Belchior de Iguatu

31/08/2017 08:00:05 por Kleber Santos em Colunas
Geraldo Duarte*

Aqui, em 2012, publicou-se o artiguete Lampião de Iguatu, narrando momentos de férias nossas e chiste com o mítico Belchior Gomes de Araújo (1908-1955).

Hoje, o palavrório faz-se mais real. Fundamenta-se no livro Belchior, Sim Senhor! de autoria de Waldy Sombra, Maria Jesusete Gomes de Araújo, Wilson Holanda Lima Verde, João Júlio de Holanda Sombra e Agenor Gomes de Araújo Sobrinho. Jesusete e Agenor, descendentes do brigão iguatuense.

Obra historiográfica iniciada com o patriarca Pedro Gomes de Araújo ou Coronel Pedroca, as três mulheres, nove filhos, netos e bisnetos. Findo o enfoque familiar, trata de Belchior, havido como “playboy do sertão”.

Nos colégios São Luiz e Cearense concluiu o Curso Ginasial e voltou à fazenda Mata Fresca, residindo junto aos pais.

Nas descrições, misto de sério-jocoso, contam peripécias e patuscadas, até sobre a burra Estrela, a religiosidade católica e a feitiçaria de seu “corpo fechado” e as “orações fortes”.
Entreveros com policiais e civis, quase sempre devido a provocações dele.

Comentários de briga com o pai, sua viagem para o Maranhão, onde viveu por seis anos, tornou-se funcionário público, bígamo e genitor um filho. O retorno a Iguatu e outras desavenças caseiras.

Depoimentos, memória iconográfica e citações oficiais mostram-se provas documentais de respaldo às exposições.

Sopesando-se os fatos de então, confrontados aos atuais, ainda se vê nos sertões, resquícios do mandonismo, em especial, aos arraigados a latifúndios e à velha política.

Usos e costumes interioranos do passado nas 140 páginas de história, num estilo simples, cativam o ledor.
 
*Geraldo Duarte é advogado, administrador e dicionarista.

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