Reforma do secretariado estadual será mínima

29/12/2010 13:20:56 por Eugênio Nascimento em Política
 Quando o governador Marcelo Déda (PT) anunciou a sua pretensão de promover uma reforma no seu primeiro escalão, para melhor ajustar a equipe ao projeto que trabalha, muita gente pensou em mudanças profundas, chegou até a apostar na queda de mais de 50% da equipe que forma o primeiro escalão.

Ledo engano. Não é que o governador não deseje dar amplitude às mudanças, mas sim há falta de bons quadros técnicos e políticos para encaminhar o projeto de governo. Quando o técnico é bom, lhe falta habilidade política, capacidade de conversar e tentar fugir do puro tecnicismo.

E quando o político é hábil e ágil lhe falta conhecimento técnico. Isso é muito comum em todo o Norte e Nordeste do país

Sem querer desmerecer o governador e qualquer um outro membro da sua equipe, aqueles que pensavam numa reforma ampla isso desejam no afã de ver a máquina administrativa mais atuante, realizadora e longe dos efeitos malignos da estrutura viciada do aparelho do Estado.

Marcelo Déda há de entender que não teve crescimento eleitoral nas urnas em outubro último, embora tenha vencido o pleito no primeiro turno, justamente por que o Estado esteve parado, com poucas e pequenas realizações e por causa do intenso festival de críticas da oposição, que conseguiu mostrar isso para o eleitorado.

Há muitas críticas da população ao governo. Elas são mais intensas na classe média, principalmente daqueles setores que estavam no poder e ficaram desabrigados e desapracatados com a derrota de João Alves Filho (DEM) nas eleições de 2006. Mas as críticas do cidadão comum têm seu valor. 

Ele (o cidadão comum) reclama de problemas na saúde e na educação e da falta de atenção do  governo para com os mais pobres, embora sejam apontados como prioridade número um. A oposição – numericamente insignificante - dá 
eco aos reclamos.

Mas fato é que Marcelo Déda vai para o seu segundo governo com disposição para marcar a administração pública estadual  e, quem sabe, sair do Palácio de Despachos em 2014 como candidato a senador em condições de vitória.

Por isso, ele já anunciou que será mais exigente nas cobranças ao seu secretariado, que terá um 2011 de dificuldades, com contenção de gastos e sem o direito a pequenas mordomias do dia-a-dia das repartições. 

Caberá aos secretários mostrar competência, ter zelo pela coisa pública e realizar projetos que chamem a atenção para o governo que se propõe a ser o governo das mudanças.

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