Avanços no Hospital Universitário

25/12/2016 20:01:46 por Kleber Santos em Colunas
Angelo Roberto Antoniolli
Reitor da UFS

O que mais angustia um gestor público é ver obras inacabadas e serviços impossibilitados de ser prestados. Notadamente quando se trata de obras e serviços que hão de beneficiar a população carente, na área da saúde, ou seja, da população que depende do Sistema Único de Saúde – SUS.

Por anos a fio, a UFS sentiu-se impotente por não ter os recursos necessários para a conclusão de obras inacabadas no Hospital Universitário. Serviços importantíssimos a serem implantados. Os usuários do SUS sem condições de atendimento, inclusive de serviços que o SUS ainda não oferece em Sergipe. Deveras, uma lástima! O gestor sente-se acuado, impotente, por reivindicar sempre e nem sempre ser atendido. Os recursos minguados. Os repasses nem sempre chegando a contento para os investimentos. Uma situação que se tornou comum no Brasil há muito tempo.

Não é fácil a vida dos gestores públicos quando os recursos orçamentários e financeiros não são suficientes para cobrir as demandas. Porém, não se deve ficar pelos cantos, resmungando e colocando a culpa nisto ou naquilo. O gestor tem o dever de ir à luta, de buscar parcerias e apoios. Neste particular, tenho buscado o apoio de tantos quantos se disponham a colaborar com a UFS e, mais de perto, com os usuários dos seus serviços. Um dos bastiões da prestação de serviços da UFS é o Hospital Universitário. Que atende aos usuários do SUS. Ora, quem se dispõe, então, a colaborar com o Hospital Universitário está antevendo não ajudar ao reitor da UFS, não à superintendente do HU, mas, sim, a pessoas das camadas mais pobres da nossa população.

Tenho batido em todas as portas. Tenho pedido a colaboração do governador, como tenho pedido a colaboração dos nossos representantes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Bato em todas as portas, em nome dos avanços que precisam ser feitos, na UFS, como um todo, e, especificamente, no HU. Tenho encontrado portas abertas. Umas mais e outras menos. Mas, nenhuma porta fechada. O governo do estado tem ajudado no que tem sido possível, e, com o mesmo, pretendo estreitar parcerias, que, entendo, haverão de ser benéficas para o povo sergipano, em diversos segmentos. Os órgãos públicos e as entidades administrativas devem ser como vasos comunicantes. Integrados. Ajudando-se mutuamente. É como eu consigo ver a administração pública nas três esferas federadas. A união de todos pelo bem comum. Além disso, espero pactuar com o município de Aracaju a prestação de novos e mais serviços, prestados pelo HU. E firmar parcerias com outros municípios, por meio de consórcios ou instrumentos legais afins.

No lado da bancada federal, muitos têm colaborado. Já me referi a estes em alguns artigos anteriores, publicados aqui mesmo no JORNAL DA CIDADE, nominando um a um dos que têm ajudado a UFS com a destinação de dotações parlamentares. A colaboração de todos será sempre bem-vinda. A UFS não tem nem deve ter coloração partidária. Ela serve a todos os sergipanos indistintamente. E de todos os seus representantes, ela espera a devida colaboração.

No momento, o HU está apressando algumas conclusões de obras e reformas. Há pouco tempo, esteve aqui o ministro da Educação. Veio garantir a liberação de recursos para o HU. As obras estão sendo tocadas. O senador Eduardo Amorim vem se empenhando na liberação dos recursos necessários para o HU. O que ele tem conseguido resultará em avanços no HU e em benefícios para a população sergipana. Tudo isso representa maiores e melhores prestações de serviços. Na última quarta-feira pela manhã, o senador Amorim visitou o canteiro de obras do HU, recebido por mim, pela professora Ângela e demais dirigentes da EBSERH, que gerencia o HU. Ele pôde ver de perto o que está sendo feito e o que está sendo projetado em termos de serviços a serem prestados nas unidades em conclusão e/ou reforma.

No prédio do Anexo em conclusão serão realizadas as cirurgias oncológicas e transplantes de córnea, medula, rins e fígado. Os transplantes de fígado, por exemplo, não são realizados em Sergipe pelo SUS. Passarão a ser. Tudo isso representa avanços significativos no HU, voltados para os pacientes do SUS, ou seja, para as pessoas dos estratos mais baixos da nossa população.

No prédio que abrigará o Centro de Diagnósticos serão instalados os aparelhos de ressonância magnética, hemodinâmica para procedimentos cardiológicos e neurológicos, além de densitometria óssea, para questões relativas à osteoporose.

O Hospital Universitário vem avançando. A EBSERH tem feito a sua parte. A UFS também. A colaboração dos nossos parlamentares federais quer na destinação de emendas, quer na busca de recursos ministeriais tem propiciado meios para avançar ainda mais. Quem ganha com isso? O povo sergipano. Que todos possam entender isso. Todos. Da parte dos gestores da Universidade Federal de Sergipe resta o reconhecimento e a gratidão. Por tudo e a todos que colaboram e poderão vir a colaborar.

Aproveito a oportunidade para desejar a todos votos de Boas Festas e de um Ano Novo com paz, saúde e firmeza para vencer os novos desafios.

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