CPI da Petrobras - Valadares diz que são infundadas as críticas de revista

31/03/2014 20:54:34 por Eugênio Nascimento em Política

"Sempre defendi a CPI como um instrumento legítimo de investigação do Legislativo numa democracia. Por isso, a CPI da Petrobras jamais seria barrada por falta de minha assinatura. Assinei-a, e afirmo que não recebi pressões para fazer o contrário. Fiz porque considerei do meu dever apoiá-la, haja vista o posicionamento público do líder no Senado, Rodrigo Rollemberg, que disse, falando em nome de todos nós, que a nossa bancada marcharia unida quanto ao requerimento da CPI, bem como pela orientação política do PSB Nacional”. A declaração foi feita pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB), ontem, ao comentar informações publicadas pela revista Veja.

Na coluna Holofote, a revista Veja diz que o governador de Pernambuco e pré-presidenciável Eduardo Campos (PSB) teve que suar para convencer dois dos quatros senadores do seu PSB a apoiar a CPI da Petrobras. Veja lembra que o ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra teria usado de sua influência para que empresas fornecedoras da Petrobras apoiasse a chapa de Sergipe.


O senador Valadares afirmou ainda que não recebeu quaisquer doações de empresas fornecedoras da Petrobras, conforme consta na sua prestação de contas da campanha para o Senado, em 2010. Mas lembrou: “se por acaso tivessem ocorrido, tais doações seriam perfeitamente legais uma vez que a legislação eleitoral permite que elas possam ser feitas. José Eduardo Dutra foi indicado para meu suplente pela aliança que reelegeu o saudoso governador Marcelo Déda para o governo de Sergipe, por sua reconhecida influência política e o grande prestígio que detinha junto aos partidos que me apoiavam naquele pleito”.

Segundo Valadares, “foi um acordo político aprovado em convenção em 2010, quando Zé Eduardo já havia deixado a presidência da Petrobras, desde o ano de 2005. E foi uma decisão celebrada à luz do dia, sem quaisquer vínculos com empresas ou interesses financeiros para a sustentação de minha campanha. Fiz uma campanha franciscana, com poucos recursos financeiros, levando-se em conta a àrdua disputa eleitoral que iria enfrentar, como testemuharam todos os sergipanos. Venci com o voto do povo, e conquistei pela terceira vez o mandato de senador."

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