Obras de Mário Jorge serão lembradas em homenagem ao poeta

29/12/2012 08:03:27 por Eugênio Nascimento em Variedades

No dia 11 de janeiro de 2013, sexta-feira, 40 anos depois de sua morte, Mário Jorge Vieira (1946 -1973), primeiro poeta concretista sergipano, terá suas obras resgatadas durante a homenagem 'Mário Jorge - poesia que liberta', que acontece no Teatro Atheneu, às 19 horas, numa realização do mandato da deputada estadual e professora Ana Lúcia Vieira Menezes (PT), irmã do poeta.


Para esta ocasião especial, os músicos Beto Carvalho e Anabel Vieira prepararam um show de poemas musicados de Mário Jorge. A Cia. de Teatro Stultífera Navis participará da homenagem representando a peça 'Mário Jorge: Leia em Voz Alta Para o Seu Estimado Cachorro!'.

Um recital de poesias de Mário Jorge e o relançamento do envelope "REVOLIÇÃO", única obra do poeta lançado em vida, integram a extensa programação, que conta com a Exposição da Vida e Obra de Mário Jorge, além dos depoimentos de Ilma Fontes, amiga, poetisa, escritora e jornalista; de Thiago Martins Prado, professor Dr. da UNEB e pesquisador da obra de Mário Jorge; de Wellington Mangueira, companheiro de atividades políticas no PCB e amigo; e da irmã, Ana Lúcia.


VIDA DE MÁRIO


Em sintonia com a poesia concreta, neoconcretista, poema processo, poesia práxis, poesia social, tropicalismo e, sobretudo, a poesia marginal, o lançamento da produção literária do sergipano Mário Jorge Vieira acontece com a publicação de 'Revolição', edição envelope, em 1968. Mas é no livro 'Poemas de Mário Jorge', publicado postumamente, em 1982, que se encontra boa parte da primeira fase de produção de Mário Jorge, de cunho sociopolítico (1964-1968), com forte influência do russo Vladimir Maiakovski e do poeta Thiago de Mello. 

Com a denúncia dos problemas sociais do país e sob a dureza e perseguição da Ditadura Militar, Mário escreve poesia social e libertária nos livros 'Silêncios Soltos' (1993), 'Cuidado, Silêncios Soltos' (1993), e 'De Repente, há Urgência..', (1997).

A segunda fase da obra de Mário Jorge une traços do concretismo à poesia marginal publicada em muros, vendida em bares, cinemas, teatros, praias, entre outros espaços, além da coluna Geléia Geral, mantida por Torquato Neto no jornal Última Hora. (Da assessoria)

Comentários (1)

zenaide carvalho em 06/01/2013 às 09:30h
Será uma homenagem merecidissima a esse grande poeta.

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