Metralhadora giratória - João Fontes bate pesado no PPS em entrevista a Rádio Comércio

29/08/2011 20:40:11 por Eugênio Nascimento em Política
João Fontes critica a igreja, declara apoio ao casamento gay e diz que o PPS esteve mais em páginas de polícia do que de política


O ex-deputado João Fontes, sem partido, declarou, em entrevista a Rádio Comércio, no Programa Comércio em Debate, que o PPS nasceu torto em Sergipe e esteve mais envolvido em escândalos do que o PT. De acordo com o ex-parlamentar, o PPS esteve mais presente em páginas de polícia do que de política. Ele lembrou os envolvidos em escândalos que desfilaram em carro da polícia, durante operação da Polícia Federal. "Eu tenho uma experiência já na vida pública não só em Sergipe, mas nacional. Eu acompanho a vida política em Sergipe. Eu já sabia dos problemas que existiam dentro do PPS. O PPS em Sergipe nasceu totalmente torto. Se você fizer um histórico do PPS em Sergipe, o PPS ocupou muito mais as páginas da polícia do que da política. Faça uma retrospectiva e veja qual foi o partido que deu mais trabalho a Polícia e ao Ministério Público. O PPS", observou.

João Fontes lembrou ainda que o PPS esteve mais envolvido em escândalos do que o Partido dos Trabalhadores. "O partido esteve envolvido em escândalos mais do que o PT. "Aqui em Sergipe muito, muito mais. O desfile de pessoas presas que desfilaram em camburão, e os próprios problemas dentro daquele período do governo Albano no PPS, são coisas terríveis", relembrou.

Ainda na entrevista concedida ao jornalista Paulo Sousa, o ex-deputado afirmou que gostaria de ver Henry Clay candidato a prefeito de Aracaju e Cesar Brito ao Governo do Estado. "Eu gostaria de votar para prefeito de Aracaju no Henry Clay. Eu preferia até que fosse ele do que eu. Henri Clay tem mais condições de tempo do que eu e tem a linha de pensamento que eu tenho. Para governador eu gostaria de votar em Cesar Brito. Ele tem uma linha de pensamento que eu tenho. Seria dois grandes candidatos, aí eu ia trabalhar com gosto, com afinco", declara.

Ele também reconheceu Ana Lúcia e Iran Barbosa como excelentes nomes para disputar a Prefeitura de Aracaju. "São excelentes nomes. Eu tenho o maior respeito pela deputada Ana Lúcia. Sei das angustias de Ana Lúcia dentro do PT com essas mudanças todas. Eu tenho o maior respeito pelo ex-deputado Iran Barbosa, o maior carinho, o maior respeito ao Sintese, a entidade que representa os professores. O Iran foi um grande vereador, grande militante dos movimentos sociais, foi um grande deputado federal, mesmo estando no PT. Seriam pessoas que eu gostaria muito de votar", revelou.

Casamento Gay

Contrariando o pensamento da Igreja Católica, João Fontes declarou apoio ao Projeto de Lei que reconhece e legaliza o casamento gay no Brasil. O ex-deputado afirmou que cada um tem o direito de escolher com quem viver independente do sexo. "Eu acho que o casamento foi feito para ser de homem e de mulher. Agora a gente vive num estado laico, num estado onde a gente não pode impor aquilo que a gente pensa. O casamento gay não traz prejuízos para outros. Em relação à união homossexual eu votaria a favor sem ter nenhuma dúvida. O estado que é laico não tem que ser conduzido pela igreja. A igreja às vezes se equivoca em defesa de alguns temas que não tem nada a ver", criticou.

João Fontes ainda criticou a igreja por ter defendido na Câmara Municipal a reprovação do projeto que permitia a construção de motel dentro da cidade. "A igreja vai para a Câmara de Vereadores defender que não se aprove motel na região da Atalaia. Aí o sujeito muda o nome e coloca pousada e é o mesmo motel. Vai ao motel quem quiser, é melhor ter um motel em Aracaju do que ter um motel fora da cidade, que é arriscado. Então tem também muito equívoco da igreja em determinadas coisas. E eu não sou a favor de tudo que a igreja diz. Eu não engulo tudo do que deve ser aprovado pela igreja, por que tem muita coisa que eu não concordo. Então tem muita hipocrisia também, tem muito veado também dentro da igreja, tem muita pedofilia. Então a gente tem que ter cuidado naquilo que a gente defende e não exagerar por exacerbação", concluiu.(Rádio Comércio)

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