Inadimplência das empresas recua 5,7% na comparação mensal

30/07/2012 21:18:23 por Eugênio Nascimento em Economia

A inadimplência das empresas recuou 5,7% na comparação de junho deste ano com maio último, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. No primeiro semestre de 2012, na comparação com igual período do ano anterior, a inadimplência das pessoas jurídicas cresceu 16,5%, a maior alta para os seis primeiros meses do ano desde 2009, quando houve um crescimento de 35,8% na inadimplência dos negócios.

A inadimplência das empresas também apresentou elevação na relação entre junho de 2012 e igual mês de 2011. O crescimento verificado foi de 11,4%.

As dívidas não pagas junto aos bancos foram as que mais aumentaram no primeiro semestre de 2012: alta de 23,9% frente ao mesmo período de 2011, contribuindo com 4,7 pontos percentuais no crescimento da inadimplência. Já os protestos e as dívidas não bancárias cresceram em ritmos praticamente idênticos neste primeiro semestre de 2012: altas de 19,0% e de 18,9% frente aos primeiros seis meses de 2011. Por fim, o volume de cheques devolvidos por falta de fundos avançou apenas 3,7% no primeiro semestre de 2012.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, esse comportamento de queda na comparação mensal ocorreu por conta do recuo na inadimplência do consumidor. Como grande parte das empresas brasileiras, considerando as de pequeno e médio portes, estão no varejo e no setor de serviços, elas transacionam diretamente com o consumidor e refletem rapidamente esse movimento. Outro fator para esta queda em junho é a base de comparação elevada em maio (9,4%). Além disso, também contribuiu para redução no mês a menor quantidade de dias úteis em junho.

Os economistas da Serasa Experian também argumentam que as empresas vêm registrando várias dificuldades, tais como baixa geração de receitas, por causa da retração da atividade econômica doméstica; contas a receber comprometido, em decorrência da inadimplência do consumidor e de empresas clientes; linhas de crédito para capital de giro mais seletivas, dada a inadimplência alta e a maior percepção de risco no crédito; crescimento das obrigações financeiras, considerando a desvalorização do real e o fato de que muitas pessoas jurídicas que têm dívidas no exterior agora devem mais em moeda nacional. Por fim, também a exportação mais difícil, como consequência dos principais mercados externos estarem com baixo crescimento ou recessão.

Esse extenso conjunto de fatores desfavoráveis para as empresas deve ser gradualmente dissipado, ante a expectativa de recuperação da atividade interna, a partir do último trimestre do ano.

Nos seis primeiros meses de 2012, as dívidas não bancárias (fornecedores, cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) tiveram um valor médio de R$ 775,08, o que representou um crescimento de 4,3% ante igual período de 2011.

As dívidas com bancos, por sua vez, tiveram de janeiro a junho de 2012 um valor médio de R$ 5.293,25,13, resultando em 5,5% de alta na relação com os seis primeiros meses de 2011.

Quanto aos títulos protestados, o valor médio verificado de janeiro a junho foi de R$ 1.932,23, com elevação de 10,9% sobre igual acumulado do ano anterior.

Por fim, os cheques sem fundos tiveram, nos seis primeiros meses de 2012, um valor médio de R$ 2.203,03, representando um aumento de 6,7% quando comparado com o acumulado de janeiro a junho de 2011.

(Redação – Agência IN)

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