Rede de boatos nas campanhas eleitorais

31/12/2011 22:49:05 por Eugênio Nascimento em Política


“Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. Definição bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade”. (Richard Simonetti – A voz do monte)

Uma boa campanha, ainda que ao final não obtenha o sucesso desejado, tem em plena atividade o seu Departamento de Maldade. Ele funciona junto ao marketing ou lado a lado com o candidato, para provocar ou atingir frontalmente o opositor. Faz-se isso em maior ou menor escala, mas sempre faz-se. Ainda que seja antiético e algo desonesto, adota-se esse tipo de postura até como mecanismo de proteção. Faz-se isso preventivamente. Faz-se isso como consequência de uma agressão.

Propaga-se boatos, estimula-se fofocas maldosas e atinge-se a honra. Os boateiros de plantão criam histórias contra os opositores do seu grupo e por conta disso ganham bons salários, bons cargos comissionados e encontram sempre um espaço para estar por perto do chefe. Eles são inúteis para a sociedade, mas conta com o prestígio e o carinho do chefe, que acha que lhe deve um importante favor. Mas o fato é que onde há disputa há boatos, há a mentira, a farsa e todos, ainda que não gostem desse tipo de situação, acham engraçado e até ampliam o boato. Os políticos gostam disso. Os eleitores também.

Os boatos e os boateiros não deveriam ser levados à sério. Mas os dois ganharam importância grande. Vê-se e ouve-se boatos todos os dias e a todo instante. A importância do boato, da queimação política pode ser vista no dia a dia da nas ruas e na mídia. A internet é rica nisso. Propaga-se a mentira até que assuma conotações de verdade. Diz-se que o ex-senador e ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, quando entrava em campanha pedia a assessores um dossiê de seus opositores e é atribuída a ele a afirmação de que não há problema quando o opositor não tem defeito, pois coloca-se nele aquele que a gente desejar.

Na disputa da sucessão do presidente Lula, por exemplo, o candidato tucano fez uso do norte-americano Ravi Singh, que comandou os ataques contra a presidente Dilma na internet. Já o PT é acusado de promover uma série de dossiês para queimar o ex-governador José Serra. No vale tudo eleitoral, os ex-presidentes Lula, FHC, Sarney também foram alvos de boatos e seus seguidores também atingiram os seus opositores. Em Sergipe, os boatos estão presentes em todas as eleições. Há lero lero anunciando doenças mortais em um ou em outro candidato. Fala-se mal da família e dos amigos. E nessa onda, há sempre alguém que diz “foi, cara, eu vi”. E acrescenta alguma coisa a mais.


Agora, com as redes sociais, as redes de boatos ganharam mais velocidade ainda.
Vocês vão ver isso intensamente na campanha de 2012. É o Departamento de Maldades em operação.

Comentários (1)

Usiel Rios em 01/01/2012 às 17:32h
Os bandidos da política fazem de tudo para enxovalhar a vida dos outros, atribuindo suas mazelas aos seus possíveis adversários. Já estou imaginado com será 2012 com a turma da navalha querendo recuperar o poder a todo custo!

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