Canal do Panamá

20/09/2018 07:57:47 por Kleber Santos em Colunas
Geraldo Duarte*

1958. Colégio Lourenço Filho. Aula do professor de Geografia João Hipólito Campos de Oliveira. Tema: Canal do Panamá.

Depois, o Instituto Brasil - Estados Unidos (IBEU) exibiu filme, no auditório do Colégio, narrando a história da construção da obra.

Imaginada pelo colonizador do Panamá Vasco Núñez de Balboa, no século 16, somente teve início com os franceses em 1880. Problemas de engenharia e a mortandade de perto de 20 mil trabalhadores, vítimas da malária e febre amarela, levaram a França a parar os serviços.

Os USA assumiram a empreita em 1904 e, em 15/08/1914, inauguraram o Canal. Mais de 5 mil operários faleceram nessa fase.

Ligando o Atlântico ao Pacífico, com 77,1 km de extensão, suas eclusas elevam ou baixam embarcações, compensando os 26 metros de desnível entre aqueles oceanos.

O S.S. Ancon, na data inaugural, foi a primeiro navio a atravessá-lo. Já o Norwegian Blis, de 168.800 toneladas brutas, capacidade de 5 mil pessoas, medindo 325,9 metros de comprimento, 41,4 de viga e 8,3 de calado, até o presente, é o maior na travessia.

A transposição, dura de 8 a 10 horas, evitando um trajeto de 20 mil km que seria necessário para contornar o extremo da América do Sul.

Cerca de 14 mil barcos, anualmente, fazem a passagem. Quase 30 mil empregos, sendo aproximados 10 mil diretos, participam da movimentação de 9 US$ trilhões em mercadorias transportadas.

Mês passado, viajando ao Canadá, fiz conexão de um dia na Cidade do Panamá, visitei o Canal nas eclusas de Miraflores, onde há, também, um museu sobre aquela maravilha do mundo moderno.

Realizado, assim, sonho de sessenta anos.

*Geraldo Duarte é advogado, administrador e dicionarista.  

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