Coluna Primeira Mão

Deso vira feudo

A Deso virou mesmo feudo do ex-prefeito de Nossa Senhora do Socorro e sua esposa a deputada estadual Sílvia Fontes (PDT). O Governador Belivaldo Chagas exonerou o diretor-presidente Carlos Melo, e nomeou o Gabriel Almeida de Campos, ambos funcionário de carreira da companhia. O ex-prefeito vinha sendo sondado pelo grupo de oposição para compor a chapa majoritária ao governo do estado. Esse episódio expõe a certeza de que a Deso virou moeda de troca política para atender aos interesses eleitorais. O comentário é de funcionários da estatal.

Dificuldade

A nomeação nas diretorias de Operação e de Meio Ambiente e Engenharia tem se tornado um problema. Os quadros mais experientes têm recusados em meio ao receio de responder processos juntos aos órgãos de controle e fiscalização. A solução buscada carrega uma série de equívocos, seja pelo despreparo e até por questões éticas. Comenta-se até na possibilidade de mudança no estatuto da companhia para possibilitar o preenchimento do cargo até por quem é citado num processo que tramita na 1ª Vara Cível e Criminal de Nossa Senhora da Glória que envolve a comercialização de água em carros-pipa por funcionários daquela companhia.


Veto ao veto


Tempos atrás, os vereadores de Aracaju decidiram que o aumento das tarifas de ônibus é problema do prefeito e não deles. Pois bem, agora eles derrubaram o veto do prefeito impedindo a extensão do direito a transporte livre também às pessoas com 60 anos e não apenas a partir de 65 anos. E isso partiu da base aliada. O que acontecerá agora? Os empresários do transporte público dirão que vão repassar essa gratuidade aos usuários de ônibus. Como ficará Edvaldo com mais esse pepino?



Cabeças que rolaram



O "embaixador" Heleno Silva, representante do escritório do governo estadual em Brasília, foi o primeiro nome de peso a perder o CC. Ele fazia pressão sobre Belivaldo Chagas para compor a chapa majoritária do bloco governista na condição de candidato a senador. Caiu e com ele foi o presidente da Adema, Francisco Dantas. Isso aconteceu na segunda-feira passada, 07. Três dias depois, na quinta-feira, 09, Belivaldo chama o secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, para uma conversa no Palácio de Despachos e dele se desfaz. Eram os principais problemas na equipe. Agora inicia-se o período de calmaria.


Questão de antipatia?


Qual pode ser o futuro de Almeida Lima? A sua demissão, feita por Belivaldo Chagas, é o fim da carreira política? Ninguém sabe. Almeida é hoje um político muito desgastado, inclusive entre aqueles que compõem a equipe de primeiro e segundo escalões do Governo do Estado, conforme comentários de dois secretários de Estado.


Lançamento em Brasília


O ex-governador Albano Franco tomou gosto com o fato de ter se tornado imortal, ou seja, membro da Academia Sergipana de Letras. De repente, descobriu que publicou muita coisa ao longo de sua carreira de empresário e de político. Na semana que passou lançou o livro “Artigos globais e outros textos esparsos” em Brasília. O mesmo que já lançou em Sergipe. Em Brasília, o ato contou com as presenças do presidente Michel Temer, ministros, deputados, senadores e lideranças empresariais. E que ninguém se surpreenda se logo mais um outro rebento venha ser lançado na praça.


Ela


Finalmente, governador Belivaldo Chagas abriu o jogo: quer Eliane Aquino como sua vice e Rogério Carvalho, ambos do PT, como senador na sua chapa. Agora os petistas se acalmam.


Sempre ela


E por falar em Eliane Aquino, o nome dela está à disposição do bloco político aliado ao Governo Belivaldo Chagas para ser vice, senadora ou deputada federal. O grupo avalia que ela tem boa aceitação nos três segmentos.


Comércio de votos


O candidato a governador Dr. Emerson não faz muito tempo disse que a compra e venda de votos diminuiu muito em Sergipe. Não disse em que estava se baseando. Ele esqueceu de dizer que as causas que levam o comércio de voto não acabaram e podem ser buscadas na pobreza, no desemprego, baixa escolaridade, entre outras mais e que, em tempos de crise econômica, essas práticas só tendem a aumentar no país. Os seus poucos eleitores podem não vender os votos.


Decisão acertada


Equilibrada e acertada a decisão da juíza de direito que atendeu o pedido de reintegração de posse do terreno da Prefeitura de Aracaju, ocupado por militantes do Movimento de Trabalhadores Sem-Teto. Sabendo que seus colegas juízes recebem auxílio-moradia, recomendou medidas do tipo aluguel social para os ocupantes.


Medicina em crise


A Medicina deixou de ser unicamente uma profissão liberal. Hoje, médicos também são trabalhadores assalariados, que vivem correndo de um emprego para outro, que pode ser público e privado ou privado e privado. Muitos desses profissionais não lembram, todavia, que os horários de consultas precisam ser respeitados. Não basta fazer suas secretárias dizerem que eles, quando atrasados, estão "chegando". Isso não faz parte das leis do mercado privado.


Crescerão com Lula?


Sabendo ser grande o apoio da população sergipana a Lula, candidato ou não à eleição para presidente, deverá ser importante o número de candidatos aos mais diversos mandatos políticos a resgatar a imagem do ex-presidente, separando-a de Dilma Roussef e de outros petistas.


SE sem academia


Nos meios policiais há uma velha reclamação: Sergipe não tem uma academia de polícia militar para formar os seus oficiais. Ainda hoje, sergipanos precisam deslocar para outros estados para fazer treinamento, depois dos concursos. Estados nordestinos com territórios e populações do nível de Sergipe têm. Isso, por aqui, se chama descaso?


Do tempo da ditadura


Caiu como uma bomba a liberação de documentos da CIA, agência de espionagem no exterior dos EUA, de acordo com os quais o general Ernesto Geisel teria autorizado graves violações dos direitos humanos (execuções inclusive) ocorressem. A imagem histórica do general luterano ficou muito arranhada.


Vivendo de favor


Interessante a declaração de integrante da ocupação de terreno da prefeitura na Coroa do Meio: "Nossa luta não é por auxílio-moradia. Nós queremos a moradia, uma casa ou apartamento. Essas pessoas aqui estavam vivendo de favor".


Club dos 11


Todas as sextas-feiras os 11 empresários mais antigos do comércio aracajuano se reúnem para almoçar em restaurantes da capital (a cada semana um novo estabelecimento). Lembram dos tempos em que Aracaju vivia à base da violência zero ou bem perto disso e todo o comércio local abrigada em sua quase totalidade lojistas sergipanos.


Domínio


Mas os dia, meses e anos passaram e hoje os comerciantes daqui predominam somente na faixa da rua José do Prado Franco, do antigo Hotel Palace até o G.Barbosa, na região dos mercados.


Ironia do destino


Há pouco mais 35 anos os aracajuanos chamavam de ‘Coreia’ a parte dos mercados centrais que vendia carnes de bois, porcos e carneiros velhos e cheios de pelancas e sebos em bancas imundas de madeiras. Os comerciantes e os compradores eram pessoas muito pobres e a Coreia, lá na Ásia, pensava-se, seria assim também. Hoje, os coreanos tomaram conta do Centro Comercial da cidade de Aracaju e nela vendem, brinquedos, roupas e alimentos (haja pastel!). Dominam o comércio fora dos shoppings.

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