Painel da igreja matriz divide população de Porto da Folha

16/05/2018 22:10:18 por Kleber Santos em Variedades
O painel da esquerda é o novo e o da direita é o antigo e que está lá

Porto da Folha a 190 km de Aracaju está dividida. A população mais consciente quer que o padre Melchizedeck mantenha o painel colocado no altar mor da igreja católica matriz pelo frei Juvenal, em 1972, que narra o dia a dia do povo da cidade, sua história e suas lutas. Mas o líder religioso e seus seguidores querem a retirada para colocar um novo, sem motivações políticas.

O quadro é fruto do tempo das comunidades eclesiais de base (CEBs) da igreja católica, movimento que em Sergipe era apoiado pelo então bispo de Propriá, D. José Brandão de Castro. Coisa do tempo em que era forte o uso da Teologia da Libertação no país. Por causa disso, o religioso avalia os que gostam do painel como subversivos.

Tanto nas redes sociais como na cidade, os ânimos estão acirrados. O padre insiste em retirar o painel, alegando que a igreja não é museu e nem espaço cultural. Isso tem provocado revoltas que resultam em palavras de baixo calão na cidade e nas redes sociais.

Segundo o professor Eleomar Marques, “Porto da Folha está dividida por conta de uma reforma que retirará o painel que fica no altar-mor. Esse painel retrata a história do povo Buraqueiro. O povo quer mantê-lo. Mas o padre quer colocar um outro painel que lhe agrada. Parece que o padre conta com o apoio da diocese de Propriá”, declarou.

Comentários (4)

Buraqueiro em 17/05/2018 às 09:27h
Bom dia,

É um grande absurdo a retirada da painel que está no altar-mor da igreja matriz. Realmente são dois grupos bem divididos na cidade, os conscientes com a cultura e saber o que representa a pintura, e os que acompanham o pároco independente do que ele faça. O problema é a falta de argumentos para a retirada do painel, argumentos não convincentes, coisas do tipo É feio , cultura tem que ficar exposta em museu , tem que tirar porque o padre quer .
Adval em 17/05/2018 às 10:39h
Se esse painel retratasse a história dos senhores feudais de Nossa Cidade seria legado religioso, obra monumental, digna de respeito e intocável. Desejo profundamente mais respeito a Frei Juvenal, Frei Angelino, Dom Brandão, e a nossa história, nossa fé e aos 42 anos evangelização bem representado é registrado naquele painel.
Monica ferrari em 17/05/2018 às 18:15h
É nosso dever como buraqueiros e descendentes não deixar que tirem o panel, ele representa o respeito dos frades da época para com a comunidade representada pelos pescadores, rendeiras, vaqueiros , plantadores de arroz e outros.
Representa também a teologia da libertação , onde a igreja vai onde o povo está .
Cresci vendo esta obra de arte inovadora e tão cheia de Deus
Não a retirada do painel!!!!

Monica ferrari
Carmelo Poderoso Filho em 18/05/2018 às 01:50h
Qual o verdadeiro propósito, do Bispo apagar o quase cinquentenário painel? O que trás de benefício, para a igreja? Trás harmonia e comunhão, entre os irmãos ou ofensas e contendas, entre os irmãos? Usando as palavras do frei Betto: Tolerância é a capacidade de aceitar o diferente. Não confundir com o divergente. Intolerância é não suportar a pluralidade de opiniões e posições, crenças e idéias, como se a verdade fizesse morada em mim e todos devessem buscar a luz sob o meu teto Busquem a reposta, no cabeça da igreja, que é o Senhor Jesus! O resto, é muitas opiniões e muitos egos GIGANTES se manifestando nesse dilema!

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