Senador Kaká Andrade faz reflexão sobre o pleito eleitoral de 2014

29/10/2014 08:17:01 por Eugênio Nascimento em Política

O senador Kaká Andrade (PDT-SE) utilizou o Plenário do Senado para fazer uma reflexão do pleito eleitoral de 2014. O parlamentar fez considerações, principalmente, sobre a eleição do último domingo, dia 26 de outubro, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita para um segundo mandato de quatro anos à frente do Palácio do Planalto. “Foi, todos pudemos constatar, a mais parelha eleição havida neste ainda curto período de redemocratização do país”, discursou Andrade.

Para Kaká, o senador Aécio Neves (PSDB), cada um dos candidatos trilhos todos os caminhos do país, divulgando sua candidatura e mostrando um pouco do que pretendia fazer caso saísse com vitória do pleito. “De mesmo ideal, cada um teve um modo próprio de conduzir-se nesta eleição”, disse.

O senador disse ainda que, Aécio Neves encontrou um caminho mais difícil. “Dono de uma coragem cívica impressionante, e de uma invejável determinação pessoal, manteve sua candidatura e a ela dedicou-se com uma intensidade tal que conseguiu assento na cédula do segundo turno com percentual muito acima do que previam”, lembrou.

Sobre a presidente reeleita, o senador afirmou em pronunciamento que ela enfrentou dificuldades. “Dilma manteve a candidatura mesmo com a morte de um forte presidenciável e com as turbulências econômicas que o país vem enfrentando e mesmo com as denúncias de corrupção em seu Governo avolumando-se a cada dia”, destacou o senador.

Sem surpresas

“O resultado da eleição não poderia ser outro, vitória de uma candidatura por uma diferença muito pequena em um universo de mais de cem milhões de eleitores. Cada candidato teve mais de 50 milhões de votos. O eleitorado do país não aderiu maciçamente a nenhuma proposta, foi um resultado quase de metade com metade”, rememorou o Kaká Andrade.

Para ele, todo processo eleitoral em que uma candidatura chega ao segundo turno revela a opção entre duas propostas claramente delineadas, a continuidade, consubstanciada pelo candidato que busca o segundo mandato, ou a mudança cristalizada em seu oponente. “Não se pode pensar que é diferente, que é mudança contra mudança, pois se assim fosse, a candidatura oficial estaria em oposição a si mesma, o que não ocorre”, destacou Kaká.

“Um dos ensinamentos é que jamais poderemos repetir campanhas políticas como as presenciadas nestas eleições. Por todo o país, em praticamente todas as disputas estaduais, e sobretudo na eleição presidencial, o que se viu foram campanhas essencialmente de desconstrução dos adversários”, destacou o senador ao lembrar ainda que “denúncias de todo tipo, de caráter político e até pessoal, muitas delas sem nenhum compromisso com a verdade, foi isto o que vimos”.

Preconceito

O senador lembrou das responsabilidades da presidente eleita, segundo ele seus esforços também haverão de se concentrar em evitar qualquer tipo de preconceito advindo da liberdade de escolha que a Constituição assegura a cada eleitor. “Precisamos conter um preconceito de que está sendo vítima a população nordestina, por alguns acusada de ser a responsável pelo resultado da eleição, pelo temor de perderem o Bolsa-Família. Repudio este preconceito com todas as forças, nós, nordestinos, temos o mesmo direito de votar em quem quisermos”, enfatizou Kaká. (Da assessoria)

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