Coluna Primeira Mão

Olho na Presidência

 

Todos os comentários entre os deputados estaduais apontam para a existência de três fortes nomes para a disputa da Presidência da Assembléia Legislativa de Sergipe. Luciano Bispo teria interesse em ir para a reeleição, Jeferson Andrade (PSD) e Zezinho Guimarães (MDB) estariam interessados e declarado isso para alguns amigos de seus blocos parlamentares. Há movimentações nos bastidores. A eleição acontecerá em fevereiro de 2019.

 

Adesões

 

Há uma tendência natural de adesões à candidatura de Belivaldo Chagas. Velhos opositores e novos políticos mostram-se abertos ao diálogo. Isso era esperado, pois Belivaldo venceu no primeiro turno com 40,8% dos votos válidos. O segundo colocado, Valadares Filho (PSB), atingiu 21,4%.

 

Troca de apoios

 

O presidente da Sociedade Brasileira de Contabilidade e membro do Movimento Direita Sergipana, Josevaldo Mota de Souza, quer se reunir com o candidato a governador Valadares Filho para lhe comunicar o apoio do grupo, que é ligado ao PSL. Em contrapartida, deseja o apoio de Valadares Filho ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

 

Professores culpados

 

Há, entre os governistas, quem culpe os professores ligados ao Sintese (Sindicado dos Trabalhadores da Educação de Sergipe) pela derrota do ex-governador Jackson Barreto (MDB) na disputa do Senado Federal. Mas, na verdade, JB estava desgastado pelo tempo de governo de enfrentamento de crise. Os professores deram apenas um empurrãozinho.

 

Aposentados

 

Nenhum dos dois declarou, mas parece estar bem claro que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) e o ex-governador Jackson Barreto (MDB) agora se aposentam de vez.

 

Insultos aos nordestinos

 

À semelhança do que ocorreu com as eleições de 2014, já começaram os insultos aos nordestinos por fazerem parte da região que deu vitória a Fernando Haddad no primeiro turno. A classe política nordestina, estadual e federal, precisa tomar posicionamento a esse respeito porque são representantes da região.

 

Chama a Tânia

 

O que é que há de errado com o PC do B de Edvaldo Nogueira e do Padre Inaldo? Esses dois políticos controlam as prefeituras dos dois maiores colégios eleitorais de Sergipe e não conseguem eleger um único deputado estadual. Carência de quadros qualificados para disputas eleitorais? Nós sabemos que os nomes lançados nessa eleição são bons no exercício de mandatos. Por que não chamam de volta Tânia Soares?

 

Belivaldo bem

 

Na bolsa de apostas da corrida eleitoral para o governo estadual não está bem cotada a candidatura de Valadares Filho. Se não houver surpresas, Belivaldo Chagas já pode comprar o terno novo e preparar o discurso de posse. Mas atitude prudente nessas ocasiões sempre é evitar o uso de salto alto.

 

Pai e filho

 

O deputado federal Adelson Barreto (PR) não conseguiu se reeleger e no mesmo barco se afogou Adelson Barreto Filho, que deseja ser eleito deputado estadual.

 

Grande surpresa 1

 

Um ou outro amigo anunciava desde o último dia 1º que o delegado Alessandro Vieira (REDE) seria eleito senador da República no dia 07. E isso aconteceu. Mas pouca gente acredita nessa possibilidade.

 

Grande surpresa 2

 

Analistas políticos sergipanos ainda não encontraram as razões e os motivos para a explicar a mais do que surpreendente vitória do delegado Alessandro Vieira para o Senado. Afinal, são quase meio milhão de votos (474,449). O fato de ser delegado da Polícia Civil é muito pouco, da mesma forma que a sua visibilidade adquirida no seu apoio ao combate à corrupção. Salvo engano, ele não possui fortunas para financiar uma eleição para o Senado. O que quer que tenha acontecido, essa coluna lhe deseja boa sorte no exercício do mandato em Brasília.

 

Derrota de André

 

Outra derrota eleitoral que chamou muito a atenção foi a do deputado federal André Moura. Ele pousava como Midas, aquele mitológico rei da Grécia antiga que tinha o poder de transformar em ouro tudo aquilo que tocava. Com André Moura, não era ouro, mas dinheiro. Sua eleição para o Senado era tida como favas contadas, pois grande fora a quantidade de dinheiro que distribuiu para muitos prefeitos e agentes políticos. Ele poderia ter pensado mais baixo e ter garantida a renovação de seu mandato de deputado federal. Sem foro privilegiado, seus problemas na Justiça podem lhe trazer grandes dores de cabeça.

 

Fato consumado

 

A eleição do dia 7 de outubro passado deixou sem empregos vários políticos sergipanos. Alguns com diversos mandatos nos currículos, como o senador Valadares. A mesma eleição também deixou endividados outro grupo de políticos, que caíram no SPC da política. Esses políticos desempregados e cheios de dívidas só falam em traição, seja de aliados e cabos eleitorais, seja de eleitores. Não há nada que possa ser feito, a não ser aceitar o fato consumado.

 

Raivosos e furiosos

 

Raivosos e furiosos parecem ser muitos eleitores de Jair Bolsonaro. Para alguns, essa eleição lembra uma cruzada. Relatos podem ser ouvidos de parentes e de amigos que tiveram relações quebradas. Não vai ser depois do segundo turno que o Brasil estará pacificado, mas um pouco de sensatez é a todos eleitores recomendado.

 

Bom trabalho

 

Merece um registro especial membros da Justiça Eleitoral, do Ministério Público Eleitoral e de outras instituições que administraram a eleição do dia 7 de outubro. Fizeram um bom trabalho e a eleição ocorreu dentro da normalidade, à parte os pequenos problemas habituais.

Comentários (1)

Claudionor em 14/10/2018 às 12:12h
Defender Hadad é assinar a sentença de morte por mais quatro anos 16 anos que os políticos sergipanos escolhem o lado errado de aliança, O desemprego causado por esta trupe e não enxergam que o Estado sofre, Quero ver o que vão arrumar com Bolsonaro na Presidência!

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