Coluna Primeira Mão

 

Semana decisiva

Esta semana que inicia no domingo, 30, será decisiva para os candidatos a cargos eletivos. Eles participam dos últimos programas do horário eleitoral gratuito, vão aos últimos debates e correm os riscos de serem atingidos por boatos e armações de seus opositores, que alimentam redes de intrigas nas redes sociais. Como se não bastasse isso, a compra de votos torna-se intensa e quem dorme contando com a vitória poderá acordar com grande redução no número de eleitores e, portanto, derrotado. É bom ficar de olho nas movimentações das malas pretas.

Motivar é preciso

O que farão Valadares Filho (PSB), Belivaldo Chagas (PSD), Eduardo Amorim (PSDB) e os demais candidatos a governador para motivar os mais de 35% dos sergipanos que não têm candidatos a irem às urnas no dia 7 de outubro? Tem eleitor que garante que não vai votar de forma alguma. Mas também há aqueles que dizem abertamente que “se rolar uma garoupinha dá pra conversar”.

Assédio mútuo


Existe um assédio mútuo entre candidatos e eleitores. Os primeiros importunam os segundos e vice-versa. Os primeiros querem votos, enquanto os segundos querem dinheiro, favores e coisas do tipo. Às vezes mesmo não gostando, muitos eleitores parecem gostar da importunação porque é uma forma de ganhar atenção positiva, de ser cumprimentado ou de ser lembrado.


Onde está o dinheiro?


Diariamente, na Assembleia Legislativa de Sergipe, dezenas de eleitores rondam nos corredores perguntando a funcionários e jornalistas em que gabinete pode ter “uma ajudazinha para fazer a feira ou pagar água e luz de suas casas”. Em nenhum, é claro. Pelo menos é o que dizem os consultados.


Igreja neutra


A cúpula da Igreja Católica em Sergipe parece em cima do muro em relação ao candidato Jair Bolsonaro cuja plataforma consiste na negação de todos os valores cristãos. Por que esse comportamento? Não querer misturar religião com política? Ou será essa atitude um ato de omissão, acreditando que possa existir neutralidade?


Campanha de Esmeraldo


O candidato a deputado estadual Esmerado Leal (PT) tem recebido muitos comentários positivos sobre a campanha que desenvolve. As pessoas destacam sempre o diálogo direto com elas, sem o intermédio do cabo eleitoral. Ele explica: “faço uma campanha verdadeiramente militante em que dirijo meu próprio carro e não tenho à disposição uma equipe paga, etc. Ou seja, realizo uma campanha fora dos eixos da prática tradicional e com viabilidade eleitoral”.


Reforma inacabada.


Iniciada em 2013, a reforma da Catedral Metropolitana de Aracaju somente deverá ser encerrada em 2020 ou 21, 22, 23... Se houver dinheiro para isso.


Carreatas 1


As carreatas das campanhas eleitorais são importantes porque elas dão visibilidade aos candidatos ou às coligações, mostram, pelo seu número, a quantidade de adesão popular. Dão um ar de triunfalismo, mesmo que irreal, com seus fogos, falas em autofalantes, porém causam um transformo enorme aos motoristas fora delas que precisam se deslocar no espaço urbano que também é seu. Algum dia isso terá de ser melhor organizado.


Carreatas 2


Ainda me referindo a carreatas, vale observar que quaisquer 50 carros enfileirados e a uma distância de três metros um do outro ocupam umas três ou quatro quadras, o que dá a ideia de “uma imensa manifestação pública” e causa um baita de um engarrafamento.


Feminicídio esquecido


Embora seja um dos maiores problemas sergipanos na atualidade, o feminicídio (o assassinato de mulheres por homens justamente por serem mulher) não tem entrado na agenda de candidatos de todos os candidatos. Deveria estar presente, de modo especial, em todos os discursos de todas as mulheres.


Figura decorativa


Michel Temer, antes de tornar-se presidente, escreveu carta em que reclamava que um vice decorativo. Agora presidente, como presidente, também se tornou um presidente decorativo. Vive cumprindo tabela, com diversos processos judiciais esperando por ele ao deixar o cargo em primeiro de janeiro de 2019.


Direitos humanos


Em 2018, a Declaração dos Direitos Humanos da ONU completa 70 anos. Criada em 1948, com o fim da II Guerra Mundial, muito do seu conteúdo não é aplicado por Sergipe e pelo Brasil. É um documento que continua muito atualíssimo. Por falar nessa declaração, quando o estado brasileiro vai dar uma resposta ao povo brasileiro sobre a execução da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson?


Haddad não é radical


Tem gente querendo confundir os eleitores. Fernando Haddad não é candidato radical, mas um professor universitário moderado de esquerda. O extremismo vem da parte de Jair Bolsonaro, com seu radicalismo de direita, algo nunca conhecido na história eleitoral do Brasil. Os partidos da extrema esquerda brasileira são o PSOL e o PSTU.


Embromação


Uma coisa não muda em qualquer eleição sergipana. Estamos falando da exploração eleitoral dos pobres, das minorias e dos excluídos. Os candidatos são tão bem intencionados que, se fizerem um pouco do que prometem, já estaríamos vivendo num paraíso social há muito tempo.


Os folclóricos


Em 2018, a aparição de candidatos "exóticos" ou como nomes assim rotulados foi reduzida no rádio e na TV. Isso pode significar que a política está ficando mais séria ou profissionalizada?


Vale a cola


Tendo que votar seis vezes nessa eleição geral, os leitores de todos os grupos sociais terão de levar a sua "cola". A colocação de listas de todos os candidatos para todos os mandatos pela Justiça Eleitoral sempre ajuda aos eleitores menos organizados.


Em família


Em três Estados brasileiros, filhos candidatos a governador e pais ao Senado aparecem em boas condições de disputa. Em Sergipe, Valadares Filho e ACValadares, no Pará, Hélder Barbalho e Jáder Barbalho e Alagoas, Renan Filho e Renan Calheiros.


Fora de época

João Goulart Filho (PPL) parece ser um presidenciável fora de época. Ninguém o conhece e somente pessoas com mais de 60 anos, historiadores e cientistas políticos lembram que seu pai foi presidente do Brasil e retirado do cargo por imposição do regime militar no país, no famoso golpe de 1964.


Campanha sem grana


Partidos e candidatos sem dinheiro. Por isso, poucas bandeiras nas ruas e pouca gente trabalhando nas campanhas. Tempos ruins.


Saumíneo efetivado


O economista Saumíneo Nascimento foi efetivado no cargo de Superintendente Geral do Grupo Tiradentes, que tem como expoente da UNIT. Ele tinha assumido o cargo interinamente no primeiro semestre deste ano.

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