Para acabar com a violência nas campanhas, é preciso punir os políticos

30/09/2012 11:05:32 por Eugênio Nascimento em Colunas
A violência que tanto assusta a mídia e alguns segmentos políticos mais puristas na campanha eleitoral deste ano é a mesma dos últimos três ou quatro pleitos. Na capital, ouve-se provocações e ameaças de cabos eleitorais e fanáticos políticos. Já no interior, parte-se para a pregação do ódio, espancamentos e enfrentamentos dos grupos que se odeiam e não sabem conversar, fazer oposição pacificamente, no plano das ideias, das propostas.


Os principais culpados pela discórdia entre os eleitores são os políticos, principalmente aqueles que são candidatos, que ensinam aos seus seguidores que aqueles que não votam neles são inimigos e como inimigos devem ser agredidos com xingamentos, boatos, esmurrados, pisoteados nas ruas, como forma de humilhação, de sobrepor um grupo sobre o outro. Para que isso ocorra, na linha de frente, bem próximo dos candidatos, estão os agressores.


Os políticos mostram força para a sociedade pelo número de pessoas identificadas como violentas, bandidos que estão ao seu lado. Em pleno século 21, quando se pensou que o povo teria respeitada a sua autodeterminação, vê-se o coronelismo presente na capital (ainda que de forma mínima) e no interior, onde cabos eleitorais e marginais invadem as casas das pessoas para rasgar cartazes dos candidatos preferidos dos moradores e colocar novos, impondo assim suas vontades.


A norma de punição aos clubes de futebol quando a torcida age de forma violenta nos estádios deveria ser adotada para os partidos e candidatos violentos. A punição mais rápida e mais justa seria a imediata cassação do registro da candidatura e levar o caso para que a Justiça adote punições maiores para partidos, candidatos, cabos eleitorais e aos marginais, que em muitos casos atuam como seguranças pessoais daqueles que pleiteiam cargos eletivos.


Nos últimos dias, em Sergipe, muitos enfrentamentos, ameaças e até pancadaria. Os juízes, induzidos pelo clima ruim gerado pelos “malfazejos”, têm optado por pedir o uso de tropas federais nas eleições municipais de 7 de outubro próximo. É justo fazer isso? É. Mas seria mais justo desarmar as pessoas, principalmente aquelas envolvidas em campanhas e prender os agressores. Sem duras punições, esse tipo de situação vai perdurar por longos e longos anos.

É preciso também punir os políticos. É preciso denunciar os agressores, aqueles que não gostam da democracia e insistem, ainda que inconscientes, em querer apostar no retrocesso, no abominável coronelismo.

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