, recebido por mim, pela professora Ângela e demais dirigentes da EBSERH, que gerencia o HU. Ele pôde ver de perto o que está sendo feito e o que está sendo projetado em termos de serviços a serem prestados nas unidades em conclusão e/ou reforma.

No prédio do Anexo em conclusão serão realizadas as cirurgias oncológicas e transplantes de córnea, medula, rins e fígado. Os transplantes de fígado, por exemplo, não são realizados em Sergipe pelo SUS. Passarão a ser. Tudo isso representa avanços significativos no HU, voltados para os pacientes do SUS, ou seja, para as pessoas dos estratos mais baixos da nossa população.

No prédio que abrigará o Centro de Diagnósticos serão instalados os aparelhos de ressonância magnética, hemodinâmica para procedimentos cardiológicos e neurológicos, além de densitometria óssea, para questões relativas à osteoporose.

O Hospital Universitário vem avançando. A EBSERH tem feito a sua parte. A UFS também. A colaboração dos nossos parlamentares federais quer na destinação de emendas, quer na busca de recursos ministeriais tem propiciado meios para avançar ainda mais. Quem ganha com isso? O povo sergipano. Que todos possam entender isso. Todos. Da parte dos gestores da Universidade Federal de Sergipe resta o reconhecimento e a gratidão. Por tudo e a todos que colaboram e poderão vir a colaborar.

Aproveito a oportunidade para desejar a todos votos de Boas Festas e de um Ano Novo com paz, saúde e firmeza para vencer os novos desafios.


Colunas
Com.: 0
Por Kleber Santos
25/12
19:59

Coluna Primeira Mão

A culpa é de quem?


Com o aumento da criminalidade em Sergipe,  os policiais se defendiam dizendo que " a polícia prende e a justiça solta ".  Os juízes não gostaram.  Então a frase foi mudada para " a polícia prende,  mas as leis obrigam os juízes a soltar". Agora,  com as declarações do governador Jackson Barreto sobre agentes penitenciários,  a antiga frase ficou mais ou menos assim: a polícia prende, a justiça solta e... os agentes penitenciários também.

 

De olho na grana


Tem um monte de políticos em Sergipe apostando na possibilidade de o empresário Luciano Barreto vir a ser candidato a senador em 2018 e com isso conseguírem muito dinheiro para a campanha eleitoral. Pensam que Barreto vai pegar o dinheiro de sua empreiteira para financiá-los também.

 

Sem investigação


O ano de 2016 vai terminar sem que a polícia civil e ministério público estadual abrissem uma investigação sobre as declarações de José Carlos Machado a respeito de supostos casos de corrupção na prefeitura de Aracaju. O bem informado vice- prefeito não foi levado a sério pelos investigadores das duas instituições. A intenção do homem público de Itabaiana era só ajudar o velho amigo João Alves Filho em dificuldades para controlar certos secretários pouco republicanos.


Destaques de 2016


Os principais destaques da política sergipana em 2016 parecem ter sido os seguintes: prisões de políticos, perda de mandatos, atuação conjunta do Tribunal de Contas,  da Polícia Federal,  da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual prevenindo ou combatendo a corrupção, a crise no pagamento dos salários dos servidores estaduais e municipais e o descontrole da criminalidade.  Quem vai querer se lembrar de 2016?

Velho Chico


Oposição e governo em Sergipe parecem estar muito interessados pelo Baixo São Francisco. O senador Valadares destinou 100 milhões de emenda impositiva para a região, através da Codevasf. O governador Jackson Barreto disse,  no início de seu governo,  que daria especial atenção à população mais pobre de Sergipe ali residente, essa semana andou inaugurando orlinha por lá e o ministro alagoano do Turismo veio a Aracaju conversar com o governador sobre a ponte ligando Sergipe a Alagoas. Aquela população ribeirinha poderá sonhar com melhores dias com esse duplo interesse político?  Tomara que sim.


Também quer


Eleito para o exercício do seu quarto mandato, o vereador Dr. Gonzaga, o mais antigo parlamentar do PMDB na Câmara de Aracaju, vai disputar a Presidência da Mesa da Casa.   O vereador Dr. Gonzaga aposta que terá o apoio do governador Jackson Barreto, que é também do PMDB, do peemedebista Luciano Bispo, que preside a Assembleia Legislativa, e do próprio presidente de sua agremiação, João Augusto Gama. Acredita até mesmo que o prefeito Edvaldo Nogueira, que é do PC do B, um partido aliado do PMDB, também não lhe faltará.


Seria mais um?


Indagado sobre se o empresário e primeiro suplente de senador Ricardo Franco seria bem vindo ao seu PSC, o senador Eduardo Amorim, que está prestes a se mandar para o PSDB, disse: “Claro que sim”.  A coluna lembrou que Ricardo deseja disputar e governo e insistiu: “Ha a possibilidade de abrir o diálogo com ele? Convidá-lo? Amorim respondeu: “Diálogo é nossa eterna ferramenta. No nosso bloco existem vários nomes. A coluna, então, perguntou: “Isso quer dizer que ele seria apenas mais um? O senador reagiu: “No nosso bloco ninguém nunca é apenas um número ou simplesmente mais um. Todos são tratados com respeito e com o devido valor. Tudo é conquista, diálogo permanente. Isso é o que se espera de qualquer bloco democrático”.

Atendimento

Comentando sobre o atendimento nas agências bancárias, o ex-Deputado Jorge Araújo lamenta que a chamada modernização dos bancos esteja desprezando e esquecendo o cliente comum, mas que é usuário e que é obrigado e se dirigir  as agências. Nada contra a “modernização”, mas tudo a ver com a satisfação do cliente, diz Jorge Araujo que complementa: Atualmente, por exemplo, o cliente do Banco do Brasil em Aracaju, não pode mais escolher o seu gerente de atendimento. Ao contrário é obrigado a aceitar o gerente imposto pela direção do Banco.

Coluna Eugênio Nascimento
Com.: 0
Por Eugênio Nascimento
20/12
09:11

Galeria J. Inácio recebe exposição com obras de estudantes da rede pública


Ao todo 38 alunos foram selecionados para a exposição, dentre os mais de 100 trabalhos inscritos

A partir desta terça-feira dia 20 de dezembro, a Galeria J. Inácio irá abrigar uma nova exposição coletiva de artes visuais. Nada incomum, a não ser o fato de que, desta vez, as obras expostas foram produzidas por estudantes da rede pública de ensino de Sergipe. Trata-se do ‘1º Festival AVIE! – Artes Visuais na Escola’, promovido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), por meio do Núcleo de Projetos Inovadores e Criativos (Nupi), e com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

O Festival tem como objetivo fomentar a produção artística entre os alunos matriculados nas escolas da rede pública estadual de Sergipe. Com tema livre, os trabalhos expostos foram submetidos a um processo de seleção, que aceitou obras de artes visuais, entre pinturas, fotografias, desenhos, imagens digitais, colagens e esculturas. Ao todo, 38 alunos foram selecionados para a exposição, dentre os mais de 100 trabalhos inscritos.

Os três primeiros colocados receberão uma premiação. Os demais trabalhos receberão certificação com menção honrosa e todos receberão o certificado de participação. Na abertura do festival, o público também poderá assistir à apresentação de dois grupos artísticos de escolas do interior do Estado. 

A mostra segue aberta ao público até o dia 20 de fevereiro de 2017, na Galeria de Arte J. Inácio, situada no anexo à Biblioteca Pública Epifânio Dória, na Rua Vila Cristina, s/n, Bairro Treze de Julho. Grupos e escolas interessadas em agendar visita, podem entrar em contato pelo telefone (79) 3179 – 1969.


Variedades
Com.: 0
Por Kleber Santos
20/12
09:09

TCE assina convênio com o TJ para ter acesso a processos administrativos eletrônicos

"Dentro do possível, o Tribunal de Contas tem feito um trabalho que merece o respeito de toda a sociedade sergipana". A afirmação é do desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE), que na manhã desta segunda-feira, 19, assinou com o conselheiro-presidente do TCE/SE, Clóvis Barbosa, um termo de cooperação que facilitará a troca de informações entre os dois órgãos. Na ocasião também esteve presente o conselheiro Luiz Augusto, corregedor-geral do TCE.

O texto regulamenta a forma de acesso do Tribunal de Contas aos processos administrativos eletrônicos em trâmite no Tribunal de Justiça. Atualmente o TJ utiliza a ferramenta Sistema Eletrônico de Informações (SEI), como forma de virtualizar esses documentos. 

"Esse convênio vai facilitar o trabalho do TCE, que não vai ter mais necessidade de vir aqui fazer suas auditorias, pois agora será por meio eletrônico; estamos cada vez mais nos modernizando e nossa meta é que a nossa fiscalização logo seja toda on-line", destacou na oportunidade o conselheiro Clóvis Barbosa. 

O empenho da Corte na busca pela modernização dos seus meios de fiscalização foi elogiado pelo desembargador Luiz Mendonça: "O Tribunal de Contas tem evoluído ao longo do tempo, até porque para combater vários desvios há a necessidade de um Tribunal de Contas informatizado e compromissado", afirmou. 

"Fazemos este acordo com muita tranquilidade porque sabemos da importância que tem o Tribunal para o Brasil como um todo; diante da gravidade que o país se encontra, o Tribunal de Contas tem contribuído muito para a elucidação de muitos desvios que ocorrem", concluiu o presidente do TJ.
 


Política
Com.: 0
Por Kleber Santos
20/12
08:57

Governo assina R$4 milhões em investimentos no Alto Sertão

Nesta terça-feira, 20, o governador Jackson Barreto visita os municípios de Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha e Poço Redondo para entregar obras e assinar processo licitatório para construção da Orla do povoado Curralinho. Juntos, os investimentos totalizam R$ 4.437.063 em obras que melhoram a qualidade de vida dos moradores e fomentam o turismo na região.

Em Glória, será entregue a pavimentação granítica de ruas dos bairros Brasília e Nova Brasília. Realizada pela Secretaria de Infraestrutura, com recursos oriundos do Programa Sergipe Cidades, a pavimentação custou R$ 760.920,46 e vai melhorar o deslocamento de moradores e veículos nos bairros.

Foram pavimentadas as ruas Aldom Souza Amaral, Manoel Eligio da Mota, Francisco Assis dos Santos, Maura Rosa Silva, Epomina Pereira Santos, Travessa Epomina Pereira Santos, Paraíba, Antônio Aragão e Rua Maria Elizabete Barreto. 

Porto da Folha
Em Porto da Folha, será entregue pavimentação granítica do povoado Lagoa Redonda. OS serviços foram realizados por meio Programa Sergipe Cidades, um investimento de R$ 530.180,19.

Foram pavimentadas as vias A, B, C, D, Antônio Sabino, Curitiba, Tereza Moreira de Oliveira, Manoel Alves de Freitas, “01” Barra dos Coqueiros e Rua “02” Barra dos Coqueiros.

Poço Redondo
No município de Poço Redondo, o governador Jackson Barreto autoriza o processo licitatório dos serviços de construção e urbanização da orla do povoado Curralinho. A obra integra as ações do Prodetur e vai fomentar o turismo na região, com ênfase nos passeios aquáticos, alavancando a geração de empregos e renda para a população ribeirinha. A construção da nova orla do povoado Curralinho, no alto sertão sergipano, terá recursos para investimentos de até R$ 3.145.963,06.

A nova orla vai cumprir um importante papel social, pois é uma antiga reivindicação da comunidade ribeirinha. O projeto prevê iluminação pública ao longo da orla, além de quadras poliesportivas, uma concha acústica para programas culturais e comunitários, parque infantil, ciclovia dentre outras melhorias. A preservação dos aspectos ambientais também será um pilar da obra, valorizando a utilização da matéria prima local, como as pedras comuns aos afloramentos e a restauração da flora paisagística ribeirinha. 

O povoado Curralinho é uma das portas de entrada para um dos pontos turísticos mais importantes de Sergipe: a Grota do Angico, na Trilha do Cangaço, local onde Lampião e nove integrantes de seu bando morreram.

Prodetur
O Programa de Desenvolvimento do Turismo é uma linha de crédito entre o Governo do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor de U$ 100 milhões (mais de R$ 300 milhões) para o desenvolvimento do turismo em Sergipe, no âmbito do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur Nacional). Caberá ao BID o financiamento de U$ 60 milhões e o restante, U$ 40 milhões, será de contrapartida estadual.

O Prodetur tem como objetivo contribuir para o fortalecimento da política nacional de turismo e consolidar a gestão turística cooperativa e descentralizada, oportunizando um modelo de desenvolvimento turístico a partir do qual os investimentos dos governos estaduais e municipais respondam tanto às especificidades locais, quanto a uma visão integral do turismo no Brasil.

No último dia 11, o Governo do Estado assinou autorização para a realização do processo licitatório dos atracadouros da Ilha Mem de Sá, situada no rio Vaza Barris, e do novo atracadouro do Povoado Caibrós, em Itaporanga. O investimento nos atracadouros é de R$ 2.445.041,74. 

Serão contemplados investimentos na construção e recuperação de orlas e equipamentos turísticos, de patrimônios históricos, na qualificação da mão-de-obra, infraestrutura de apoio e fortalecimento institucional do turismo. Através desses recursos, estão previstas diversas obras como a nova Orla de Aracaju, a construção da Orla do povoado Pontal; a implantação de esgotamento e da orla do povoado Crasto, em Santa Luzia do Itanhi; as reformas da Orla Pôr do Sol, do Centro de Turismo e adequação urbanística das praias do litoral sul em Aracaju, a construção do esgotamento sanitário do Povoado Saúde, em Santana do São Francisco, entre outros investimentos que irão transformar significativamente o setor econômico do turismo em Sergipe.


Política
Com.: 0
Por Kleber Santos
1 2 3 4 5 » Próxima » Última

Enquete


Categorias

Arquivos