Coluna Primeira Mão

Desconfiança

 

Os candidatos a cargos políticos vão ter que gastar a sola dos sapatos ou a borracha dos tênis para tirar de casa o eleitor sergipano para votar. O desinteresse pelas eleições é muito grande, devido ao aumento da perda de confiança nos políticos com a divulgação de tantos escândalos de corrupção em Sergipe e no Brasil. Sem confiança nenhuma sociedade democrática pode existir. Talvez por isso a compra de votos seja mais valorizada nessa eleição, ao contrário do que têm dito certos candidatos.

 

Momento das pesquisas

 

As pesquisas de intenção de voto só registram um momento, dizem aqueles candidatos que aparecem mal colocados. Questionam a metodologia da pesquisa e assim por diante. Os candidatos que estão bem posicionados afirmam que os números apontam para uma tendência que deve persistir. Na recente pesquisa publicada na quinta-feira passada, o argumento da fotografia de um momento se mostra como o mais forte.

 

Sob suspeita

 

Essas pesquisas direcionadas para beneficiar quem as paga ou os seus pré-candidatos estão sendo identificadas facilmente pelos eleitores nas redes sociais e até mesmo em bate papo de mesa de bar. Na última tornada pública, o pré-candidato a senador que estava para lá de fraco aparece muito forte, não é pastor Heleno? Mantida nessa tendência de fraco ficar muito forte, João Tarantela, com seus 0,2%, vai terminar eleito governador de Sergipe. Sem maldade.

 

Agendas desconectadas

 

As agendas do governador Belivaldo Chagas (PSD) e da vice-prefeita de Aracaju Eliane Aquino (PT) não conseguem se conectar para o tal do encontro em que Chagas fará o convite para ela ser a pré-candidata a vice-governadora de sua chapa.

 

Duelo de Titãs

 

A disputa pelo Governo de Sergipe se resumirá ao enfrentamento de Eduardo Amorim (PSDB), Belivaldo Chagas (PSD) e Valadares Filho (PSB). Talvez só a dois dos três citados. Mas a disputa pelas duas vagas para o Senado tem pelo menos cinco nomes fortes: Jackson Barreto (PMDB); Antônio Carlos Valadares (PSB); André Moura (PSC); Rogério Carvalho (PT); e Heleno Silva (PRB).

 

Subvenções

Não impressionou o voto do presidente Fux, do TSE, pedindo a condenação de um bom número de deputados no caso das verbas de subvenções da Assembleia Legislativa de Sergipe. Chamou a atenção o fato de certos nomes ficarem de fora da canetada do ministro. É verdade que Brasília fica muito longe de Sergipe e as informações contidas nos processos podem estar incompletas... ou não. Tudo bem, a votação ainda não foi concluída.

 

Mais para a Saúde

 

Sobre a parta da Saúde, o secretário de Estado da Fazenda, Ademario Alves, frisou, em se balanço na Assembleia Legislativa, na quinta-feira passada, 14, que o governo vai investir mais: “É uma determinação do governador Belivaldo Chagas. O compromisso do governador é no sentido de que a Saúde vai ser melhor e ainda mais contemplada dentro do orçamento. É provável que o orçamento da Saúde para 2018 feche com um patamar superior a 13%, que já é acima do mínimo previsto constitucionalmente”, acredita.

 

Preferencial

 

Alguém sabe explicar por que quando você está sendo atendido presencialmente num banco, se outro cliente telefona ele passa a prioridade sobre você? Você que se desloca até o banco e o outro cliente nem sai de casa.

 

Desfazer-se do Banese, não!

 

O secretário de Estado da Fazenda defendeu esta semana o fortalecimento do Banco do Estado de Sergipe (Banese). “O Estado não vai vender o Banese”, garantiu aos deputados, enquanto participava de audiência pública na Assembleia Legislativa de Sergipe. Ademario Alves informou que junto com a diretoria do banco foi a São Paulo buscar soluções para melhorar o plano de negócios, investir na parte tecnológica e ampliar o escopo de atuação com o objetivo de agregar valor à instituição financeira. De acordo com Ademario, o pensamento do governador é tentar triplicar o valor de mercado do Banese. Quando se aumenta o valor de mercado, aumenta-se também o lucro. Como nós vamos nos desfazer de um ativo que está gerando dinheiro e pode gerar muito mais?”, colocou ele aos deputados.

 

Celeridade no STF

 

O tempo do STF pode ser lento ou rápido, dependendo de como é usado o poder de agenda por quem dirige a instituição. No caso de Gleisi Hoffmann, a presidenta do STF Carmen Lúcia mostrou uma espetacular celeridade. Tem muitos processos de outros políticos que chegaram bem antes do processo da senadora e serão pautados depois do dela.

 

Venda do aeroporto

 

O Governo Federal pretende leiloar, ainda no decorrer deste ano, a concessão de três blocos de aeroportos no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Isso poderá acontecer até o fim da primeira quinzena de dezembro. A informação foi divulgada pelo site “Valor”. O maior e mais atrativo bloco de aeroportos é o do Nordeste. O conjunto envolve seis aeroportos, sendo quatro em capitais. Este bloco abrange as cidades do Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Juazeiro do Norte e  Campina Grande. Para o bloco do Nordeste foi fixado um lance mínimo de R$ 360,4 milhões.

 

Na Rússia

 

Os sergipanos que arrumaram as malas e viajaram para a Rússia têm enviado notícias positivas sobre a beleza de Moscou e outras cidades, especialmente São Petersburgo.

 

Festas juninas

 

As festas juninas do Nordeste são as mais belas do Brasil. Mas a urbanização da região as tem feito parecer, no quesito indumentária e dança, com as escolas de samba do Rio de Janeiro. É o que dizem os saudosistas. Sabe o que é o pior? Eles têm razão.

 

Só corrigindo

 

Enquanto era vivo, o saudoso José Carlos Teixeira contava uma anedota sobre um professor de português que tinha sido convocado para depor no 28BC. Ele prestou o depoimento e, quando pedido para assinar o documento datilografado por militar, se negou a fazê-lo. Por quê?, perguntou o responsável pelo inquérito. Ele respondeu que só assinava os trabalhos dos alunos depois de corrigi-los. Isso irritou o militar encarregado do seu caso, mas o professor não cedeu. O que fazer então? O militar resolveu levar o caso ao comandante Silveira, que então chefiava a guarnição. O professor repetiu o que já tinha dito mais de uma vez: só assinava se lesse e corrigisse o documento. Diante de tanta firmeza, sorrindo, o comandante autorizou o professor a seguir em frente e corrigir o depoimento datilografado.

 

Briga é briga

 

Qual é a diferença entre uma briga de rinha e uma luta valetudo da UFC? Nenhuma, fora o fato de que num caso tem galos brigando e no outro são humanos que se batem. Essa nota vem a propósito da prisão de responsáveis por rinhas de brigas de galos essa semana em Aracaju. Os galos de briga humanos também não têm empresários e as pessoas não fazem apostas?

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