Agradecimento

10/03/2019 12:54:01 por Kleber Santos em Coluna José Lima
José Lima Santana
Professor da UFS

Ao longo do tempo, em jornais, revistas, sites e blogs, eu publiquei mais de seiscentos (600) escritos (artigos literários e jurídicos, comentários políticos, crônicas, contos etc.). Faltam ser catalogados alguns que publiquei na inesquecível Gazeta de Sergipe, na década de 1980. Precisarei levantar esses escritos, pois não guardei exemplares das publicações. Não são muitos. Porém, de um desses artigos gazetianos, sobre a obra estética do pintor argentino Alberto Carbi, morador na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi colhido um texto que fez parte do folder desse pintor, em espanhol e francês, para a grande exposição francesa, que, em julho de 1989, comemorou os 200 anos da Queda da Bastilha. Alberto, um amigo, tinha sido escolhido pelo Senado argentino para representar o seu país naquela exposição, e eu escrevi o artigo a partir da primeira exposição individual que ele realizou na Cidade Maravilhosa, meses antes.  

A maioria esmagadora dos meus escritos foi publicada no Jornal da Cidade, da nossa querida Aracaju. No referido Jornal foram mais de quinhentas (500) publicações, que se iniciaram em 1992. Dessa data até 2008, eu publiquei esporadicamente. 

A partir de 2009, eu passei a publicar, semanalmente, no Jornal da Cidade. Foram mais de quatrocentos e noventa (490) publicações, desde fevereiro do ano citado. De lá para cá, pelo que me lembro, só não estive no JC apenas por três semanas: uma vez, eu esqueci de enviar o artigo e por duas vezes os artigos não foram publicados em face de questões técnicas do Jornal. 

Em 2009, os meus escritos foram publicados em dias diferentes, até que Marcos Cardoso facultou-me a edição de domingo, que, hoje, é a edição de fim de semana. Tive, então, a honra de publicar na edição nobre. E, muitas vezes, na página dita mais nobre, a A-7. E outras tantas vezes, com chamadas. 

Aos poucos, fui angariando o gosto de alguns leitores pelos meus escritos, notadamente pelos “causos”, que eu prefiro chamar de “contos provincianos”. Em 2016, recebi um e-mail do renomado jurista capixaba, João Batista Herkenhoff, que localizou o meu e-mail, elogiando o conto intitulado “O fuzil e o bico do urubu”, publicado, no JC, na edição de 6 de setembro de 2015. Eis o texto, na íntegra, do referido e-mail: 

“Prezado Dr. José Lima Santana,
Li hoje seu artigo, através da internet: O fuzil e o bico do urubu.
Seu estilo é muito agradável.
Além disso, tem a arte de colher as coisas interessantes do cotidiano.
Parabéns,
  João Baptista Herkenhoff
  (João Baptista Herkenhoff, 80 anos, Juiz de Direito aposentado, escritor, professor, Vitória (ES). E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com)”. 

Depois que Marcos Cardoso deixou o cotidiano do Jornal da Cidade, Luiz Melo passou a receber os meus escritos. Ultimamente, recebia-os Dilson Ramos. E, nas suas últimas férias, Andréa Vaz. A todos eles, os meus penhorados agradecimentos. Agradecimento especialíssimo ao Jornal da Cidade, claro. 

Como está em voga a palavra hibernação (infelizmente, a FAFEN está hibernando, a SABE está hibernando, como noticia a imprensa), estarei, a partir desta semana, hibernando. Até quando? Não sei. O que sei, é que preciso dedicar qualquer sobra de tempo para a minha atividade educacional, para escrever textos que digam respeito ao meu labor como professor de Direito da Universidade Federal de Sergipe. E o meu tempo está escasso. Muito escasso. 

Do mesmo modo, estarei hibernando em face do Facebook, no qual eu também tenho postado os meus escritos semanais. Peço a compreensão de todos. 

Sentindo-me, sobremaneira, sobrecarregado por conta de múltiplas funções na Arquidiocese de Aracaju, deverei concentrar-me, por enquanto, em apenas duas delas (a Paróquia e o ARQUI), afastando-me de todas as outras. Espero a compreensão do Senhor Arcebispo, com quem já falei. Preciso cuidar mais de minha saúde e de minha família, especialmente de minha mãe. O professor dorense, Manoel Cardoso, que reside em São Paulo, e que é o maior escritor e o mais brilhante intelectual de minha terra natal, sem nenhum favor, tem insistido, semanalmente, através de seus constantes e agradáveis e-mails, que eu reserve um tempo para mim mesmo e para o meu contato mais reservado com Deus. Ele tem razão. Eu não devo continuar trabalhando de segunda-feira a segunda-feira, como vem ocorrendo, dormindo, inclusive, poucas horas por dia. Sem um dia de descanso semanal, como até os padres têm direito. Ninguém aguenta isso. E eu não sou de ferro. Sou de carne e osso, como todos os seres humanos. 

Obviamente, continuarei escrevendo. Aliás, há quinze dias, assinei contrato com uma editora de São Paulo, para a publicação de mais um livro, o décimo entre autorias e coautorias. Outros virão. 

Agradeço, e agradeço muitíssimo, aos leitores que, pacientemente, leram o que eu publiquei. Sem os leitores, quem escreve não passa de um balão que perde o ar quente que o sustenta, e cai. 

Não sei quando voltarei a publicar os escritos semanais. Agradeço também ao site Clicksergipe de Ronaldo Ramos e ao blog Primeira Mão do jornalista Eugênio Nascimento, que republicaram os meus escritos, publicados no Jornal da Cidade. No Clicksergipe eu também publiquei artigos inéditos, comentários e vlogs. 

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu” (Eclesiastes 3,1).

Obrigado a todos. E até um dia.

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