Conselheiros do Sebrae visitam projetos no interior

29/11/2013 14:10:01 por Eugênio Nascimento em Economia
A proposta foi conhecer no campo as atividades que são desenvolvidas com as comunidades do interior

 

Integrantes do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal do Sebrae Sergipe tiveram oportunidade de conhecer no campo atividades desenvolvidas pelos projetos nas áreas de artesanato, palma, barraginhas e caprinovinocultura, localizados nos municípios de Lagarto e Simão Dias. A proposta foi mostrar as atividades que são desenvolvidas com as comunidades do interior e os benefícios gerados.

 

Para Antonio Carlos Araujo, presidente do Conselho Deliberativo, é muito válido levar os conselheiros para conhecer o que o Sebrae está fazendo. “Muitos conselheiros não conhecem as ações que estão sendo desenvolvidas, participam das reuniões e têm acesso às apresentações e documentos encaminhados pela Diretoria Executiva. Essa é uma oportunidade de sair do escritório e conhecer no campo o que está sendo feito. Agradecemos aos conselheiros por terem participado dessa visita técnica”, desta Antonio Carlos.

 

Já Lucia Cuevas, superintendente do Banco do Brasil e integrante do Conselho do Sebrae, achou a visita espetacular. “Estou no Estado há um ano e três meses, a gente vê que conhece pouco o que está acontecendo pelo interior de Sergipe. São projetos inovadores, acho importantíssimo o papel do Sebrae no desenvolvimento dessas regiões, e agora mais feliz ainda por saber que a Fundação Banco do Brasil está junto”, diz a Superintendente.  

 

Projetos

 

O primeiro local visitado foi o povoado Açuzinho, em Lagarto, que é assistido pelos programas voltados para o artesanato. No local funciona a Associação Comunitária Santa Rita do Açuzinho. Com mais de 30 anos de existência e cerca de 100 integrantes, a associação possui um grupo de 25 mulheres bordadeiras que trabalham com o ponto cruz associado a outros pontos, premiadas no prêmio TOP 100 de Artesanato. O grupo conta com artesãs de 14 anos a 74 anos de idade, permitindo uma troca de experiência entre a nova e velha geração.

 

“O Sebrae é um grande parceiro, já tivemos oportunidade de participar de várias capacitações com foco na qualidade dos produtos, acabamento final, formação de preço. Também participamos de várias feiras e eventos em outros estados, como a Bahia, São Paulo e Pernambuco, onde temos condição de divulgar nosso trabalho, trocar experiências e conquistar novos clientes, além da Feira de Sergipe que acontece todos os anos no mês de janeiro na Orla de Atalaia e é uma excelente vitrine para o nosso negócio”, explica a artesã Raimunda Alves Celestino.

 

Na sequência os conselheiros do Sebrae foram para o Assentamento Irmã Dorothy, também, em Lagarto, onde existem 28 famílias assentadas. No local são desenvolvidos dois projetos. O primeiro é o Barraginha, com 28 pequenas barragens construídas, que servem para aumentar o nível do lençol freático, melhorar a qualidade do solo e, consequentemente, a plantação de frutas, raízes e hortaliças, além da água para os animais. “A barraginha é uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa. Em Sergipe já foram construídas mais de 900 unidades em 13 municípios, uma ação desenvolvida em parceria com a Fundação Banco do Brasil”, explica o diretor técnico do Sebrae, Emanoel Sobral.

 

Além do projeto Barraginha, no assentamento também é desenvolvido o projeto Palma para Sergipe, beneficiando dez famílias locais. Por meio da criação do Núcleo de Tecnologia Social para a Produção e Beneficiamento da Palma, tecnologia desenvolvida pelo consultor Paulo Suassuna, é possível ter uma produção até sete vezes superior à média nacional. O Núcleo de Tecnologia é formado por um campo de palma com um hectare e uma unidade de desidratação, que possibilita abrir várias opções econômicas para o produtor rural.

 

“Uma parte do que produzimos utilizamos para alimentar nossos animais, outra parte  direcionamos para a comercialização e melhoramos nossa renda mensal. Podemos negociar a raquete da palma, as sementes da palma e o farelo, que é muito nutritivo e pode ser utilizado como ração”, diz o produtor rural José Marcos.

 

O último local visitado foi uma fazenda modelo localizada em Simão Dias, que participa do Programa Cordeiro e Cabrito de Qualidade, desenvolvido em 26 municípios sergipanos e beneficia 106 criadores. O foco é melhorar geneticamente o rebanho e a meta é atingir 200 criadores rurais. (Da assessoria)

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