Coluna Primeira Mão - Política e Economia

João Alves vive momento de muita pressão

Não sai da cabeça do prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), a ideia de ser o único governador de Sergipe a exercer quatro mandatos. E as pesquisas estimulam esse tipo de pensamento o tempo todo. Mas, pela decisão tomada de apresentar na sexta- feira, ao lado de Jayme Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, três projetos que, ele mesmo diz, mudarão a cidade de Aracaju, será que pretende mesmo deixar a PMA, passar o cargo para o vice-prefeito José Carlos Machado, anunciar que será candidato a governador e partir para o enfrentamento ao governador Jackson Barreto (PMDB) e ao senador Eduardo Amorim (PSC)? Parece que não. Reconhecido por ser um governante realizador a até chamado por muitos de "João das Obras", será que vai optar por entrar na campanha, agora, como o "João sem Obras"? João seguirá o que desejam alguns amigos bem próximos (ser candidato) ou sua família (não entrar na disputa e apoiar Jackson Barreto)? Ele anunciou sexta-feira três grandes projetos, mas a sua gestão, até agora, foi marcada pela continuidade e inaugurações de obras inacabadas deixadas pelo ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), entre as quais está o "Mergulhão". Os novos projetos contemplam a Zona de Expansão, a Revitalização do Parque da Sementeira e o sistema de Mobilidade Urbana com 10 corredores de ônibus. As iniciativas são do agrado da população. Em não sendo candidato, o prefeito, que fez uma série de "rolezinhos" em Aracaju com o governador Jackson Barreto e o senador Eduardo Amorim, vai escolher um deles para apoiar? Vai lavar as mãos e ver o circo pegar fogo? Os seus fiéis seguidores o seguirão? Parte dos questionamentos terá resposta no próximo dia 5, em se tratando da questão candidatura, pois teria que renunciar ao mandato de prefeito para entrar na disputa. O prefeito sofre pressões e isso lhe preocupa. Mas finge não dar atenção a nada disso e muito menos às pesquisas, que mostram que tem boa aceitação popular. Na verdade, João teme trocar o certo pelo duvidoso, começar a virar o alvo das "pancadas" eleitorais e se dar mal – ficar sem a Prefeitura e não chegar ao Governo de Sergipe para realizar o seu quarto mandato.

Senador Valadares pode pegar o bonde errado


O senador Antônio Carlos Valadares e o seu PSB buscam a formalização de uma aliança política com o PSDB, PPS, PRP, PV e PCdoB para a formação de uma espécie de terceira via, projeto que o próprio parlamentar já declarou publicamente que não acredita que dê certo. Enquanto aguarda uma definição do governador Jackson Barreto (PMDB) sobre a presença do PSB na chapa majoritária, Valadares conversa com possíveis futuros aliados e quer também que os três amigos secretários de Estado, Belivaldo Chagas (Educação), Elber Batalha Filho (Turismo) e Maurício Pimentel (Esportes) entreguem seus cargos nesta segunda-feira. Usa o discurso de garantir total liberdade de decisão ao governador e para si também. Na verdade, Valadares não sabe para onde ir e pode pegar o bonde errado. E, o pior, se perder no meio do caminho.


Valadares Filho: “Secretários sairão do governo, mas não há rompimento”


Procurado pela coluna, o deputado federal Valadares Filho, presidente do diretório regional do PSB, explicou que a saída dos secretários da equipe de governo não significa um rompimento. “Na conversa que tive com o governador deixei bem claro isso e, inclusive, ficamos de ter um outro encontro antes do dia 11 de abril, prazo final estabelecido para a definição da posição do PSB sobre ficar ou não na aliança governista”., explicou.


PSB tem história de alianças com o grupo em que está


“Volto a repetir que as conversações continuam com o governador Jackson Barreto e lembro à todos que nós temos história de aliança política, e não é de agora. Portanto, os canais de conversação continuam abertos, principalmente com o governador, que é do PMDB, com o PT e demais aliados. Não há rompimento e não existe conversas. Há muitos boatos espalhados por aí”, voltou a lembrar o presidente do PSB sergipano.


Belivaldo Chagas será disponibilizado para chapa majoritária


O nome do atual secretário de Estado da Educação, Belivaldo Chagas, será colocado à disposição do PSB para compor a chapa majoritária em qualquer aliança que seja feita pela agremiação, seja ela governista ou oposocionista. O senador Antônio Carlos Valadares somente será candidato a governador se o PSB optar por sair sozinho. O secretário Elber Batalha (Turismo) poderá ser candidato a deputado estadual e Maurício Pimentel (Esportes) conseguiu convencer ao grupo que não tem vocação para disputar eleição, mas sim atuar como apoiador em qualquer que seja o projeto definido pelo partido.

Governo já pensa em substitutos para secretarias


Os comentários dentro e fora do governo dão conta de que a pasta da Educação, ocupada pelo socialista Belivaldo Chagas, terá como titular o advogado Wellington Mangueira, o professor Jorge Carvalho (Segrase) ou o atual secretário da Justiça, Walter Pereira Lima. Na quinta-feira passada, o governador Jackson Barreto recebeu Wellington e com ele almoçou. JB deverá anunciar substitutos para aqueles que deixarem as suas pastas nesta segunda-feira. É bem provável que os secretários adjuntos fiquem no comando das pastas interinamente.

Mudanças no Banese - Nome de Fernando Mota será avaliado do BC

 


A diretoria do Banco do Estado de Sergipe encaminhará ao Banco Central nesta segunda-feira o nome do ex-secretário de Finanças de Aracaju, Fernando Mota, para ser avaliado e obter a aprovação para assumir a Presidência do Banese. Vera Lúcia deixa o comando da instituição financeira no último dia 27.Além disso, Carlos Alberto Tavares será substituído por Maria Avilete Ramalho na diretoria de Crédito Comercial e o lugar dela na diretoria Administrativa será ocupado por José Marcelino Andrade, ex-superintendente do Instituto de Seguridade do Banese (Sergus). Até sair a autorização para a nomeação e posse de Mota, Avilete responderá pela Presidência.


JB não tem nome em obras públicas


O governador Jackson Barreto (PMDB) parece ser o único governante de Sergipe, de sua geração, que não tem o seu nome em obras públicas. João Alves (DEM) tem um monte, inclusive no único Hospital de Urgência, Albano Franco (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB) também. JB, quando o primo Zé Américo era prefeito de Nossa Senhora das Dores, resolveu lhe homenagear dando o nome de uma praça e colocando o busto do atual governador nela. Mas aí o Ministério Público entrou em ação, recomendou à Prefeitura retirar o nome e o busto para evitar ação judicial. O MPE alegou que a legislação em vigor proíbe homenagear vivos colocando seus nomes em prédios, avenidas, ruas e praças públicas. Foi respeitada a recomendação. A mesma iniciativa o Ministério Público adotou em relação aos demais governantes. Mas ninguém nunca respeitou a lei. "Eu nunca fiz isso e continuarei não fazendo. O importante da obra é que ela seja realizada para beneficiar o povo", explicou Jackson Barreto.


Já são 50 anos de luto no Brasil


Nesta terça-feira, 1ºde abril, será lembrado o golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart e governadores de Estado como Seixas Dória (SE) e Miguel Arraes (PE). Os militares, que destituíram governantes e cassaram mandatos de parlamentares, além de torturas e matar pessoas avaliadas como esquerdistas nos órgãos de repressão, hoje têm vergonha do que fizeram e evitem comemorações, mas defendem publicamente os exageros praticados como "mal necessário" e rejeitam investigações para punir os responsáveis pelos abusos. O governo criou uma Comissão Nacional da Verdade para apuração de denúncias e reparar informações falsas historicamente divulgadas como corretas e indenizou alguns dos atingidos pela ditadura. E só isso. O luto continua.


MST melhorou condições de vida no sertão de Sergipe


“Se não fosse o Movimento dos Sem-Terra (MST), o sertão não teria avançado do ponto de vista social, econômico e político. A luta do MST gerou moradias melhores, empregos e rendas e produção para garantir a sobrevivência das famílias que militam no movimento, dos municípios da região e de outras áreas, inclusive chegando até Aracaju”. O comentário é do governador de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). Ele lembra ainda que “os salários pagos aos trabalhadores rurais eram insignificantes. Hoje melhorou bastante e eles ainda têm seu pedaço de chão para plantar, criar galinha, seu carneiro e até a vaquinha para tirar o leite das crianças. Ainda contam com o salário do Bolsa Família”.

Candidaturas - PT e PRB se desentendem no sertão


Não é bom o relacionamento entre o grupo do prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB), e o do deputado federal Rogério Carvalho (PT). Heleno resolveu apoiar a pré-candidatura do pastor Jony para deputado federal e Rogério, que pretende ser candidato a um cargo na chapa majoritária do governador Jackson Barreto (PMDB), fez a opção declarada pelo deputado João Daniel para a Câmara Federal. O prefeito, que diz aos amigos que isso tem lhe irritado bastante, não conversa com Rogério ou com Daniel. Membros do grupamento de Rogério garantem que Heleno atua na região sem nenhum envolvimento com o PT e muito menos com o MST.


“O símbolo do descaso é o abandono do povo sergipano”, lamenta Eduardo Amorim


Na última sexta-feira, o senador Eduardo Amorim esteve em Salgado, onde se reuniu com políticos locais dispostos a lhe apoiar. Junto com o deputado federal André Moura, o senador participou de reunião com lideranças na casa dos ex-prefeitos de Salgado, Givaldo e Janete Barbosa. “Meus amigos, seguiremos o nosso caminho apontando os milhares de erros governamentais e lutando pelos direitos do nosso povo. Obrigado por estarem aqui nos recebendo e acreditando em nosso trabalho contínuo e coeso. Mesmo com tantas mazelas e desesperanças por dias melhores, não vamos desacreditar que esse quadro possa mudar. Eu acredito que possa!”, disse o parlamentar em um bate-papo com os salgadenses.


Eduardo Amorim: SE tem maior dívida pública do Brasil


“Tomei conhecimento, através de falações de especialistas na Voz do Brasil, que Sergipe é considerado o Estado com maior dívida pública do Brasil por habitante, ou seja, já nascemos endividados”, lamentou o senador Eduardo Amorim além de ter lembrado sobre o desleixo do Governo do Estado sobre o não impedimento do leilão do Hospital Amparo de Maria, localizado em Estância. “É lamentável saber que mais uma vez o Governo lavou as mãos. Se dependesse deles, ontem, dia 27, o Amparo de Maria teria sido leiloado”. Sobre o descaso com o hospital, o deputado João Daniel disse que se trata de lero lero do senador, pois os deputados estaduais do PT, inclusive ele, puxaram a luta em defesa da casa de saúde.


Exigência da farda foi desgastante para João Alves


Foi desgastante para a imagem pública do prefeito de Aracaju, João Alves Filho, as denúncias sobre a proibição de acesso à escola de estudantes que sem o uso da camisa nova do fardamento, de cor verde, a mesma do DEM. A Globo exibiu matéria mostrando o problema vivido por estudantes na quinta-feira, no Bom dia Brasil. Na verdade, a matéria passaria despercebida como outra qualquer se não fossem feitos comentários sobre o tema pelos apresentadores e pelo jornalista Alexandre Garcia. Esse poderá ser um dos temas da campanha eleitoral que se aproxima.


Câmara de Aracaju pode ir para a Coroa do Meio


O prefeito João Alves Filho (DEM) vai doar terreno para a Câmara de Aracaju construir a sua nova sede no bairro Coroa do Meio, naquela área onde fica o espaço de comercialização de fogos durante os festejos juninos. Mas a Câmara não tem dinheiro para investir no projeto agora e o seu presidente, Vinicius Porto, que tem sido aconselhado pelos amigos a disputar uma cadeira na Câmara Federal este ano, pensa em somente realizar a obra em 2015. A Câmara vive o mesmo drama da Assembleia Legislativa: falta de espaço para abrigar decentemente os parlamentares, seus assessores e servidores. Então, me veio uma ideia: Por que a Assembleia não construir uma nova sede e passar o seu atual espaço para o parlamento municipal, caberia muito bem lá? É algo para se pensar.


Infecção hospitalar mata muito em Aracaju


Ser internado em um hospital público ou privado de Aracaju com uma doença e morrer por causa de outra, no caso infecção hospitalar, seria comparável, hoje, a uma espécie de "caso comum de trânsito". São Muitos os casos, mas não tem uma só pessoa que queira comentar. Alguns médicos e enfermeiras se dignam a informar às famílias a ocorrência, mas a maioria não. As casas de saúde também parecem não gostar de dar conhecimento da causa mortis, quando se trata de infecção hospitalar, pois temem que as famílias recorram à Justiça e processe-as em busca de indenizações financeiras. Mas é preciso que o Ministério Público fique de olho nessa questão em todos os ambientes de internamento para tratamento de saúde e determine limpezas gerais intensas e diárias para combater as bactérias e vírus. O número de mortes ninguém sabe, apenas comenta-se. Já seria um caso de obrigar a divulgação diária desse tipo de situação.

 

Comentários (1)

FERNANDO GAMA em 30/03/2014 às 20:09h
A HISTORIA POLÍTICA DO MEU ESTADO É SURPREENDENTE AS MATÉRIAS VEICULADAS SÃO LITERALMENTE NA LINHA JORNALÍSTICA DA BUSCA PELA REAL VERDADE. PARABÉNS COMO SEMPRE A VOCES. VAMOS AGUARDAR AS CONVENÇÕES.

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