Políticas públicas turvas prejudicam o setor de etanol

29/09/2011 21:21:49 por Eugênio Nascimento em Economia

O anúncio de novas fronteiras exploratórias de petróleo em 2007 resultou paulatinamente numa diminuição da importância do etanol na agenda governamental.  Com a crise de 2008, o setor passou a conviver com uma situação econômico-financeira bastante difícil, o que acabou resultando numa redução da área plantada em todo o país. Assim, a falta de políticas públicas claras, tem contribuído para que surjam incertezas sobre o ciclo de crescimento do setor.

Durante o conturbado momento de crise internacional, que se iniciou em 2008, o governo concedeu incentivos à indústria automobilística, para que elas aumentassem as vendas de veículos novos, principalmente os veículos "flex". A medida, dentre outras, ajudou o país a enfrentar com mais vigor aquele momento tão delicado da economia mundial. Contudo a medida, também provocou um descompasso entre oferta e demanda de etanol no país, resultando em um elevado aumento de preços após 2008.

"O setor de etanol convive com falta de políticas públicas claras, porém essa não é a primeira vez que isso acontece.", avalia o empresário Ezequiel Ferreira Leite Neto, responsável pela Usina Iolando Leite no município de Capela, lembrando que na década de 1980 ocorreu algo similar ao que acontece hoje, já que naquele período o carro a álcool acabou sendo retirado do mercado na década seguinte.

Na avaliação do empresário, "os investimentos no país estão avançando, só que em ritmo de recuperação, ao passo que são divulgadas diversas projeções, que exprimem a necessidade de aumento da produção, visando atender a futura demanda cada vez mais crescente".

"Nesse sentido, o governo deve elaborar o quanto antes políticas públicas, visando aumentar a oferta de etanol no país, para que não ocorra um desabastecimento, pois o resultado não virá no curto prazo", pondera Ezequiel.

Uma das medidas que poderiam impactar no curto prazo seria uma redução do ICMS cobrado pelo Estado de Sergipe aos combustíveis, acompanhado de uma equiparação das suas taxas aos Estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, visando beneficiar o consumidor final.

Para o empresário, "O Brasil e Sergipe precisam aproveitar a vantagem de serem conjuntamente grandes produtores de etanol e petróleo, porque afinal de contas, nossa história econômica começou com a cana-de-açúcar, então é preciso aproveitar essas duas fontes de energia existentes no país",

"É preciso reforçar que o etanol é uma energia limpa, e que os ganhos sociais advindos de uma redução na cobrança de impostos será de grande valor para a sociedade, sem contar os benefícios que vão trazer ao meio ambiente", finaliza Ezequiel. (Da assessoria)

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